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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


TBORBENSE, AMÁLIA TORTATO É VEREADORA EM CURITIBA
TBORBENSE, AMÁLIA TORTATO É VEREADORA EM CURITIBA

Sua vida na Capital do Papel, seus 14 anos como aeromoça e a atuação política

2021-03-21 às 00:05:15) Mais uma entrevista do Especial de Aniversário de Telêmaco Borba, e agora, com Maria Amália Barros Tortato, nascida em 25/10/1984, na cidade do Papel. Ela foi para Curitiba no intuito de fazer faculdade, e daí em diante, lá continuou, e no último pleito, conseguiu sua cadeira na Câmara Municipal de Curitiba.

“É um prazer eu estar falando com você e com o pessoal de Telêmaco. Eu tenho muito orgulho de ter nascido no interior do Paraná, eu sempre falo isso. Morei ai em Telêmaco até os meus 18 anos, e eu tive uma infância muito feliz, muito tranquila. Eu adoro essa cidade, então é um prazer. Quando você me chamou para fazer esta entrevista, eu aceitei de prontidão”.

A entrevista fora gravada justamente no dia 09, quando houve o turbilhão de notícias quanto ao ex-presidente da República, e claro, um dia após, a data Internacional das Mulheres, e Amália, primeiro deixou a saudação a Elas, e depois, referindo-se ao primeiro item, ressaltado pelo entrevistador, respondeu, que como as pessoas estão falando: “No Brasil, até o passado é incerto!”.

A mãe dela, dona Maria Helena, nasceu em Telêmaco, e da mesma forma, sua avó, Neuzita, muito conhecida, mas que já faleceu. O pai, Douglas, veio de Santa Catarina para trabalhar na Klabin, e esteve na empresa por mais de 20 anos, “e nessa ida que ele conheceu minha mãe, casaram-se e eu nasci”, falou descontraidamente, ela.

No esporte, brilhou, e jogou pela cidade em diversas competições, como atleta de Vôlei, e aluna do Colégio Positivo. Um dos seus técnicos fora o professor Neri Mangoni.

 

O INTERIOR NO LEGISLATIVO DA CAPITAL

Ela agradeceu votos que possam ter vindos de Telêmaco-borbenses que residem em Curitiba, e disse que após o resultado, recebeu muitas mensagens do povo da cidade, expressando alegria e orgulho pelo feito. Lembrou ela que quando foi candidata à deputada federal passara uns dias aqui em TB e teve uma recepção muito boa, com todos querendo saber quem eram seus familiares, aqui. “Eu atribuo essa vitória ao fato de eu não ter parado. Desde 2018 quando eu fui candidata, na pré-campanha, antes da campanha de 2018, eu já venho trabalhando e divulgando meu trabalho nas redes sociais”. Acrescentou que ser representante da população da capital do Estado, é uma responsabilidade que ela carrega com bastante alegria. O fato também de ser do interior, e do grande número de pessoas que a capital recebe de todo estado, a traz ainda mais alegria, como uma representante também deste povo que lá vive.

 

O QUE A LEVOU PARA CURITIBA

Ela seguiu os passos de seu pai na escolha da profissão, e procurou para isso, faculdade curitibana, e é formada em Engenharia Mecânica. Ela apenas atuou nesta área, como estagiária no Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia de Curitiba.

Neste meio tempo, resolveu realizar um sonho de criança, que era ser aeromoça, profissão que achava linda. De forma bem humorada, a entrevistada escapou pela tangente de fazer o famoso gestual das medidas de emergências que as comissárias de voos fazem, para que os passageiros assistam e se informem. Respondendo se já se pegou sonhando com esse gestual na sua vida pós-trabalho, disse que não só com isso, mas com todas as partes do voo: “Sonho com o embarque, sonho com esse momento em que a gente está dando as explicações de emergência, sonho com o voo, servindo os passageiros”, e fez uma confidência gastronômica: “E sonho com os lugares que eu costumava ir, principalmente para comer!”, no pós voo.

Quando era criança, mais lhe chamava a atenção o glamour da profissão. “Eu achava bonito andar de avião, as moças eram elegantes. Depois, com o passar do tempo, a possibilidade de conhecer outros lugares”.

 

AMÁLIA E TELÊMACO

Até os 14 anos, ela morou em Harmonia, “então eu ía muito ali no clube. Eu andava de bicicleta por Harmonia inteira, e ai, como era fechado, não tinha muito risco, eu só tinha o horário de voltar pra casa”. Pegou a febre do roller, e antes, era skatista: “Eu tenho um monte de cicatriz no ombro, no joelho!”.

Já em Telêmaco, eles moraram aonde hoje localiza-se a Wizard, Escola de Inglês. A avó dela, dona Neuzita, mais conhecida como Nel, morou ali por muitos anos. Ela faleceu fazem cerca de cinco anos, e, foi justamente este fato que trouxe mais força para a entrevistada, entrar na política: “Porque eu estava num momento de transição de minha vida, querendo ir embora do Brasil. Eu não era casada ainda, mais já conhecia meu marido, a gente namorava. E nós estávamos um pouco chateados com o Brasil, com a crise, corrupção, Lava Jato, e por cada notícia nova que a gente via na TV, era desanimador”. Continuou ela: “E quando minha vózinha faleceu, eu pensei ‘poxa, eu não quero ficar longe de minha família’. Eu tenho uma menininha de um ano e três meses, a Giovana, e na época ela ainda não era nascida, mas eu falava que eu não queria criar meus filhos longe dos avós. Não quero privar meus filhos de ter esse contato com os avós, como eu tive – as alegrias de ter tido a minha vó. E ai, depois que ela faleceu eu pensei, me deu um estalo, não vou embora do Brasil, vou arregaçar as mangas e fazer alguma coisa para consertar esse país, pois não estou feliz com o que eu estou vendo”. A passagem dela foi divisor de águas neste sentido, ao cansar de ficar em casa reclamando, segundo explicou.

 

NA AVIAÇÃO... POMBOS (AVES) PREJUDICAM...MAS, E QUANDO PILOTO E A AEROMOÇA TORNAM-SE POMBINHOS?

Assim foi o que se deu, no caso dela e do seu esposo Rodrigo, que se conheceram na aviação: “Foi meu primeiro apoiador, meu melhor amigo, é meu parceiro, meu eterno namorado, o amor de minha vida, então, eu só tenho a agradecer, não só ao meu marido, mas a toda família dele, que me dá todo suporte, todo apoio para que eu possa exercer o cargo”. Já fizeram isso durante a campanha. Agradeceu os sogros Mônica e Zanir (Laziri), e os pais Maria Helena e Douglas. Citou também os cunhados e irmão, que foram pessoas de suma importância “para que eu conseguisse chegar até aqui”.

Não foram muitas viagens (a trabalho) feitas pelos futuros pombinhos quando ainda não tinham iniciado o namoro, mas em uma delas, tudo começou!

A PROFISSÃO: A aviação, conforme explanou, é um setor onde quando em crise, é um dos mais afetados, mas quando ela iniciou, fez apenas 2 anos de voos nacionais e já partiu para rotas internacionais, ou seja, 12 anos mais.

Amália, devido à sua experiência profissional, a pedido do Oberekando, deu também algumas dicas a respeito da importância de se falar Inglês, e na ocasião, também incentivou quanto ao acesso aos cursos para a profissão de comissária de bordo.

 

A PALAVRA DA VEREADORA DE CURITIBA

 “Nós tivemos aqui em Curitiba, uma renovação de 40% da casa (Câmara). Então, dos 38 vereadores, 18 são novos”, estando ela, entre eles. São quatro os pilares que a edil trabalhará em seu mandato: A Educação Básica e Infantil, a desburocratização, a fiscalização, e por fim, a sustentabilidade. “Eu às vezes falo brincando: Não adianta nada a gente fazer tudo isso, educar as crianças, ter emprego, e fiscalizar, se a gente não cuidar do nosso meio-ambiente, e ai amanhã ou depois a gente ter que ir embora aqui da terra, porque nós não estamos cuidando”. Estas plataformas, também nortearam a campanha dela para deputada, em 2018, agora, adaptadas em prol dos curitibanos.

O Novo, teve eleitas, duas mulheres para a Câmara de Curitiba, o que corresponde dizer, que 100% da bancada do partido na Casa de Leis, é de mulheres: “Indiara Barbosa, que foi a mais votada da capital, e eu”.

Ao citar esse jornalista, de sua admiração pela pessoa do prefeito Rafael Greca, de Curitiba, perguntei a ela, a relação da vereadora, com ele: “O Rafael Greca é um cara muito respeitado aqui em Curitiba também, muito admirado. Esse amor pela cidade que ele passa, que ele transmite em seus pronunciamentos, acaba contagiando as pessoas, e as pessoas gostam muito disso”. A vereadora atribui a sua eleição em primeiro turno, além de uma boa gestão, também a esse amor declarado à cidade. Um detalhe foi quando após as eleições, ela e Indiara foram recebidas pelo prefeito, reeleito, porque a Telêmaco-borbense levou a filhinha Giovana, e ele adorou, pois adora crianças.

POSIÇÃO DE INDEPENDÊNCIA NA CÂMARA: Mas, ela fez questão de lembrar que elas se colocam no Legislativo, na condição de independentes. “Os projetos que vêm da Prefeitura, e que nós apoiamos... nós acreditamos, nós vamos apoiar. Nós vamos inclusive ajudar para que o projeto seja aprovado. Mas, se vierem projetos que nós não acreditamos, e que vão contra os nossos valores, certamente nós vamos contra. Nós preferimos ter essa posição de independência, para votar com a consciência, e não de acordo com esse, ou com aquele lado”.

 

FATO INESQUECÍVEL NA INFÂNCIA

“Foi em Telêmaco, na casa da minha vó, na frente da Castelo Branco, que eu caí da árvore, e acabei quebrando meu braço, brincando com os meninos, olha... eu era muito moleca!”. Ela estava entre os sete ou oito anos. “E ai minha vó, foi comigo no carro, me colocou na parte detrás, deitada, e foi comigo chorando, de Telêmaco até Harmonia, pra me levar pra minha mãe”.

Outra lembrança, “que na verdade é um pacote de lembranças”, enfatizou ela, é de sua participação nas equipes de Vôlei, pela cidade: “Professor Neri... eu sonho até hoje que eu estou jogando vôlei! É uma coisa que não sai de meu coração, e também sou muito feliz por ter feito parte do time da cidade, do time do Colégio (Positivo). A gente representou, enfim, o município por diversas ocasiões, em jogos por todo o Paraná”. A posição dela era meio, em quadra.

Uma menção e gratidão importante ao Professor Neri, que era o grande mentor em quadra, segundo Tortato: “A gente brincava que era o nosso Bernardinho particular”.

 

MENSAGEM À TELÊMACO BORBA

“Quero aqui então enviar meu abraço e um beijo muito carinhoso pros Telêmaco-borbenses e para esta Capital do Papel, aonde eu tive a felicidade de ter nascido, e ter vivido durante toda minha infância e adolescência”. Deixou também sua torcida pelo mandato de Dr. Márcio e Dona Rita, e confidenciou, o grande carinho por ela, e que ainda a chama de Primeira-dama, devido ao período que assim ela exerceu por duas gestões. “Que eles façam boas entregas para a população de Telêmaco Borba, que aliás, é tão trabalhadora, e merece tudo de melhor”.

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"Nas três entrevistas, a condolência aos familiares de todos aqueles que perderam suas vidas, em decorrência do Covid19, vindas dos participantes destes bate-papos especiais".

 

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