Ulisses foi um dos protagonistas na Fundação do Sindicato dos Atores do Paraná

2023-08-16 às 10:29:08) O entrevistado de anteontem, com a publicação hoje, exatamente no dia em que a mãe deste diretor do Oberekando, Dona Maria Nair Oberek, faria aniversário, 16 de agosto, é Ulisses Iarochinski. Na pauta, ele, como um dos fundadores do SATED –PR: Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos Teatrais do Paraná, mas mais ainda, o lançamento de seu novo longa-metragem, ‘Revelando o Contestado’, que está o entrevistado, aberto à Prefeitura de Telêmaco, e cidades vizinhas, à disposição, nem tanto para exibição desta obra, como, para exposição deste seu trabalho. Na sequência, sua trajetória.
“Vou fazer um breve relato, de como eu vim parar nesta seara. Quando eu estudava, ainda no Colégio Wolff Klabin, o Sr. Siqueira, começou a encenar em Curitiba, o Presépio ao Vivo. Meu irmão, já, muito criança, trabalhou lá como um dos pastorzinhos que ficavam lá na manjedoura. E eu, porque já sabia ler, e o sistema do Sr. Siqueira era em playback (som já gravado), e ali aonde em frente à Casa da Cultura, e tem um posto de gasolina (Jerusalém), ali tinha a representação do Presépio ao Vivo. Lá pelos anos de 70, 271, 72 e 73, e eu fui escalado para ser um dos narradores. Essa gravação era na Rádio Sociedade Monte Alegre, e éramos dirigidos pelo Eduardo Lagos, o nosso Dadinho (que inclusive fez aniversário no dia 14, anteontem). Eu tive essa experiência do Presépio ao Vivo, bem criança ainda, e quando eu ingresso no Senai, nós tínhamos lá uma professora de Língua Portuguesa, a professora Elga Medeiros”, que nele descobriu um poeta, e um declamador de poesias, e escreveu ele, ainda no Senai, uma peça de teatro, que ela veio a encenar, “A surpresa”, escrito pelo entrevistado e no caso, por ela dirigida. Nessa época Ulisses era estudante do curso de Eletrotécnica, “e com dois grandes instrutores, que eram o Prestão e o Jair Neves”.
Ele, transformado em Poeta e Dramaturgo, veio à Escola Técnica Federal do Paraná, e já com duas recomendações: Uma da professora Elga e de Onemésio Urial Boscka, que hoje ainda reside em Curitiba e foi diretor do Senai em TB. Na Federal, outrora Cefet, hoje, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, na época, havia uma escola de Teatro, e lá se tinha como aluno, o “grande ator, José Maria Santos, como o diretor de um grupo, uma escola de teatro”, e vendo que havia teste para admissão à escola, pede Iarochinski se poderia, não ler, mas sim, declamar o poema do Dia das Mães, falando à ele, que havia apresentado em TB, o Presépio ao Vivo. “Fui aprovado, e comecei minha carreira teatral, com o maior ator do Paraná. Olha a sorte que eu tive”.
Mas, José tinha a sua própria companhia de teatro profissional, também, independente, aonde ele se apresentava pelo Brasil, a Cia Dramática Independente. Já, como ator profissional, com ele, entra Ulisses. Em 1976, uma semana em cartaz, reinauguraram o famoso Teatro São João da Lapa.
Tendo José Maria muito além de um patrão, emocionou-se ao declarar: “Eu o considero, na ausência de meu pai, que faleceu quando eu tinha dois anos de idade, o meu guru! José Maria Santos foi para mim, um pai que eu encontrei na vida, dos muitos que eu tive!”. O diretor morreu em 1990.
Em 1978, o presidente da República sancionou no Brasil, a Lei do Artista, mas para que seus efeitos se tornassem reais e produtivos aos que atuavam no Paraná, era necessária a fundação de uma entidade de Classe, dos artistas das artes cênicas no Brasil, foi quando o Ministro da Educação, da época, - o que depois fora senador, e também governador -, era o general Ney Braga; orienta o amigo, José, que organizasse dois sindicatos, um dos empresários e outro dos funcionários, da arte teatral, atores, cênicos, enfim, ai foi criado o SATED –PR: Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos Teatrais do Paraná. Desta trajetória, e sendo inscrito após mais de dez participações teatrais, fora convencido, após ao lado de José, ter ido atrás de nomes, como Laila Scheneider, para se inscrever neste que seria o Sindicato, tem a inscrição de número 57, do SATED: “Eu sou um dos atores mais antigos, do Paraná. Eu posso dizer que aqueles primeiros cinquenta, infelizmente, já faleceram. Então, atualmente, provavelmente eu sou o mais antigo, ator profissional, registrado, do Paraná”.
REVELANDO O CONTESTADO
Ulisses, na semana passada, foi convidado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, “uma Instituição de 103 anos”, para exibir o seu novo longa-metragem “Revelando o Contestado”.
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CONFIRA O CURRICULO DE ULISSES:
Ator, diretor de cinema, mestre e doutor na área de ciências humanas
DRT-PR como ator e contra-regra nº 57 – 01/29/em 19-04/1979
DRT-PR como Diretor de cinema, diretor de produção e roteirista nº 16.200 – 69/107 em
25 de julho de 2000
Endereços
Rua Manoel Ganz, 171
82010-200 Curitiba-PR
Telefone: 041 336 4275
Celular: 041 9919 6607
e-mail: iarochinski@gmail.com
Blog: http://iarochinski.blogspot.com
Cursos de Arte Dramática e Cinema
Profissional de Cinema e Vídeo
Guaíra, ator protagonista
Cinematográficas, figurante
ator no papel do marginal
Formação Popular Urbano-Rural Irmã Araújo, ator
Homem
ator no personagem gerente de vendas da fábrica de caminhões
e montagem
fotografia e montagem
personagem supervisor da empresa de ônibus
fotografia e montagem
fotografia e montagem
apresentação
produção e apresentação
fotografia e montagem
montagem
montagem
Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR - Vencedor do 1° Lugar
do Júri Popular e 3° Lugar do Júri Técnico da TV CONFIES 2018. Ator no personagem do
detetive.
Domingues, CAU – ator no papel do arquiteto Vilanova Artigas.
papel do Sr. Chełmicki (personagem interpretado no idioma polaco).
Profissional de Teatro
narrador e ator no papel no Profeta Isaias.
- figuração.
– ator
TETEF – ator
– ator no personagem Roldão.
TETEF – ator no personagem Bessemenov
- ator
Grupo TETEF – ator no personagem Tiradentes
Grupo TETEF – ator
Bonecos – ator e titeriteiro no personagem Macaco Simão.
ator, sonoplasta e iluminador
Independente – ator, sonoplasta e iluminador
TETEF, ator
personagem Mané Gorila
Dramática Independente – contra-regra
Dramática Independente, ator nos personagens repórter e narrador
Iarochinski, Teatro da Paróquia Sagrados Corações
Produções Artísticas, ator no personagem Homem e contra-regra
Produções Artísticas, ator no personagem Duque
Produções Artísticas, ator
e Grupo UFPR, ator
Produções Artísticas, ator e contra-regra
contra-regra
ator no personagem Moter
Grupo Moenda, ator no personagem policial
ator no personagem Antonio
Artísticas, ator
Cracóvia/Polônia, ator no personagem Zosia Zamosia
Cracóvia/Polônia, ator
Cracóvia/Polônia, ator
Participações em Festivais
Burgueses” de Máximo Górki, direção de José Maria Santos, Grupo TETEF – ator no
personagem Bessemenov. Segundo colocado na categoria Melhor Ator
Máximo Górki, direção de José Maria Santos, Grupo TETEF – ator no personagem
Bessemenov.
de Máximo Górki, direção de José Maria Santos, Grupo TETEF – ator no personagem
Bessemenov
de Dias Gomes, direção de José Maria Santos, Grupo TETEF – ator no personagem Mané
Gorila
direção de José Maria Santos, Grupo TETEF – ator no personagem Mané Gorila
Livros publicados
Polônia
Brasil nas lestes de Claro Jansson” (Imprensa Oficial do Estado do Paraná)
Livros em fase de pesquisa
ARTIGOS EM LIVROS
Universidade Tecnológica Federal do Paraná. 68 páginas. Ed. UTFPR. Curitiba. Pág. 24 a
32.
z ziem polskich do Brazylii”. Editora Wydawnictwo UMCS-Lublin, Polônia.
Ziemia: diaspora z ziem polskich do Brazylii”. Editora Wydawnictwo UMCS-Lublin,
Polônia.
teatro em Curitiba. TORRES NETO, Walter Lima, Editora Kotter, Curitiba. Pág.323 a 345.
Prêmios conquistados
Empresarial.
Marketing.
Association.
Destaques Profissionais
coordenador de Comunicação Corporativa e Marketing
Institucional da Volvo do Brasil Veículos Ltda.
Comunitária
Rádio Holanda Internacional, Hilversum – Holanda.
Outras atividades profissionais
especial.
de Fotografia e Técnicas de Reportagem
Trânsito e em 1992, Professor de Radiojornalismo
Produção, Apresentador, roteirista – Curitiba.
*Cobertura jornalística de Copas do Mundo de Futebol
Escolaridade
Madrid
de Pesquisa Estrada, Transporte e Segurança no Trânsito) Linköping, Suécia
Línguas Estrangeiras
Julho, Malta-1995 /Junho e Los Angeles/USA - 1997/Junho-Julho).
Certificado de Proficiência Língua Espanhola nível C-2 (avançado) 2010
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FILME: REVELANDO O CONTESTADO

Produção e direção: Ulisses Iarochinski
Duração: 55 minutos
Depoentes: Elísio Eduardo Marques, Rosy de Sá Carneiro, Janary Bussmann, Bruno
Meirinho, Renato Carneiro, Milton Iván Heller e Sylvio Back.
Narração: Sérgio Luiz Pichetto e Ulisses Iarochinski
O filme revela que o mais sangrento conflito social da história do Brasil aconteceu
no Paraná... e só no Paraná... e apenas com paranaenses.
A guerra não foi por disputa de território entre Paraná e Santa Catarina como querem
fazer crer alguns "doutos", que torcem a bandeja para o lado catarinense. Os atores
da guerra foram caboclos, índios, posseiros, fazendeiros paranaenses, imigrantes
polacos, rutenos e italianos recém assentados, na então região Sul do Paraná. A
divisa do Estado paranaense com o Rio Grande do Sul, no rio Uruguai, existiu até
1917.
Quem contestava (daí o porquê da palavra "Contestado") a faixa de 30 km de
largura, que atravessou os Campos Gerais do Paraná e que foi dada em concessão
pelo governo federal para o norte-americano Percival Farquhar, eram os habitantes
paranaenses. Nunca foram, os catarinenses que contestavam. A guerra foi sim,
entre os paranaenses daquelas terras (que hoje se chama Oeste Catarinense)
contra o Exército brasileiro e a Polícia Militar do Paraná. Forças que dizimaram
milhares de paranaenses para defender interesses do milionário dos Estados
Unidos. Foi a primeira vez que a invenção de Santos Dumont foi usada numa guerra.
Fato que causou enorme tristeza no inventor. Não houve batalhas entre
paranaenses e catarinenses pelas terras entre os rios Iguaçu e Uruguai.
Encerrada a guerra, as terras paranaenses foram cedidas pelo governador do
Paraná e advogado de Farquhar (contra os posseiros e fazendeiros paranaenses),
o guarapuavano Afonso Alves de Camargo ao governo de Florianópolis. E não foram
cedidas por causa da guerra, ou disputa de território, mas para favorecer
a Lumber (maior devastadora da mata mais rica em madeiras nobres do Sul do
Brasil), empresa do norte-americano.
Números da guerra:
Início da Guerra: 22 de outubro de 1912
Final da Guerra: Agosto de 1916, com a captura do líder Adeodato
Tempo da Guerra: 46 meses
Auge da Guerra: Março-abril de 1915, em Santa Maria, na Serra do Espigão
7.000 soldados do Exército Brasileiro e Polícia do Paraná, mais 1000 civis
contratados.
Exército Encantado de São Sebastião: 10.000 combatentes.
Militares e civis mortos, feridos e desertores: 1000
Mortos, feridos e desaparecidos da população paranaense: 8.000
Custo da Guerra para a União: cerca de 3.000:000$000 (Três milhões de contos
de réis).
Nove mil casas queimadas
Custo humano: 20 mil pessoas mortas.
Retirada de brasileiros e imigrantes polacos da zona de conflito para Ponta Grossa
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CONFIRA ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE O FILME, APÓS A EXIBIÇÃO NO IHGPR:
“Gostei muito do filme, as observações do diretor do Instituto trouxeram dados que podem se basear em subnotificação visto que a população nativa não era registrada. Mais uma vez, parabéns! Abraço!
“Muito temos para agradecer ao seu persistente esforço em registrar de várias formas histórias que se perderiam no tempo!”
“Olá. Foi ótimo seu documentário. Parabéns!”
“Obra-prima do ponto de vista do trabalho jornalístico. Relembro que no Instituto também tem uma Mapa que merece ser considerado uma obra-prima tratando do mesmo tema”.
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CIRO CAMPOS É MAIS UM REFERÊNCIA À TB. Jornalista, ele é importante nome da ESPN: Copas do Mundo, tragédia da Chapecoense e Fórmula 1