Piloto de helicóptero, partiu domingo aos EUA, fixando residência e trabalho
07/04/26 às 16:53:41) Um bate-papo neste domingo, com Tafael Mangoni, trouxe à pauta, o sonho, o aperfeiçoamento para fazer dele realidade, e a realização, quando o piloto de aviação, com tantas experiências já registradas, foi recebido pelos pais, os professores Neri Rafael Mangoni, e Solange, além das irmãs, Enza e Pietra, dos sogros, Dirceu Markovicz e Reni, dos cunhados Michel e Vanessa com o filho Rael, que é afilhado do entrevistado, quando acompanhado da esposa Dihully e da filha Jade, para um almoço em família, como despedida para uma nova fase, sua ida para trabalhar e residir nos Estados Unidos.
Abaixo, preservou o Oberekando o texto por ele enviado, à pedido do Site, em formato de release, e em seguida, um resumo do diálogo:

“Tafael Mangoni, filho do Profº Neri Mangoni e Profª Solange. Nascido em Ita, SC, mas em Telêmaco desde 1992. Me considero telemacoborbense, cidade do interior paranaense, terra da Klabin: assim me identifico para quem pergunta! Estudei no Colégio Positivo da primeira infância ao Terceirão. Criado dentro do esporte, participei de inúmeras competições municipais, estaduais, nacionais e internacionais; representando o Colégio e também a cidade. O sonho era ser jogador de futebol, mas me encantava desde sempre as máquinas voadoras. Ao abandonar o sonho de toda criança brasileira, decidi me dedicar aos estudos. Desde os 15 anos buscando informações sobre a carreira como piloto. Inicialmente, a única alternativa conhecida era a formação militar, via Escola Preparatória de Cadetes do Ar ou Academia da Força Aérea... Concursos disputados! Nesse caminho (2009), já em Curitiba, a formação civil surgiu e se abriu como um portão para um promissor futuro. Inicialmente como piloto de avião, foi no helicóptero um ano depois (2010) que realmente me encontrei. Sempre com apoio dos pais e suporte financeiro, a formação durou 2 anos. Ao finalizar a formação, já na sequência, iniciei como instrutor de voo (2012), momento onde o piloto iniciante acumula experiência (horas de voo) para o mercado de trabalho. Em paralelo, concluí o curso na Faculdade de Ciências Aeronáuticas e fui explorar as oportunidades que se apresentavam. Resumo: 2009 piloto de avião; 2010/2011 piloto de helicóptero; 2012/2013 instrutor de voo (Curitiba); 2014 a 2018 piloto empresa de táxi aéreo, multimissão (voos panorâmicos, inspeções de linhas de transmissão, fretamentos privados) em Gramado, RS. 2018 a 2022 piloto executivo (aeronave particular) em Juiz de Fora, MG. De 2022 a 2026 novamente em Curitiba, retornando ao mercado de multimissão (voos panorâmicos, inspeções de linhas de transmissão, carga externa). A partir de 2026, um novo futuro nos espera, com documentação e emprego nos EUA, vamos de mudança, eu, minha esposa Dihully e minha filha Jade!”.
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Nascido em 02 de dezembro de 1990, veio com um ano para a Capital do Papel.
Perguntado se houve um dilema quando na infância escolheu futebol, sendo o pai, um exímio treinador de Vôlei (além de ex-vereador e atualmente, assessor parlamentar), explicou que ele “sempre deixou a gente muito à vontade para seguir o que a gente quisesse, e eu me identifiquei muito com o futebol, até cheguei a ser atleta dele no vôlei, mas foi mais para aprender, para viajar um pouco, para crescer e evoluir como atleta, mas aonde eu queria era o futebol, mas até à partir de um momento que eu vi que eu teria que estudar para promover o meu futuro”. Já no Ensino Médio, entendeu qual seria seu foco e o único processo para se tornar piloto era com a aviação militar, como piloto de caça, piloto de transporte.
Após suas formações, e já com 15 anos de aviação, e constando disso, também a Faculdade de Ciências Aeronáuticas, em Curitiba, “isso me capacitou para buscar algo maior na minha vida, um incremento na carreira, uma oportunidade nova para a minha vida pessoal, para a minha família, que se Deus quiser vai afetar, os meus pais, as minhas irmãs, os meus sogros”. Diante disto, explicou ele, chega o momento da habilitação do início do trabalho nos Estados Unidos, para onde ele partiu logo após ter se reunido com toda a família para este momento especial, e parte para a aviação civil, por ela foi cativado, e se tornou seu caminho! Estes dois anos e meio foram corridos, pois foi tempo de capacitações simultâneas, conseguindo a documentação que o possibilita trabalhar nos Estados Unidos, e o estar apto nas terras do Tio Sam, perante a Agência Regulatória de lá!
Tanto o sogro tem três irmãos que já residem nos EUA, quanto a irmã, Pietra, no final do Ensino Médio, teve a oportunidade de lá estar em um intercâmbio, além de visitas que Tafael já fez ao país.
Frentes de trabalhos que ele já atuou, destaquem-se algumas das mais conhecidas, como na queda da barragem de Brumadinho, enchentes no Rio Grande do Sul – aonde ficou por 20 dias -, e inspeção de linhas de transmissão. Também em períodos de seca, no combate contra incêndios, tanto no Paraná, quanto na região Norte, bem como na Amazônia, no Mato Grosso, além das terras indígenas do Xingú: “São várias missões que o helicóptero é designado justamente para atender, colaborar com a população, e ajudar da maneira que ele pode”.
Uma gratidão enorme aos pais, foi citada, e a liberdade dada para a escolha do futuro. Neri, o patriarca, falou, ao lado do filho: “É sempre um orgulho muito grande para a gente enquanto pai, porque é mais um vencedor na vida! A gente sabe que ele trilhou um caminho, e ele era apaixonado pela aviação, desde pequeno, e eu digo que ele fez do hobe uma profissão! E tudo o que ele passou, a carreira meteórica que ele teve, todos os processos evolutivos dentro da aviação, e chegar ao nível que ele chegou, e hoje, conquistando a América, para a gente é um orgulho muito grande!”.
Respondendo ao Oberekando, falou de duas ações profissionais de maior relevância ano passado: “Tive a oportunidade de fazer dois translados de aeronave, uma partindo do Chile, em Santiago, com cruzamento nas Cordilheiras, no norte da Argentina, e chegada até o Brasil, em Curitiba, e outra, a oportunidade de trazer uma aeronave comprada nos Estados Unidos, para o Brasil, voando. Então, com sobrevoo de toda a Ilha do Caribe, o Mar do Caribe, as Guianas, e parada para abastecimento, e depois, a chegada no Amapá, e a descida até Curitiba, com sete dias de viagem e 45 horas total de voo, voando uma média de seis a sete horas por dia”. A primeira, foram cinco dias de viagem.