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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


CHICO MOREIRA E O INCÊNDIO DE 1963
CHICO MOREIRA E O INCÊNDIO DE 1963

Dentre as curiosidades, o uso do Estádio do Cama no Harmonia, para abrigo da tropa do Exército no trabalho de combate ao fogo devastador do Paraná

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2019-10-28 às 14:00:34) Quanto ao incêndio do ano de 1963, quando na conversa entre pessoas que foram testemunhas oculares, a tragédia ao ser colocada com a correria atual e até mesmo desinteresse de crianças e adolescentes por aquilo que marcou a sua terra, a nossa terra que hoje é Telêmaco, parece algo não materializado... mas foi desesperador e trágico: Perdas materiais imensas, e acima de tudo, de vidas! Neste sentido, o Oberekando contou com um diálogo-documento com Manoel Francisco Moreira, sócio da Engenheiros Florestais Associados.

“O tema incêndio, infelizmente, tomou uma grandeza, atualmente, que merece a pauta, porque normalmente passam meio desapercebidos, os incêndios florestais. No Brasil, os incêndios florestais só têm uma razão: São criminosos!”, pois segundo Moreira, sem espaço para argumentações, no Brasil é proibido se colocar fogo em qualquer área florestal.  Ele tem 48 anos de experiência, e concomitantemente a isso, combatendo incêndio.

Por duas vezes ele quase perdeu a vida combatendo incêndio florestal. O incêndio de 1963, em Monte Alegre e também, na região de reflorestamento do então Bamerindus Empreendimentos Florestais, hoje área da Arauco, abrangendo Curiúva, já em 1987, “se não me falha memória”, cautela-se Moreira:

EM 1987: “Foi um incêndio de grande proporção. Nos deu uma grande dor de cabeça para conter aquele fogo!”. Ele, na época trabalhando na Klabin, relembra que era essencial eles ajudarem no combate, porque naquele tempo o Bamerindus não tinha a menor estrutura, e também, caso avançasse isso, a área que poderia ser atingida, era justamente a da papeleira Klabin.

EM 1963: Na questão de Monte Alegre, nessa época, o que se tinha de asfaltamento, era talvez, o início de Curitiba a Ponta Grossa e o Paraná estava coberto de florestas nativas. Neste ano de 1963, contou ele, das situações sui generis, que eram as condições de seca, e um inverno extremamente rigoroso. “A combinação destes dois fenômenos fez com que as condições do fogo ficassem excepcionais. A umidade relativa do ar, nesta ocasião, rondava 12%, quando com 40% já se está todo mundo desesperado, habitualmente. Naquela época, ainda não se havia legislação proibitiva de se botar fogo em áreas, até usava-se isso, como preparação do solo para uma próxima cultura.

 

A ÁREA DA KLABIN

Na época, foram 30 mil hectares de área florestal perdida, de araucária plantada. Além disso, mais as outras espécies e dimensões que foram queimadas, que pertenciam à fábrica. “Agora um número que não é bonito de se dar: As estatísticas falaram em 200 e poucas pessoas mortas! Eu estive lá, e não ficou por menos de 300!”.

 

MOREIRA ERA CABO DO QUARTEL E COMPANHIA MILITAR COMBATEU INCÊNDIO

Ele estava servindo o Exército e a companhia a qual ele pertencia foi destacada para combater o incêndio numa área no município de Reserva. Eles vieram, e parte da tropa ficou acantonada no Estádio Horácio Klabin, do Cama, na Harmonia. Ele, no entanto, ficou “nos fundos de Reserva”.

 

PERIGO DO FOGO HOJE EM RELAÇÃO AO PASSADO

Hoje, com o Estado e País, tomado por grandes culturas agrícolas, não se tem mais o mesmo risco do passado, onde eram imensas as áreas de reflorestamento. O entrevistado cita, nos Estados Unidos, a incidência de “raios secos”, e que é uma forma de fogo espontâneo, e não colocado, ou criminoso.  No Brasil, continuou ele, raios acontecem antes da chuva e causam estragos, mas logo em seguida, vem a chuva. Enfático, deixou de forma direta, um alerta: “Fogo no mato é uma coisa muito traiçoeira. Você acha que toma conta, e não toma!”.

 

ENGENHEIROS FLORESTAIS ASSOCIADOS

Em sociedade na Engenheiros Florestais Associados, com Gilson Almeida, Moreira deu também o seu recado, daquilo que a empresa possa auxiliar na área madeireira e de reflorestamento: São feitas confecção do inventário florestal da propriedade. Munidos de drones, esses possibilitam manejo mais eficaz, trazendo rapidez, exatidão e baixo custo, quando de um mapeamento florestal eficiente. Também, faz-se assessoramento quanto ao plantio e mapas necessários.

 

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