Um legado ao esporte, que teve, além de Telêmaco, também Morretes, Porto Alegre e Itapeva, e a cidade natal, Arapoti
04/09/2026 às 00:56:26) A entrevista desta sexta-feira foi gravada em 1º de setembro, e com Rubens Alves, mais conhecido por Rubinho. O dia foi do aniversário de 62 anos de sua segunda admissão na Klabin, de onde saiu aposentado! A pauta não poderia ser outra, que sua atuação e dedicação, ao esporte! Ele, faz pouco tempo deixou de bater uma bolinha nos veteranos, se recuperando de um problema no joelho! Quantas contribuições, especialmente por Telêmaco Borba, além de uma linda família que tem, ao lado de Dona Aparecida!
Rubens Alves, que é formado em História, ficou feliz pela escolha do nome dado pelos pais, especialmente quando conheceu quem era o grande escritor, Rubem Alves, que também foi filósofo, pastor e professor. “Eu li muitos livros do Rubem Alves. Eu gostei!”. Natural de Arapoti, nascido em 18 de fevereiro de 1945, lá na área residencial dos trabalhadores da fábrica de papel, mãe, que de onde, após, veio Eduardo Vieira, famoso também pelo Bamerindus, o Homem do Chapéu, que fora senador da República. Ele chega com a família, à Telêmaco, ainda com sete anos de idade, em 1952. Foi matriculado no Grupo Escolar 11 de Junho, na Vila Operária, em Harmonia, ainda Monte Alegre! Veio, em 1953, a Escola Manoel Ribas, sendo Rubens um dos primeiros alunos!
Sendo seu pai, Mário Alves, papeleiro, a vinda para a Capital do Papel foi justamente para continuar sua carreira, e na Klabin! Se lembra da visita do presidente Getúlio Vargas (E esteve pertinho dele), que inaugurou a usina e a ponte do Rio Tibagi, e nessa ocasião, marcou a queda de energia elétrica, justamente no ambiente em que estava Getúlio, e ocasionada por uma colisão em um poste, de um caminhão.
Com 10 anos, ele jogava no Infantil do Corinthians de Monte Alegre (Harmonia). Jogos se davam no Estádio Dr. Horácio Klabin, casa oficial do CAMA (Clube Atlético Monte Alegre), que fora o primeiro Campeão Paranaense do Interior do Estado.
Já com 12 anos, o pai foi para Morretes, também trabalhar em uma Fábrica de Papel, entre 1957 à 60. Lá, o papel era feito de bagaço de cana e o lírio! Era a Indústria de Papel São Marcos! Nesta cidade litorânea, terminou o primário, na ainda denominada, ‘Escola de Aplicação Miguel Schleder’ que no ginasial era o Colégio Rocha Pombo. Claro... era o Cruzeiro, o time que ele já dava seus primeiros olés! Respondendo que posição era: “Canhoteiro, já me botavam na ponta-esquerda!” Nas proximidades, tinham três campos!
“Quando teve a Copa do Mundo, em 1958, época de Belline, veio o Vasco da Gama para jogar em Paranaguá, contra com Rio Branco”, e ali o menino Rubens foi com seu tio, Francisco Alves filho.
Aos 14 anos, iniciou sua vida profissional trabalhando na área de Elétrica, da Klabin, mas sempre no administrativo. Não muito tempo, neste primeiro momento, pois foram com o pai, para Itapeva (SP), seguindo na trilha papeleira, na localidade de Taquari, por volta dos anos 61. Ele, com cerca de 15 a 16 anos, os pais confiaram nele morar sozinho, na casa de amigos, em Telêmaco. Até que, ele vai pra Itapeva com o pai, e as empresas, sempre tinham seus times de futebol, e que muito se destacavam, como o Maringá, da fábrica de cimento. O São Mateus, outro timaço! Santana, mais um, além do time da Associação, que ele fazia parte! A exemplo do campeonato Fabril em Telêmaco, que envolvia as seções da Klabin, Itapeva tinha o Campeonato Industrial. “O São Mateus e o Santana, eram da terceira divisão da Federação Paulista de Futebol!”.
No começo de 1964, com uns 18 anos, um voo mais longo de nosso entrevistado: Em Porto Alegre, foi para jogar! E lá, ele tinha sua irmã mais velha, Jandira! O time, o Cruzeiro! Quando já estava jogando, eis que aparece, Eloi Chaves; que era diretor do CAMA e, inclusive, amigo do pai de Rubinho! Escreveu um bilhetinho, e o recomendou! O já jovem pegou seus pertences, sua chuteira: “Fui parar na Harmonia, aqui. (retornando, na verdade!). ‘Se apresente para Oscar Souto Maior’, foi a instrução recebida. Ele era diretor de Esportes da Klabin e ao ler o bilhete, o admitindo, disse: “’Vocês vão pro Hotel Lagoa’. Era eu e outros rapazes do Guarani, de Ponta Grossa. ‘E daí amanhã tem treino, e vocês se apresentem lá no estádio!’”. Profissionalmente, Souto era coletor, na Klabin. Nesse interim, o diretor-geral da Klabin, que seria depois o primeiro prefeito da cidade de Telêmaco, e mais tarde, deputado estadual, Dr. Péricles Pacheco da Silva, faz a pergunta ao jogador, se ele quer apenas ficar com a ajuda de custo, ou desejaria trabalhar: “Eu quero trabalhar! Já, em São Paulo, eu trabalhava e jogava bola (Itapeva). Aí fui lá e fiz um testezinho... ‘pode trabalhar na seção de Compras!’”, foi o veredito! E, “fichado! Fichado no setor de Compras. Dia 1º de setembro de 1964, fichei!”.
Importante lembrar, que para os idosos de hoje, incluindo este jornalista que aqui escreve, ser fichado... a primeira ficha na carteira, era um grande momento! Mas Rubens, não esqueçamos, já trabalhou antes, que fora admitido em 18 de novembro de 1960! A data da gravação desta entrevista, agora em 1º de setembro, foi aniversário de 62 anos da admissão dele, na Klabin! No time (CAMA), ele foi Pentacampeão Regional. Lembrou que os materiais esportivos eram de primeira linha, as chuteiras e todos os demais apetrechos, impecáveis! Muitos amistosos com times de ponta, foram feitos! No dia 1º de maio de 1971, uma derrota, mas isso de certa forma não era o principal, mas sim, a do jogo... 4 a 1 para o Coritiba! Entre os jogadores dos convidados, Dirceu, que foi Seleção Brasileira! Depois de 66, 67, o Cama deu uma parada, mas a grande potência da Klabin, eram os campeonatos fabris! O Fabril reunia os setores da fábrica. Este jornalista pergunta ao entrevistado se ele conhece o Tiziu, Joãozinho Rodrigues, (amigo desde sempre da ‘sempre’ Rua Paraguai) e afirmou que sim, e um grande amigo: “Claro! Ele jogava na Engenharia, e eu, na Elétrica! Mora no coração! Um abraço pra ele!”.
UM ÍCONE QUE FORMOU MUITOS ATLETAS
Foi legal lembrar que, a menininha Karen, a filha de Rubens, estava entre as três mascotes do time, em uma das aberturas dos jogos, naqueles tempos! Ele auxiliou bastante no Fabril! Também, fundou e trabalhou com escolinha de futebol no Clube Alvorada, treinou a seleção de TB que jogava na região, e era o treinador dos juniores do Mixto Bordô. Não se pode esquecer do Pavão, que era do Bairro Cem Casas, de onde ele é! “O Thiago (Kosloski) passou pelas minhas mãos!”. Hoje, Kosloski, que nunca omitiu ser natural de Telêmaco, é treinador da seleção Sub20 do Peru, e foi interino do Corinthians na saída de Mano Menezes em 2024, e treinou o Coritiba!
E QUANTO À CRIANÇA CORINTIANA QUE GANHOU A CAMISA DE NEYMAR?
Ao informar ser corintiano, não poderia deixar de ser perguntado qual a opinião dele, quanto ao episódio do torcedor de 8 anos, que pediu a camiseta do Neymar: Viu como bonita a atitude do jogador, e triste o que se deu entre a torcida e a criança! “Não pode! O que que um gurizinho daquele vai pensar de um bando de loucos, né? Eu sou corintiano, eu gosto de ver o Neymar jogar! Eu adoro o jeito que ele joga!”.
COMO CONHECEU A SUA ALMA GÊMEA, DONA CIDA?
“Através do Futebol! A gente ia em Arapoti, jogar contra o Guarani lá, e a gente se via em seguida, e se encontramos, fui num carnaval lá!”. Ele 17, e ela, 15 anos! Ai, quando estava em Itapeva, só via a namorada de 3 em 3 meses! Cartas e aerogramas... foram muitos! Ele morando no interior de SP e ela, no bairro da fábrica de papel de Arapoti! Uns cinco anos de namoro, e casados em 1967. Ano que vem, 60 anos de uma linda União Matrimonial! Ele foi falar com os futuros sogros, Honório e Guilmar, para pedir a mão da jovem, em namoro!
A então esposa, Dona Cida, era professora normalista, e lecionava em escolas isoladas! Ele já, namorando, tinha a casa comprada que estava alugada – e foi inclusive fruto de bicho (premiação) do campeonato regional! Pediu para ela, que ao casar, se poderia deixar as aulas, e que queria um filho logo que casasse, e pegaria de volta a casa para morarem, e assim foi! Veio aí o primogênito, Rubens Marcelo! Uma grandíssima alegria, assim como foi quando vieram os demais filhos!
E A FAMÍLIA DO FILHO DE MÁRIO E LAURETINA

Ele era o único rapaz entre os quatro filhos, sendo a seguir, a irmã, Jandira, a primogênita; Maria Aparecida, que mora em Ponta Grossa; a Ana Maria; e Alba Regina (Jaguariaiva), a caçula. Rubens foi o terceiro a vir! Paulo Cesar Alves é irmão de criação, e mora em Arapoti!
FILHOS:
Rubens Marcelo: Casado com Suzelma, tem 2 filhos, que são Eduardo e Marcela;
Célia Karina: Casada com Eraldo, tem 2 filhos, que são Matheus e Gabriela;
Sérgio Rodrigo: Casado com Lucimara, tem 1 filha Aurora.
A primeira bisneta está chegando em outubro”.

o dialogo foi encerrado por este, que já teve Torneio com seu nome, em Telêmaco, e que recebeu vários certificados, inclusive de Jogador Exemplo do Ano, de 1976, conferido pelo Jornal O Tibagi e Rádio Sociedade Monte Alegre!