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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


SEU ASSIS: UM GUERREIRO PELAS CAUSAS MARIANAS
SEU ASSIS: UM GUERREIRO PELAS CAUSAS MARIANAS

Pioneiro de 93 anos, do bairro Socomim, dá uma lição de fé e de amor ao próximo

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Matéria também inclusa na categoria “Pioneiros”, mas mais que isso, em homenagem especial ao dia das MÃES, pelos ensinamentos na fé que trouxe a tantas delas e suas famílias, com Francisco de Assis Alves, nascido em 26 de setembro de 1926, na Campina dos Pupos, num sítio onde hoje seria vizinho do Projeto Puma, no município de Ortigueira, é nossa entrevista especial. Catequista, ministro da Eucaristia, cursilhista, e tantas outras incumbências dentro da igreja, foi sua devoção de vida. Mariano de coração, mora no bairro Socomim desde 1956.

“Eu comecei entrando na Congregação Mariana, ainda na Harmonia. Ai de lá, passamos pra cá. Fundamos a Legião (de Maria), trouxe a Cúria pra cá e lutamos, e no começo, fazíamos via-sacra com a turma. Depois, começando pelas Missões! As primeiras missões que teve ai, começamos no barracão da Socomim!”.

 

ORIGEM

“Nós éramos seis, como diz aquela história (novela), mas estamos só dois (irmãos), Francisco e Paulo”.  Ele fará 94 anos e o irmão, 85 em 4 de junho.

O antigo morador da Harmonia, já casado e viuvou de seu primeiro matrimônio realizado em 1947, veio para lá em 04 de janeiro de 1951. Residia acerca de onde é hoje a balança do Pátio de madeira da Klabin. Para Telêmaco (Cidade Nova), chegaria em 1953.  Veio trabalhar na Klabin, como carpinteiro e pedreiro, sendo mestre de obras.

Este jornalista ficou sabendo que já neste tempo, seu pai (Paulo Oberek) era amigo de Assis.

Com o cunhado, Rodolfo, um com uma turma e outro, com outra, pegavam empreita: “Eu fazia silo, fazia ponte, fazia casa. Essa aqui eu fiz sozinho!”. Eles pegavam empreitas da Klabin e também particular. Na igreja da Mina de Carvão (acampamento da Klabin), nem tanto depois iria dar muitos cursos e participar de encontros religiosos, como teve o privilégio de ser o seu construtor.

 

UMA VIDA NO SOCOMIM

No terreno em que está, ele chegou em 1956. Naquele tempo, em 53, veio para onde hoje é a atual Rua Argentina, a quarta casa. Eram apenas sete casas e só gramado para baixo. A primeira casa que saiu foi a de Sr. Lino, que era seu cunhado (Casa Lino, na Rua João Siqueira Filho) e depois de Rodolfo. Era dele o terreno onde hoje é a Igreja Apostólica Brasileira (Santa Vó Rosa), que depois vendeu. Este local serviu de casa do encarregado, que construiu um acampamento da empresa, que era empreiteira da Klabin. Nessa época, quase que o entrevistado foi morar em Ponta Grossa, e o que o segurou foi a proposta de junto com Lino, abrirem o comércio.

O socomim só tinha essas casas, e cerca após elas. Só havia casas para o lado de baixo, a exemplo da rua 5 de Julho. Já existia a serragem.  A hoje igreja da Santa Vó Rosa era o orfanato da cidade: Ele arrisca que do ano de 1960 pra trás. Antes disso, ainda, era ali uma escola.

Por ter um bom espaço na frente é que missas eram feitas na sua casa. Também reuniões do Cursilho: “Vinha o Tico (Francisco Spinardi), Neuci, Wellington, e uma porção deles!”.

 

LEGIÃO DE MARIA

Na Legião ele esteve por 40 anos e hoje é membro auxiliar. As reuniões se davam na casa dele. Este jornalista, criança, ia com sua mãe, Maria Nair Oberek, nelas.

Para este Presidiun, como são chamados os grupos de Legionários, Assis, por intermédio do padre Miguel Lundi que foi muito amado por Telêmaco, fazia seus primeiros pedidos de material a serem usados nos encontros, direto de Dublin, na Irlanda, onde fora fundado essa associação religiosa. Em seguida, ele mesmo faria esse contato com a Europa e até chegou a fornecer subsídios destes materiais dublinenses, à Cúria Diocesana.

 

AS FASES DA CAPELA DO SOCOMIM

Tudo era realizado em um barracão, localizado onde existia o Açougue Oliveira, de propriedade de Benedito. As missões foram lá!

Como não tinha ainda a capela, e eles pediram o barracão do Oliveira. Isso de 1960 a 62, lembra ele. As missas, catequese e demais atividades que lá se faziam, passaram a ser feitas na frente da casa de nosso entrevistado, e também na casa de Sr. Rodolfo, esposo de dona Dolores – que madrinha deste jornalista, era conhecida também por muitos, como Mãe Lola. Nessa época, de um outro setor, mas ainda no bairro, as vias-sacras e novenas eram por vezes, finalizadas na casa de dona Elzinha e sr. Zé Rodrigues: Querido e conceituado taxista na cidade.

Na época da construção da primeira capela do Socomim, onde hoje está erguida a nova estrutura, foi preponderante o apoio do empresário Tico Spinardi e sua esposa Aparecida (padrinhos vocacionais deste jornalista quando com 15 anos esteve por um ano e meio no seminário). Joaquim Gonçalves e Maria Clara foi o casal primeiro coordenador da capela: Quanto esforço de toda a família na construção. (Este jornalista deixa claro que muitas pessoas se empenharam e jamais é intenção, num grande roll de informações, deixar ninguém de fora, mas é impossível citar a todos! Pede-se a compreensão). Ao ser perguntado quão grande colaborador foi “seu Tico”, assim mais conhecido e que era proprietário do Supermercado Spinardi onde hoje temos um hotel de bandeira nacional, no bairro, acrescenta Francisco, nos tempos atuais: “Igual ao Gibson (Luiz Carlos Gibson). Fazia quase o mesmo papel que o Gibson fez, ajudando sempre lá e igual ao Tico fez!”.

Mas, na verdade, a igreja não seria onde é hoje: Eles tinham arrumado o terreno onde hoje é esquina da Rui Barbosa, ao lado do antigo depósito de Frutas Londrina. (Ao lado de onde hoje é o Açougue Camargo).

Num pedido para Péricles Pacheco da Silva, - diretor na época da Klabin, que inclusive foi o primeiro prefeito de Telêmaco e chegou a deputado estadual -, feito por um grupo de congregados marianos, foi conseguida madeira para se construir ela. “A Klabin ajudou muito a nós também! Muito, Muito! Tudo que a gente precisava, e a gente tinha um pouco de intimidade com os diretores!”. O entrevistado vivia trabalhando sempre pra ele, e era como se fosse de dentro da casa e fez muitas coisas na propriedade do diretor. Foram 23 metros cúbicos de madeira ganhas de Pacheco (Klabin): “Aquele terreno ficou lotado de madeira. Só madeira boa de primeira, aquele pinheiro, e cerne! Cerrou lá e mandou tudo pra cá!”.

Aí o prefeito Carlos Hugo (Prefeitura) deu o lote, “o local onde era a zona, e o padre Miguel disse que vamos fazer disso, um lugar santo”. Na frente, existia um bar de bambu e lembra ele: “Saíram isso é morte lá!”. O outro lote do lado foi comprado por 80 contos, segundo ele e o terceiro também foi doado por Carlos Hugo.

Nesse interim, a madeira doada pela Klabin é marcante: Ela foi usada para construir a capela do Socomim, das Cem Casas e do Jardim Alegre (na Área 1). Toda ela usada para fazer a estrutura de alvenaria, além das tesouras para o telhado.

 

PADRE MIGUEL LUNDI

Além de sempre estar na Legião de Maria, o entrevistado tem as melhores recordações de padre Miguel: “Hoje já é falecido! Que Deus o tenha ele! Um companheirão da gente aqui!” Ao lembrar dele ser muito querido, relata: “Não só por nós, mas por todo mundo. O povo do mato e das comunidades!”.

ATO PROFÉTICO: Uma das principais lembranças que marcam Assis, quanto a este sacerdote, era que quando passavam onde hoje localiza-se a Capela da Comunidade Nossa Senhora Aparecida, no Socomim, para irem a encontros e retiros, “com jippe cheio de catequistas, que nós íamos do Castelar pra lá, ele falava ‘vamos rezar aqui, para a gente fazer desse lugar, um lugar santo”: Ali funcionava uma casa de prostituição. Hoje fica fácil se constatar, palavras proféticas e a eficácia da oração deles.

 

LEMBRANÇAS

Na bonita e honrosa trajetória católica, são muitas lembranças. Entre elas, que ajudavam a construir as barracas no pátio da Escola Paroquial – ele e o cunhado Rodolfo – para as tão famosas barraquinhas, na Matriz.

Dos padres, foi falado de alguns, como Raimundo: “Muito bom companheiro. Eu tinha tudo com eles! Sempre eles precisavam de mim!” A piscina ele fez e sempre que necessitava ia reformar. Ele e irmão Confiança, foram dos primeiros ministros da Eucaristia de Telêmaco Borba. A ligação com Aulino Feitosa, facilitava para que os enfermos recebessem a comunhão, após a visita dos padres, por parte dos dois.

As missas nas vilas rurais com padre Miguel também estão presentes na memória.

As irmãs da Santa Cruz foram lembradas como grandes auxiliadoras na catequese. Na redondeza, citou como primeiros catequistas de sua época, ele, Zé Bahia, Hamilton Soares, o pai de Hamilton que era seu compadre Zé Maria, e em seguida vindo Osório Flauzino.

Sua ligação com os prefeitos da cidade era boa, como Pacheco, Carlos Hugo, Luiz (delegado), Dinizar, e isso acaba sendo útil para que auxiliasse em alguns atos e formação. Telêmaco Borba teve os primeiros cursilhistas do Paraná, e ele se recorda em detalhes quando foi pra São Paulo num encontro, e numa segunda vez, também lá, como ajudante, trabalhou no Cursilho: “Na Penha!”. Isso pelos idos de 1966.

Também falou de uma oportunidade de um trabalhador que estava ajudando na construção da capela, que morrera a mãe dele, e este não tinha um tostão para fazer o sepultamento dela. Uma assinatura dos padres com um “é verídico” fez com que tudo, junto ao delegado Luiz, fosse possibilitado.

ÉRCIO GASQUES E OSÓRIO: Dentre tantos lutadores pela igreja na cidade, o Oberekando perguntou a ele de Ércio Gasques: “Bom companheiro e a gente sempre trabalhava juntos também. Depois ele entrou na Legião. Recordou-se de suas palestras, “muito boas”, sobre Maria. Claro que este jornalista quis saber se Ércio conseguiu fazer Francisco ser Corintiano, e palmeirense que é, informou, para alívio de todos, que não havia rivalidade ali, mas sim “se davam muito bem!”.

Osório Flauzino da Cruz foi outro citado: “Bom para trabalhar com a gente. Trabalhou muito comigo na Legião e em muitos lugares. Trouxemos ele pra Legião e ele fazia reunião junto com nós, e congregado que é!”.

Antes de deixar sua mensagem a todos, mas especialmente às MÃES, Assis lembrou do legado de Joaquim Gonçalves, que com todos os familiares, tem sua história na edificação da comunidade.

Por ter dado cursos de Batismo, Casamento, Crisma e Primeira Comunhão, a querida freira, Irmã Rosa, só o chama de “Professor Assis”.

 

MENSAGEM PARA AS MÃES

“Um pai daqueles mais antigos, dos mais ‘raízes’, como diziam os nossos, um filho dele ia sair para uma outra cidade, talvez pra um outro país. Ele disse pro filho: - Meu filho, eu te amo tanto, mas uma coisa eu vou pedir pra você! – Mas o que pai, mas eu também amo o senhor! – ASSIM COMO PRAS MÃES HOJE, DAS PRIMEIRAS MÃES ATÉ A MAIS ADIANTE. – Eu te amo tanto pai, eu nunca vou abandonar o senhor... eu vou lá mas eu volto! E ele disse: - Pois é, uma coisa eu vou pedir pra você... Nunca perca o teu endereço! – Mas pai, eu não vou perder o meu endereço nunca! – Mas olha, filho, o mundo está abrindo as portas assim, e está de um jeito que amanhã ou depois, você pode mudar o teu juízo! Nunca esqueça do teu endereço!

- O que que é o teu endereço que eu falei pra você: Os ensinamentos dos pais, das MÃES! Olha, nunca perca o teu endereço!”.

Tão queridamente Assis encerra deixando ao coração de todos de que as MÃES também, nunca percam seus endereços e que se esforcem também para colocarem seus filhos também, nesse endereço!