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CAMILLE BAHRI E A IGREJA UCRANIANA EM TB

O TCC no curso de História homenageou esta importante comunidade

25/02/26 às 13:24:12) Formada em 2024, em História, pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, a UEPG, a professora desta mesma disciplina, e mestranda em Ensino de História, Camille Machado Bahri (20/01/2003), falou ao Oberekando, especialmente neste momento em que se aproxima o dia 15 de março, que marcará a celebração da última missa na atual construção da Capela São José Operário da Igreja Ucraniana, de Telêmaco Borba, que em outubro, completará 60 anos, e cuja demolição, apesar da tristeza por tanta história que virá com ela, por outro lado, esta, será preservada pelo novo e moderno templo que ali começará a ser edificado. E foi justamente esta comunidade, que a até então acadêmica de História, na época, teve como tema em seu Trabalho de Conclusão de Curso, o TCC.

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             (Oberekando)                                                             (FB Igreja Ucraniana São José Operário)

É pároco, o padre Ricardo Mazurek Ternovski, e coordenador, Flávio Piechnicki. O pai da entrevistada, Sérgio Bahri, é seu vice-coordenador, e em alguns momentos participará do diálogo. Ele já fora também o coordenador!

 

A ESCOLHA DO TEMA E RAÍZES!

“Eu escolhi fazer o trabalho porque eu cresci na Igreja Ucraniana”, disse, e porque “uma coisa que a gente discutia muito, era sobre as nossas origens... falar sobre a nossa região, falar sobre o Paraná e o Paraná é formado pela imigração”, e quanto a capela, foi ali que ela cresceu, além do próprio espaço histórico que ela é.

Quando Bahri iniciou o TCC, ainda não sabia que haveria a construção do novo templo, mas com essa notícia, sua produção acadêmica ganhou ainda mais dimensão. “Eu sabia que estava numa situação mais precária”, lembrando-se que o início da pesquisa foi em 2022. Ela, neta de polonês, comentou que o objetivo do trabalho foi “pensando em contar a história do espaço, para deixar guardado”, e recorreu aos trabalhadores que são ucranianos, e marcaram com sua mão-de-obra, o progresso de Telêmaco, abordando a imigração.

“Não... eu não imaginava que ia marcar bem esse período, mas foi muito bem acolhido, porque o meu trabalho, ele precisou da população! Eu tive que ir atrás de pessoas e entrevista-las, indo atrás de imagens, documentos e objetos”.

 

O PAI SATISFEITO COM O TEMA

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Sérgio, mais que feliz, também falou ao Site: “Eu, num primeiro momento; não imaginava que ela iria escolher esse tema. Estava lá, pensando várias coisas, o Paraná, Ponta Grossa, pois ela estava (residindo) lá... e ela resolveu começar a perguntar algumas coisas a mais sobre a igreja, perguntava se ela ia para a Licenciatura ou Bacharelado..., e ela resolveu buscar um tema que casou com as mulheres ucranianas, e foi dando certo, com algumas entrevistas... foi mudando”.

O Oberekando aproveitou a ocasião, e pediu ao pai dela, que reforçasse o convite para o dia 15 próximo, às 9 horas da manhã: “Não é a última missa aqui no Telêmaco...”, deixando claro que sim, no atual local, em detrimento da nova construção, e ates da demolição!

Quando ela bateu o martelo na decisão do trabalho, confessou Sérgio que ainda não sabia, e reciprocamente ela, não imaginava qual seria a reação do patriarca pela escolha, além do fato que quando se fala em História, geralmente vem na mente das pessoas em primeiro plano, “apenas dos reis, das rainhas... e de um povo muito famoso”. O Apoio também da mãe – Iamara Machado Bahri -, que é professora de Educação Infantil, e de catequese no local da entrevista, também, mesmo sem descendência ucraniana e sim polonesa, foi essencial. Ela tem muito afinco por tudo que se refere à Igreja Ucraniana.

 

HISTÓRIA

Muito antes da construção da igreja e inauguração em 1966, já a década de 50 marca a chegada de ucranianos à Telêmaco, segundo grupo que ela entrevistou! “Eles começam a unir as suas casas para praticar a fé, para praticar os costumes, comer as comidas ucranianas, sempre feitas pelas mães, pelas avós (as babas), e aí essas pessoas foram se juntando e se organizando, e com suas comidas para fazer essa capela que a gente tem hoje. Ela foi construída com a força do povo, com a ajuda da Paróquia”. A obra fez também com que o local, antes deserto, ganhasse população, e até aqueles, que desejavam morar mais próximos da igreja que frequentavam, como é o caso de Dona Cecília, vieram para os arredores, exemplificou Camille.

O orientador do TCC, foi o professor Robson Laverti: “Aquele abraço pra você! E ele me ajudou, por exemplo, nesse trabalho que eu levei lá pra Joinville, num evento de História. Eu já comuniquei aqui dentro da igreja, e já em alguns espaços lá dentro da UEPG”. Camille está disponível para discutir sobre o assunto, e falar dos outros espaços!

Respondendo ao Site, como foi trabalhar um tema religioso, num momento em que acadêmicos por vezes, mostram repulsas às práticas neste viés, disse que eles gostam, mas que haja espaço para a diversidade e para todas. Completou ela: “A gente tinha aulas sobre Islamismo, sobre Judaísmo, então, várias coisas além da igreja católica. Uma coisa que eu via de resistência sobre a Igreja Ucraniana era aqui em Telêmaco mesmo, que por ser ucraniana...”, e algumas pessoas questionavam... será que é católica, ou será que não? Camille até confidenciou: “Eu cresci aqui... eu ia para a escola e as pessoas falavam... mas você é católica, você vai na igreja católica? Então, eu tinha que explicar que, mesmo ela tendo um rito ucraniano, ela é católica. Ela tem rito oriental..., mas ela segue Roma, ela segue o Papa!”.

 

PRIVILÉGIO DE APRESENTAR O TRABALHO À EMBAIXADA UCRANIANA

Quando Oleg Vlasenko - ministro-conselheiro e encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, veio conhecer, no último 17 de fevereiro, a igreja e em detrimento dos 60 anos (Ele, na verdade, falta apenas a documentação ser assinada pelo atual presidente da República para que se torne embaixador, e esta situação está agravada pela posição do Brasil no conflito Ucrânia x Rússia), ela teve um dos momentos mais inesquecíveis, profissionalmente, e na sua vida de estudos, pois pode apresentar a eles – também à Oskar Sluschenko, primeiro secretário da Embaixada da Ucrânia no Brasil, e Vitório Sorotiuk, que presidiu por 22 anos a Representação Central Ucraniano-Brasileira (RCUB) – o seu trabalho, aonde a agradeceram e a parabenizaram por tornar sempre presente a Ucrânia, também na Capital do Papel! Neste interim, foi convida por Vitório, para fazer parte da equipe de pesquisadores de uma Universidade aberta da comunidade de ucranianos, que pesquisam a Ucrânia, aqui no Brasil. “Eu fiquei muito feliz. Fiquei muito lisonjeada também!”.

Novamente o pai da entrevistada aceitou, convidado pelo Oberekando, a conclamar, em ucraniano, a todos, para a missa de encerramento de um ciclo, para que outro se abra. Foi feito menção de agradecimento ao padre Cássio Oliveira, que Redentorista, todas as segundas-feiras, faz a celebração da Santa Missa na Igreja Ucraniana, e ao pároco da Nossa Senhora de Fátima, Primo Hipólito, por esta concessão, mostrando assim, aquilo que é o essencial na vida paroquiana, a união e junção de forças!

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