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TATY LIMA: DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES
TATY LIMA: DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Um tributo à presidente da Acitel e proprietária da Espaço Taty

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08/03/2025 às 00:08:00) Neste Dia Internacional das Mulheres o Oberekando traz uma conversa muito agradável com a presidente da Acitel – Associação Comercial e Empresarial de Telêmaco Borba, e também, proprietária do Espaço Taty Lima. A trajetória, com a busca de objetivos e a preponderância da família, e respeitando a formação que ela tiver! O empoderamento feminino com elas, vendo na presença dos homens, a união para juntos, alcançarem objetivos. A mulher feminina, e não feminista!

 

REELEITA NA ACITEL

“E hoje, como presidente da Acitel, a segunda, nós já tivemos uma antes de mim (Sônia Ribeiro – Karisma), que trabalhou honrosamente, e inclusive, ainda pegou uma pandemia, que eu acho que foi uma das situações recentes mais difíceis que nós vivemos. Nós temos muitas colaboradores, e na sua grande maioria aqui na Acitel, são mulheres. A gente vê que no comércio, na grande maioria são mulheres trabalhando, e estamos vendo que tem muito mais mulheres indo para áreas de liderança. A mulher tem tomado o seu lugar. Aquela fala lá atrás, ‘lugar de mulher é aonde ela quiser’. Eu acredito que entre nós mulheres hoje..., é bem importante entender a diferença entre um empoderamento feminino e empoderamento masculino, porque na verdade há alguns anos atrás, o que se observava era que as mulheres estavam se empoderando de uma forma meio masculina, e eu falo que na pandemia as mulheres tiveram aquele click e novamente falaram ‘eu tenho a casa, eu tenho filhos, tá tudo bem eu ser feminina, fazendo uma mesa posta’. E nisso, eu também posso ser líder, sem rebaixar a você homem... sem dizer que eu sou melhor que você! Acho que a gente pode trabalhar juntos!”. Para isso, não se necessita de militância, de ideologias pesadas, “eu acho que a gente não precisa disso. Eu acho que a gente pode conquistar nosso lugar, como líderes, como mãe. Eu amo ser líder! Porque eu gosto dessa posição, é legal... é gostoso! É trabalhoso, porque exige da gente muita coisa, mas eu também gosto de ser mãe, eu gosto de fazer uma mesa posta bonita, eu gosto de ser esposa! Eu acho que este resgate que a gente teve, pós-pandemia, foi muito interessante para a mulher, e a gente tem trabalhado muito isso no nosso núcleo da mulher, na Acitel Mulher, que tem a presidência de Alexandra Arcaten”.

 

FAMÍLIA É A BASE DA SOCIEDADE

A importância da família, como base da sociedade, fora comentada, e independente da constituição que for. Em se falando especificamente na mulher, disse ela: “Eu não acredito que vá ter sucesso na vida, que pague, dinheiro na vida que pague, se eu olhar pra trás e ver que a minha família não está constituída mais...a minha família ser um problema!”. Olhar para a sua casa e para a sua família, disse ela, é ter o suporte para ser bons líderes, “e criar futuros líderes, pois pra que é este mundo, senão para nossos filhos e nossos netos?”.

(card 8:17 alexandra) Há anos, não muito distante, era bem comum escutar das pessoas em relação a mulheres donas de casa e até de muitas mães de famílias, que elas eram ‘apenas dona de casa’, até haver a conscientização das inúmeras incumbências que ela tem! “E o pior ainda, era escutar isso das próprias mulheres! ‘Não, eu não trabalho!’. Como assim eu não trabalho? Cuidar de uma casa é um enorme de um trabalho! A mãe, em si, uma das maiores funções, que é dar segurança a uma criança, direcionar, dar regras, ensinar afazeres, e não é só ensinar, e sim, é com exemplos!”.

 

PARA TATY, O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Respondendo o que para ela significa o Dia Internacional das Mulheres, falou: “Eu sou muito feliz com minha feminilidade, e ao longo do tempo de alto-análises, e terapias, para entender a importância de nós mulheres, na liderança, de tomar essa posição também, porque lá atrás, historicamente, algumas mulheres foram pra frente para procurar seus direitos, e hoje, a gente continua fazendo isso, né?”. Para Taty, o Dia da Mulher é importante para que haja a conscientização delas, no sentido de “quem sou eu como mulher, quem sou eu como mãe, e quem ela é como mulher”, destacando que o mais importante, é a saúde mental da mulher. Antes, citou a importância de Leis de proteção à mulher, como Maria da Penha, e que infelizmente, quantas denúncias a Guarda Municipal e Polícia Militar, têm recebido de violência contra elas!  Infelizmente ainda hoje, segundo Taty, muitas mulheres ainda acham que o fato de apanhar, levar um soco, o que é terrível, mas que apenas isso é violência, enquanto que sofrem constantemente, violência psicológica, patrimonial, constrangimentos com restrições de muitas liberdades, como não ver os familiares, não sair com amigas, dentre outras formas mais: “Ela vê isso como amor, como carinho... ‘é ciúme que ele tem de mim... então ele está me cuidando!’”.

 

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR

Um aprofundamento maior no diálogo foi feito neste sentido. A questão de violência sexual, até mesmo entre casais, quando não há o consentimento, foi topicalizada, bem como a violência intrafamiliar, que infelizmente é muito recorrente. Tatianne lembrou da época de sua graduação em Psicologia, e esta temática: “Os maiores abusadores estão dentro de casa! São pessoas muito próximas... muito próximas! E as vezes as pessoas não têm essa consciência. Quer dizer que a gente vai olhar pra todo amigo, pra todo parente, como abusador? Não! Não é isso! Mas os maiores índices estão dentro de casa”. Um caso que ela disse que acaba chocando, é que existem muitas mulheres abusadoras... muitas mães, abusadoras! Pelo fato de ser intrafamiliar, por vezes não existe denúncia, “e ao não denunciar, a gente perde estatísticas”.

Importante o Oberekando citar aqui, que políticas públicas, em geral, são norteadas pelas estatísticas dos números de ocorrências, e isto, em todos os setores da segurança pública.

Não, sexuais, mas brigas entre irmãos e irmãs, pais e filhos: O conhecimento está à nossa porta, e fica fácil identificar quando existe violência, para que se possa coibir. A não denúncia, em família, abre leque para que se criem novos abusadores, comentou ela.

 

QUEM É A TATY?

“Nasci e cresci em Telêmaco Borba. Casei bastante jovem, com 18 anos, e casei e já fui embora para os Estados Unidos. Tipo, casei no sábado, e na terça-feira já estava morando nos Estados Unidos com meu esposo (Ariel). Ele já morava lá nesse tempo. Ficamos quase quatro anos, Victória nasceu lá nesse tempo!” Ele já tinha oito anos morando lá, e ficaram ambos, mais quatro! Após voltarem foi que tiveram o segundo filho, o Rafael.

Ela, aliás, estava lá quando aconteceu o atentado ao World Trade Center, as Torres Gêmeas, em Nova Iorque: “Inclusive, quando aconteceu, meu esposo trabalhava na Maranatha Bridge, que é bem próximo, e viu toda a questão. A gente estava lá (em NI), e foi bem difícil, até porque perdemos o contato. Um trajeto que demorava 15 minutos para se fazer, ele fez em quatro horas, e eu sem contato com ele... aquela angústia!”.

No retorno dela à TB, continuando a sequência anterior da entrevista, ela fez Estética, na UniFateb, e se arriscou na massagem, aonde acabou optando sim, por cabelo, tendo iniciado no Espaço Taty Dani. “E ai, ficou grande, foi aumentando a clientela, graças à Deus, a gente mudou de lugar, que está ali do lado da Hamburguês... ou seja, na Rua Henrique Dias, entre a Rodoviária e o Supermercado Central, o Espaço Taty Lima. Inclusive, bem legal ali, que foi o espaço que eu cresci, e depois eu comprei de meus pais!”. São 15 anos de empresa.

A graduação de Psicologia veio depois dessa etapa que é atual, e de sucesso, e fazem mais de dois anos que ela se formou. Foi realização de um sonho, e hoje ela atende como psicóloga e apenas faz a gestão do Salão.

Em 2020, foi convidada pela presidente da Acitel, à época, Sônia, para assumir a Acitel Mulher. Para ela foi bem interessante e desafiador, porque conseguiu trabalhar com as mulheres, na época da pandemia. Após isso, surgiu a oportunidade de concorrer à presidência da Associação, e com esta incumbência, ela está reeleita. “Não sei se todos sabem, é um trabalho voluntário, mas do qual eu tenho grande orgulho de fazer parte. Eu sei da dimensão disso tudo. Realmente não é fácil, porque exige e demanda bastante tempo. É gerir uma empresa, mas que ao mesmo tempo tenho que tomar um cuidado, que ela não é a minha empresa! É uma empresa do associado. Então, eu tenho que estar pensando que eu não posso tomar uma decisão sobre isso, pois eu tenho 600 outras pessoas atrás de mim!”. A ideia da Associação não é que a Instituição guarde dinheiro, mas sim, tenha um caixa para eventuais situações, referindo-se ao buscar o melhor aos associados, e ter um comércio mais forte. “Como associação hoje, temos nossos objetivos, que é fomentar os nossos negócios, aumentar a nossa parceria com a Prefeitura, porque também é outro sistema. Com as universidades, com o sistema Fies, fazer realmente as coisas acontecerem como se fosse um ecossistema”. Aproveitou o momento Lima, para citar a realização, no dia da entrevista, gravada em 28 de fevereiro, da segunda edição do Café Empreendedor, que acontecerá toda última sexta-feira de cada mês, e que pôde ver novos rostos, participação de novas pessoas também: “A ideia é levar, realmente, conteúdo que ajude o empresário”.

 

Na época das enchentes no Rio Grande do Sul, o povo de coração enorme de Telêmaco ajudou com muitas doações, Taty, juntamente com mais tborbenses, como o pastor Jean Mazer, responsável pela missão, lá estiveram. Ela, por duas vezes, e sua afirmação foi de uma Taty, antes e outra depois, desse episódio! “Foi muito difícil pra nós. Primeiro que eu acho que o Brasil inteiro se comoveu com esta situação. Eu fico feliz porque nós, como Associação e eu como presidente, nos reunimos e vamos ajudar.... vamos ajudar? E de Telêmaco saíram nove carretas! A Prefeitura nos ajudou muito. A Secretaria de Saúde direcionou muita medicação! Nós fomos lá... nós entregamos... nós não mandamos por ninguém!”. Disse que nas duas missões que foi, foi para ela, impactante: “Se eu lembrar, eu vou me emocionar, porque o quanto as pessoas perderam! É muito lindo ver a capacidade do ser-humano, de se reconstruir! Hoje já vimos que o Rio Grande é um novo Rio Grande!” De toda a tristeza, um fato bonito: ela está convidada a ir num casamento, de um psicólogo, formado na UniFateb, natural de Imbaú, que foi pro Rio Grande do Sul pra trabalhar lá, ficou por lá, e achou uma noiva, e em maio, dia 03, data que rememora um ano da enchente, ele vai casar! “Para comemorar a reconstrução, e ganhou o amor da vida dele!”.

Querem saber o nome do casal? Eliel Rosa e Taciane! Nossos maiores desejos de muitas felicidades!

“Pena foi, perceber de pessoas aproveitadoras, mas, muita gente trabalhou pra caramba!”. Essa pergunta foi feita pelo Oberekando! Ela disse que junto com o casal, dono de uma casa, entraram eles e a turma de Telêmaco, pela primeira vez dentro da casa, após a tragédia e tempo fora: “Meu Deus... Meu Deus... foi de arrepiar, mas a gente conseguiu fazer uma limpeza geral na casa. Dois dias pra gente fazer! É claro que eles iam ter que refazer!”. Uma das coisas que mais chocou a entrevistada, mesmo que eles não tivessem mais nada, pois os móveis se desfaziam, parecendo papel... “mas, eles iam atrás das fotos! Das lembranças, das memórias!”.

Na mensagem final, e especialmente às mulheres, disse: Quero parabenizar a todas as mulheres desta cidade, convidá-las para estar  juntos aqui na Associação, a gente tem o Núcleo da Mulher. Nós queremos crescer, nós queremos juntar, nós queremos ideias, e as vezes você tem uma ideia bem legal, de como melhorar essa comunidade, como melhorar esse núcleo, com facilitar a vida de outras mulheres. Venha nos procurar, venha fazer parte disso! Nós queremos pessoas! A Associação não tem função monetária. Não queremos ganhar dinheiro com isso daqui, mas fazer com que você mulher, você comerciante, com que você associado, ganhe dinheiro... mas as vezes a gente não sabe de tudo, né? Precisa de ideias novas!”.

Concluiu: “Quero parabenizar hoje, a todas as mulheres, e em especial, a primeira prefeita mulher de Telêmaco! É uma honra para nós, ter uma mulher, ser representada por ela. Em nome dela, junto com ela, todas as mulheres de nossa cidade, que se sintam representadas por nós. Que a gente possa fazer a diferença, neste ano e nos próximos anos, e que a gente possa fazer uma grande história aqui, vinda de mulheres! Mulheres fortes, mulheres comprometidas, mulheres que amam suas famílias, que amam as suas bases, e que querem ver um mundo melhor!”.

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