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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


SEU MIRTO: PIONEIRISMO EM FERRARIA EM TB

Do Socomim, além de ter colocado ferraduras em mais de mil cavalos, conheça suas memórias

2020-03-11 às 11:05:24) A entrevista da semana passada com Miroslau Lepek, foi um resgate de memórias de um dos pioneiros do bairro Socomim, em Telêmaco. Mais conhecido como Seu Mirto, ele é proprietário da Ferraria São Marcos.

Natural de Ventania, nasceu no dia 03 de março de 1949.

“Quando eu pisei aqui no Socomim, com meu falecido pai e minha mãe, eu não tinha 16 anos, e hoje estou com 79. Completei anteontem (Dia 03), 79 de idade e 63 de Socomim! Quando nós pisamos aqui não tinha nem rua, quanto mais casa! ”. Para ele, a maior parte do desenvolvimento local deve-se a Klabin, e “um também que levantou a cidade foi o nosso sempre lembrado, prefeito Carlos Hugo (Wolff Von Graffen)”.

O ramo de ferraria veio do falecido pai, e que tinha a Ferraria São José.

Ele foi estudar em Piraí do Sul, no Colégio Santa Marcelina, porque sendo de Ventania, as únicas escolas que tinham eram as do cerrado. Aos 12 anos, o pai quebra a mão e perde parte destes movimentos, a endurecendo, e deixa de estudar para seguir com ele, no ramo.  Ele tirou até o quinto ano, “e o pessoal da primeira série atual (1º ano do Ensino Médio) não sabe o que eu aprendi!”.

O comunicador Joaquim Batezatti fez com Mirto, uma matéria jornalística no dia 27 de agosto de 1999, aonde elencou todo trajeto de nosso entrevistado.

Quando veio à Telêmaco, praticamente ergueram permanecendo o nome de São José, a ferraria atrás do prédio onde funcionou a Farmácia Salvadora (atual padaria em frente à casa de produtos agropecuários) na Avenida Marechal Floriano Peixoto, a principal do Socomim, próximo uns 200 metros da atual ferraria. Quando chegou ao bairro não tinham as ruas João Siqueira Filho e Argentina, nenhuma casa em pé, até que Zé Nunes e Zé Amaro, ergueram “casas boas mesmos”, para os empregados que trabalhavam na Klabin.

 

INFÂNCIA E O AMOR HERDADO PELA PESCARIA

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“Sabe que eu não tive as regalias da infância: Era só trabalhar com meu falecido pai!”. A única delas, é que gostava de pescar, “e demais”. Lembra as pescarias que faziam no Mato Grosso onde estas viagens, que duravam 4 dias de trajeto apenas para se chegar ao destino, então, 8 dias de estrada e 12 de rancho. E um dos principais companheiros era Pero, da Imobiliária Lira. Perguntado, nessa vida de pescador, qual o maior peixe que já pegou, a resposta dele veio: Foi um Jau de 45 quilos, e ele tem a foto, para matar qualquer dúvida e tirar de vez a cisma da fama, com bom humor, o aumento sempre, feito por pescadores.

Foram 6 dessas viagens, e o amigo Zé Carlos Nunes era quem tinha o caminhão bem equipado para esses momentos, com freezer, gerador, enfim. Eram de 2600 a 2800 quilômetros rodados e sempre com uma rota diferente. Uma carta eles já pegavam assinadas, dos donos das fazendas, ainda aqui, já antes de partir.

POLACO: Neto de polonês, por parte de pai, quando parou com sua avó, falava bem o idioma, como fazia orações. Ele foi um dos telêmacoborbenses que esteve na visita do papa João Paulo II, em Curitiba. Morando em Castro, na localidade de Catanduva, e quando vinha visitar os netos, o avô contava que na época, foram seis meses de navio o trajeto da terra do São João Paulo II para chegar ao Brasil. “Só no remo e na vela”, sem as facilidades da navegação atual. Outra lembrança de Mirto foi a função do avô chegado da Europa, aqui no Brasil, de lidar com mel, e por muitos anos: Fora justamente essa incumbência que o entrevistado herdou, quando estudou no Santa Marcelina.

 

FILHOS

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Tentado descobrir alguma peraltice, coisas normais de criança, do filho mais velho, Marcelino, que é amigo desde a pré-adolescência, deste jornalista, disse que ele era tranquilo e bom, e que entre 10 e 12 anos, já começou a procurar trabalhar e ter seu dinheirinho. O Marcos, desde piazinho aprendeu a estar com o pai, no mesmo ofício: “Ele não saía dali. O Marcelino já não... O Marcelino desviava!”. Nesse momento, seu Mirto mostra algumas fotos, como a da esposa, dona Diva Ribeiro Messias Lepek, e ele também soldado, quando no 13º BIB em Ponta Grossa. Desde 1961, em sua baixa de exatos 12 meses de quartel, até hoje, a foto permanece em sua carteira, e conservada. Ai chegou a hora de falar da menina da casa, a filha Simone: “Comportada, nunca me deu dor de cabeça!”. Das netas, a filha do primogênito, Maria Fernanda Lepek, trabalha no Sicredi.

Entre a família já constituída no primeiro casamento e depois de viuvar, no segundo, são 13 netos e uma bisnetinha. No segundo casamento, os filhos são Marcos e Eliana.

Você deve estar se perguntando...mas são dois Marcos? Um, o do primeiro casamento, é o Marcão e o filho de dona Diva, o Marquinho. Eliana, disse dona Diva, participou do grupo de Jovens Jero, e era mais conhecida como Nani.

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COROINHAS E LEGIÃO DE MARIA E O “THE SIX BOYS” NA CASA DE SEU MIRTO

Quando casado, ainda com dona Elvira, sua primeira esposa (de saudosa memória), ela e seu Mirto, tendo o filho mais velho, Marcelino, participante do grupo de coroinhas e Legião de Maria Presidiun Nossa Senhora das Graças que tinha Osório Flauzino como presidente, deixaram com que um grupo que fez algumas apresentações artísticas, o “The Six Boys, fizesse a estreia na casa deles. Na época, todos os participantes lá pelos 12 anos ou algo assim, e além deste que escreve e Marcelino, dentre outros, compunham o grupo também, os irmãos Joaquim e Geraldo Gonçalves.

Alguns saraus (nome dado a discoteques) foram feitas na casa dele também! Quanta gratidão a ele e ao casal, por entenderem e cuidarem como pais, desse povo do bem.

 

A BICICLETA É COMPANHEIRA DE 50 ANOS

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Uma das aduladas de nosso entrevistado e quase que sua identidade, é vê-lo, com sua bicicleta. Uma Monark, que ele confessou, “não vende e não empresta. Tem mais de 50 anos, e foi comprada nas Lojas Record, quando ainda na Harmonia”. Ela é seu apoio para caminhar. Com bom humor disse que ele leva ela na subida e ela leva ele na descida. Foram já, seis acidentes.

 

ÉPOCAS ÁUREAS DE SERVIÇOS À KLABIN

No passado, em que não se tinha tanta tecnologia, a Ferraria São Marcos teve na Klabin, uma grande cliente. Eram serviços tanto nas áreas dos viveiros, como de madeira. Era uma “barbaridade” (sentido de uma excelente quantidade) de cunhas de aço que eram fabricadas, segundo ele: “Fora a Klabin, tinham os empreiteiros também!”. Ele deixa claro a gratidão à papeleira. Perguntado e tendo a resposta sim, também Luiz Carlos Gibson prestigiou muito a Miroslau, com pedidos de muitas ferramentas. Ainda quanto a Klabin, lembra que na retirada da resina do reflorestamento, eram usados nove tipos de ferramentas, por funcionário, e “era nós que fazíamos!”.

 

FERRAR CAVALOS E FABRICAR CARROÇAS, CHARRETES E ARADOS

Seu Mirto ferrou, certamente, mais de mil animais neste tempo todo. Fabricava carroças e arados. A época do prefeito Carlos Hugo, uma lembrança, de que a coleta de lixo ainda era feita com carroção, e no caso, puxadas por cavalos. Inclusive, quem cuidava dos cavalos, era Naio, filho do falecido dentista, Leopoldo.

Fazer charretes era uma novidade para eles. Um pouco mais dificultosa, pois segundo o entrevistado, “era cheia de fricotes!”.

Ainda dos cavalos, os xucros davam algum trabalho, sendo que chegava a gastar até meia hora grudado no cavalo, até fazê-lo cansar, enquanto seu pai fazia a ferragem.

 

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