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LURDES PIECHNICK E O DIA INTERNACIONAL DA MULHER
LURDES PIECHNICK E O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O empoderamento que se dá pelo amor, e o amar a vida!

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08/03/26 às--) A fez mãe, pela primeira vez, Cesar Augusto. Em seguida, vieram as meninas, Maria Alice, Maria Cristina e Magda Milena. A homenagem do Dia Internacional das Mulheres é para Dona Maria Lurdes Piechnick, nascida em 26 de abril de 1946. Entre as pioneiras paroquianas da Igreja Ucraniana São José Operário, a entrevista marca também importante momento em que neste dia 15 será celebrada a última missa na atual dependência, para que haja a demolição, e a construção da nova igreja.

 

AMOR SEM MEDIDA À FAMÍLIA

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“Muito linda minha família... eu tenho muito orgulho da minha família, que com a graça de Deus, nunca deu problema que a gente precisasse ficar com vergonha, ou se desculpar”, e quando cartinhas chegavam da escola, tinham como objetivo apenas elogios pelo desempenho dos filhos. Esse jornalista que aqui escreve teve o prazer de estudar com o primogênito dela, Cesar, e foi da mesma Turma de Formandos, de 1981, da Oitava Série, de Maria Alice. Uma das passagens que a mãe disse de Cesar, é que ele gostava, quando criança, de levar uma florzinha para a professora, e as vezes ia correndo correndo..., e “chegava apenas com o cabinho da flor”, cujas pétalas ficavam no caminho!

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Para Lurdes, “eu nem sei como dizer, e o que dizer, porque no meu tempo era tudo diferente, e agora de uns tempos para cá, mudou tanto, que as vezes a gente não sabe, se está certo, ou não está, quando a gente vai fazer alguma coisa”, quando perguntada o que significa o Dia das Mulheres.

 

ÉPOCA DAS CARTAS AO NAMORADO E O CASAMENTO

Ela casou com 20 anos de idade, e veio para Telêmaco. Natural da localidade de Vera Guarani, em Mallet, o que a trouxe, e isso para nós é um privilégio a tê-la, foi que seu esposo, Estefano, morava e trabalhava na Capital do Papel. “Meus pais e os pais dele moravam lá, e nós nos conhecemos, e ele trabalhava aqui e eu trabalhava em Curitiba, e dai eu fui para São Paulo, também trabalhar, porque nós éramos bastante irmãos, e precisava ajudar!”. Sua função era cuidar de crianças, o que hoje equivale à babá! Disse que aqui, não conhecia ninguém, não conhecia a cidade, e conhecia nem muito bem, o próprio marido, “porque a gente se namorava pela carta! Escrevia carta e ia no fotógrafo tirar uma foto para mandar!

Lembra que era muito bem tratada lá, junto com a família, pelos pais, tios, irmãos, e um fato importante, era a única menina entre os meninos, “e aí meus tios já vinham com corte de tecido pra mãe fazer vestido para mim!”. Coisinha de criança, às vezes, normal, umas briguinhas com os irmãos – quando este jornalista citou também ser gêmeo da única menina da casa, a Edivane, e saber como é, e brincar que tinha uns arranhões dos beliscões – Lurdes disse que não contava aos pais, para não ter uma surrinha! Estripulia, quando a tia dela, irmã de sua mãe, vinha de Curitiba, trazia um pouco antes do domingo de Páscoa, um chocolate grande... na cesta e ovinhos menores ao redor... eis que os irmãos atacavam, e no dia solene... os meninos já tinham comido tudo!!!

Ela era a segunda entre os filhos, e seus irmãos são Clementino, Pedro, João, Miguel e Uírio, e as irmãs, Vera, Oksânia, e Estefânia, e moram em Curitiba. São falecidos, Jônio e José.

Quando criança, sempre ajudou aos pais e junto com irmãos, trabalhava, e entre debulhar milho e demais atribuições, gostava da hora de colher ovos! Um dado era que moravam próximos, avós, e algum parente que ficava doente, era por eles acolhido a morar junto... sempre houve compaixão, bondade e união! “Bastante filho então a gente era assim... como se tivesse uma festa todo dia... bastante gente que morava, sabe!”.

 

A CHEGADA DOS FILHOS

O primeiro, foi Cesar! Lembra que foi no Hospital Feitosa, o IDF hoje, e  ela e o esposo Estefano foram a pé, e chegando lá, eis que ele não parava de fumar, “fumou mais de uma carteira de cigarro, dentro da sala de parto!” – aquele tempo as regras eram diferentes... podia!! ... nervosismo de pai de primeira viagem! Depois veio a Maria Alice! Aí, a Maria Cristina! Nessa rotina de estudos, um fato engraçado, segundo Dona Lurdes é que Magda, a então caçulinha, sempre fala “que sofreu muito com Maria Alice, porque ela queria estudar, estudar, e deixava a luz acesa!”, e dormiam em beliche.

 

IGREJA UCRANIANA SÃO JOSÉ OPERÁRIO, DE TB

Maria é também uma baluarte, assim como os demais familiares, membro da comunidade da capela São José Operário, a tão querida Igreja Ucraniana de Telêmaco Borba, localizada próximo ao Talevi e Caixa d´água, no Alto das Oliveiras.

No dia da publicação da matéria, em 08 de março, uma semana após, no dia 15, haverá a celebração da última Santa Missa no atual templo, que marcará a demolição, para que um novo e moderno templo seja construído! Um misto de tristeza, pela história que se finda, mas outra, que recomeça!  “Vai ser uma virada de página! No começo, eu casei e vim prá cá, era a inauguração da nova igreja, em 66! E aí a gente começou a trabalhar lá, e nunca mais parou!”. Lembra que só se estivesse doente, ou com nenenzinho pequeno era que não podia ir, mas sempre estava lá, nas celebrações, enfim... “trabalhando com muito amor... Eu tenho muito amor naquela igreja! Em primeiro lugar, amor à Deus e a minha família, e aí a essa Igreja Ucraniana de São José!”. Quando chegou e não conhecia ninguém, foi ali que arranjou bastante amizades, comadres, compadres... ‘É muito importante... importante, a gente trabalhar em comunidade!”.

 

CONSELHOS A NOVA GERAÇÃO, UMA MENSAGEM ÀS MULHERES!

Pedido que ela deixasse uma mensagem às mulheres, à nova geração de adolescentes e jovens, disse que em primeiro lugar “o que a mulher deve fazer, é se amar e se respeitar pra poder ser respeitada!”. Com muita sapiência, citou novamente que muitas coisas mudaram... atualmente, novas concepções, e “não tem como fazer comparação daquele tempo, com o tempo de hoje!”. Tempos que se tinham o radinho de pilha, sem telefone (algo raro nas famílias), poucas televisões! “A gente não sabia quase nada! A gente crescia numa inocência! A minha vó, a minha mãe, sempre falavam das coisas pra gente! Das coisas boas, e como a gente tinha que viver! Como a gente tinha que respeitar os outros, chamar de senhor, pedir bênção! A gente tinha aquele medo... aquele respeito..., tinha aquele medo... e de não fazer coisa errada! Aquele temor à Deus que a gente tinha, aquele amor no coração, de você nunca deixar uma pessoa ficar triste por causa de você! Nunca deixar de ajudar uma pessoa se ela estivesse precisando, e também se alguém contasse um segredo pra gente, ali morria no coração! Ninguém ficava sabendo!”. Rezar todos os dias, ter os sacramentos, viver em comunhão com Deus... “a gente não tinha maldade!”. Tudo era bom, lembrou ela, e ressaltou que se confiava muito nas outras pessoas! Amizades muito sinceras! Um diálogo muito aberto sempre teve com suas filhas, e pedia que, sejam coisas boas, ou por ventura nem tantas, falassem, confiassem a ela, e assim continua até hoje!

A rotina com o filho e as filhas, na infância e adolescência, foi de muita alegria e respeito, e uma casa rodeada com os amigos deles! O pai, constantemente trabalhando, quando chegava as crianças já estavam dormindo, e ele saía logo cedo, e o dia-a-dia era mais Dona Lurdes que estava ali com eles. Assim, esse amor continua! O pai, sempre tão carinhoso! Seu Estefano foi morar com Deus fazem cerca de cinco anos! Claro, que algumas manias ou costumes marcantes de cada um dos filhos, com muito bom humor, foi citado por ela!

Carinhosamente lembrou que estavam próximos de completar 56 anos de casado, ela e Estefano, e que ao casar, moraram primeiramente na casa do cunhado, irmão do esposo dela, e começaram a vida com uma mesa e quatro cadeiras, “um guarda-loucinha azulzinho, de madeira, pequenininho, e tinha um fogão de lenha que era da casa... nós não tínhamos nada!”. Naquele tempo, isso bastava quando um casal verdadeiramente se amava, e se ajudavam um ao outro! “Aí eu vim pra cá, e meu pai mandou fazer um baú, vermelho, que eu tenho até hoje... eu trouxe aquele baú, com as coisas minhas... não tinha nada! Não tinha! E a gente foi lutando, lutando, e com as graças de Deus fizemos a casa, e eu nunca mudei daqui... desde que casei!”. Muitas amizades boas, muitas que estão preocupadas com a gente, graças à Deus!”. Lembrou: “Tinha uma baba Helena, que morou aqui do ladinho... ela me ajudou muito no começo da minha vida, porque eu não sabia muito nem cuidar de criança... Dos filhos dos outros a gente cuidava, mas dos filhos da gente já era diferente!”.

Ela trabalhou muito na Pastoral da Criança, na campanha do quilo (trabalho da paróquia que arrecadava alimentos para serem distribuídos para os mais necessitados), e na catequese. Foi ministra da Eucaristia, e levou muita Comunhão para os doentes, “e tinha um padre também, o padre Bonifácio... ele me ajudou muito!”. Muito querida e humilde, lembrou: “A gente sempre precisa dos outros... a gente nunca faz nada sozinho!”. Tem ela como legado, manter a família unida! “Eu não me arrependo da minha vida, dos 80 anos que vou fazer... eu não me arrependo do que eu passei... de quanta coisa que eu fiz, e não foi em vão a minha vida... não foi em vão!”

Claro que não podiam faltar, serem citados, os netos que fazem a alegria desta amorosa vovó: Camila e Felipe, de Maria Alice; Maria Paula, de Maria Cristina; e João Victor, de Magda.

Após encerrado o diálogo, Cesar informou que um dos hobbies da mãe, são flores, e que possui mais de 200 espécies!

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