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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

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DRS. FILSNER E KELY: O AUTISTA E A SOCIEDADE
DRS. FILSNER E KELY: O AUTISTA E A SOCIEDADE

Confira a continuação desta relevante pauta

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2021-02-11 às 19:17:34) Esta é a parte dois da entrevista gravada no dia 05, (CLIQUE AQUI E VEJA A PARTE 1) com o casal de advogados, Dr. Filsner Ferreira Rosa, e Dra. Kely Cristina Dias Nocera.

Ambos, assim como diversos de seus colegas da OAB, Subseção de Telêmaco Borba, fazem parte de comissões criadas por iniciativa da presidente, Dra. Andreia Toledo Nunes Pereira Rocha. Coube a Kely, presidir a de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Neste sentido, seu esposo também aderiu à esta causa, e hoje, dentre outras atribuições, é seu vice-presidente, e exerce esta mesma função, dentro da Associação de Pais, Terapeutas e Amigos dos Autistas (APTAA).

 

SABER QUE UM FAMILIAR É AUTISTA: SOLAVANCO... CHOQUE, OU TÃO SIMPLES... DAR AMOR?

Um solavanco, por vezes, é sentido pela família quando começa a descobrir que um de seus membros tem autismo, e quando ainda não entendem que esses, são portadores de habilidades extraordinárias, como por exemplo, a facilidade em exatas, e tantas outras. “Uma vez eu escutei assim: nunca é bom você ter razão. Você sempre deve ouvir o outro. E uma das coisas que me atraiu no Direito foi justamente isso. No Direito a gente tem esses momentos... você fala, eu te escuto, eu falo, você escuta. Então, existe um diálogo, que o diálogo é isso. Tudo se constrói com dialogo. A partir do momento que você tem razão, você só quer ter razão, não existe diálogo, porque daí você só quer impor ao outro, aquilo que você pensa, e isso é considerado a fascismo”. Essa fala de Filsner define muito das reações intrafamiliar, ao se discutir a nova situação... esta descoberta de um, agora conhecido, portador de autismo!

Ele vê que é necessário ter o olhar de quem está de fora por muitas das vezes, pois no isolamento apenas no próprio pensamento, a pessoa não se abre para novas possibilidades. Se ela se olha preocupada com o filho, esta deve procurar se certificar se é ou não autismo, e se for, que isso jamais é o fim do mundo. O vice-presidente da APTAA disse que escutou numa palestra que o autismo é o amor, porque as crianças têm sensibilidade, o olhar, o toque. “Elas dão outro sentido e outro significado”. Confessou ele, que depois de ter acesso a esse viés, até o relacionamento com a filha deles mudou, nestas questões afetivas.

A importância das mulheres no contexto é bastante grande quando nas causas do autismo e das pessoas com deficiência, e são elas em sua maioria, que compõem as associações. “Então a gente vê essa busca por resolver, pelos direitos dos filhos, para realmente elas conseguirem o direto deles, que elas lutam”, disse a doutora Kely.

Percebe ela as dificuldades do dia-a-dia, e até “muitos casais que não conseguem levar o relacionamento em razão do diagnóstico do filho, e é uma coisa muito difícil, e ali a gente está tentando apoiar uma a outra. Eu acho que esta solidariedade é grande ali dentro, e vejo também, nossa presidente (Carol) e as outras mães que estão ali, para dar esse apoio moral”, não sendo, segundo a advogada, apenas correr atrás de um direito, de um benefício, ou fazer algum evento para as crianças, “mas sim, tem o por trás das cortinas, que é o ajudar. Eu vejo isso muito na associação, e eu acho muito legal essa união entre elas. Às vezes não está passando bem, está acontecendo alguma coisa... olha, eu estou no meu limite! Não estou aguentando mais! Acho muito bonito isso (esta intra-ajuda) entre as mães! ”.

Kely vê que a maioria das mães abandona sua própria vida, e bem-estar por vezes, para cuidar com mais dedicação, do filho autista. Volta à baila novamente, a importância do Grupo Terapêutico proporcionado pela Subseção da OAB, através da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Outro aspecto colocado por Filsner foi que a criança se apega a uma pessoa específica, no caso aquela cuidadora dela, e eles se atém muito à rotina. Por isso, que na escola por exemplo, é necessário o professor de apoio.

 

A UNIÃO DA FAMÍLIA EM TORNO DO, E PARA O AUTISTA

Colocado pelo Oberekando a situação: Ainda existem casos da própria mãe, por exemplo, não querer que as pessoas saibam que o filho, ou filha, tem autismo, independente do grau, e isso, também pode se dar com pais ou demais familiares. O Advogado pondera: “Pode ser duro, mas você é o primeiro que está prejudicando o seu filho. Se você não tem certeza de um laudo, ou da opinião de um profissional, você é o primeiro que está prejudicando o desenvolvimento ou o tratamento dele”, adicionando que quanto mais precoce o tratamento, melhor será o desenvolvimento da criança para a vida adulta, e lembrou o que fala a maioria das mães da Associação ao qual ele é vice-presidente: “Nós buscamos tratamento, para que elas (crianças) caminhem com as próprias pernas”, no sentido de independência.

 

ASSOCIAÇÃO FORTE É ASSOCIAÇÃO COM MAIS VOZ

A importância da associação foi citada, e citado mesmo se ela teve – de todas as associações, e não somente em Telêmaco, e não somente de causas autistas – a necessidade de ser criada, foi porque refletiu na falta ou na carência de algum detalhe do poder público, “mas para que isso seja suprido, a associação precisa de força”.  Ele deixou dois recados, sendo o primeiro aos pais, que a associação tem vários profissionais, que num primeiro momento ao se descobrir a existência de autismo na família, a interferência destes pode ser muito impactante. Aos comerciantes locais foi o segundo recado, aonde não só ao autista, mas a todas as pessoas com deficiência, tornar seus locais comerciais, acessíveis. Também, que cumpram as normas da Legislação, como atender as filas prioritárias, ter as rampas, atendendo isso inclusive aos idosos e gestantes.

 

UM OLHAR MATERNO EM EVIDÊNCIA!

Com carinho de quem é mãe, e até mesmo viu pessoas perguntarem a ela se a própria filha dela tinha autismo, pelo carinho que tem a pequena menina e de um coração formidável em sempre estar à disposição dos pais, lutadores por esta causa – Kely disse que as mães se conscientizem, e que “pensem em seus filhos, e não no que o outro vai falar, no que o vizinho e os parentes vão falar. Se tem uma desconfiança, se alguém já falou, se algum médico já falou alguma coisa, busque um especialista... vai buscar o quanto antes. Ter o conhecimento. Saber o que realmente é, e começar o tratamento”.

Para finalizar, Filsner voltou a questão da acessibilidade, e até sugeriu que para sabermos se tal local é adequadamente acessível para um deficiente, por exemplo, a um cadeirante, que se pegue um carrinho de bebê e se perceba se há a facilidade neste percurso... nestas condições. Tais graus de facilidade ou dificuldade que forem vivenciados, estes serão para um deficiente. “Acho que essa pandemia, de certa forma, veio nos trazer esse momento de reflexão, e que foi muito importante, pra nós, principalmente, não estou generalizando! Pra muitas pessoas foi traumático, foi perturbador e tudo, mas falo de forma reflexiva, das pessoas se colocarem de verdade, no lugar do outro, e ver esses detalhes”, como ele citou anteriormente, que para uma pessoa com deficiência, um degrau faz diferença, e é como um muro, por exemplo, quando transposto! .

E NÃO SE ESQUEÇA NESTE DIA 28, DAS 14 ÀS 15 HORAS, EM FRENTE À SEDE DA SUBSEÇÃO DA OAB TB, ELEIÇÃO DE NOVA DIRETORIA DA APTAA

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