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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

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PROFESSORA SOLANGE RESPIRA AMOR AO MAGISTÉRIO

Uma linda trajetória, lições, inovação com a TV para as aulas de Religião e um currículo digno de aplausos

2020-10-15 às 07:55:16) Nossa entrevista especial do Dia do Professor, que este site usará sempre no plural, Dia dos Professores, tal a importância destes profissionais, foi com Maria Solange de Oliveira. Além do Magistério, ela exerceu suas funções na Previdência Social, e como voluntária, foi atuante no Grupo Escoteiros Monte Alegre, de 1965 até 1999.

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Nascida em Tibagi, no dia 04 de junho de 1945, disse ser muito grata pelo Todo Poderoso, de estar com essa idade, pois quantas coisas maravilhosas fez, e que aprendeu e pode compartilhar: “É uma alegria muito grande! ”.

Perguntado para ela, o que significa o “professor”, disse que é uma pessoa amiga, compreensiva, que tem diálogo, que sabe conviver, viver, e passar aquelas experiências que teve e que aprendeu com bons professores, “porque o mestre não é aquele que sempre ensina, mas é o aluno, que sempre, de repente, aprende. O professor não é tudo. Ele apenas apresenta as experiências, os conhecimentos básicos e práticos, e objetivos. E isso é o que a gente precisa ser mais na vida, sermos objetivos. Ser claro, para facilitar aquele entendimento, aquela compreensão, aquela formação do personagem. E então o aluno, a criança, o adolescente, de repente aprende! A gente está falando, daquela maneira simples, daqueles exemplos mais reciclados. Muitas vezes reciclados. Na minha época era reciclado. Hoje em dia nós estamos no auge. No auge da Informática, de todos os acontecimentos mundiais, mas na minha época era mais simples, mas eu procurei usar todos os meus métodos possíveis - que aprendi com meus bons professores que tive -, e também valorizando aquela criança... aquele adolescente, aquele jovem. Muitas vezes senhorzinho, senhorinha, mas com muito amor, porque o amor é a base de tudo. O amor é como o sol. Ninguém o impede de nascer todos os dias. São dias dignos de comemorar, de incentivar, de dialogar e de se propagar, Simplesmente conviver. Viver e conviver, que é muito importante”.

 

A TELEVISÃO DE PAPELÃO, E DEPOIS DE MADEIRA, PARA A AULA DE RELIGIÃO

“Naquela época, o rádio era muito popular em todas as casas. Televisão, eram poucas as casas que tinham, mas também, fazia parte da comunicação, e sabe como é o educando. Ele sempre quer algo diferente, ou estar na mesma linha”.

Ela fez a televisão de papelão, “mais tarde, meu pai, João Sutil, ele fez pra mim de madeira. ‘Filha, vai ficar mais forte. Essa de papelão pode se soltar’. Ai eu falei que faria uns recursinhos ali para que eu pudesse ir passando pra eles (alunos). Eram com aplausos que eles viam aqueles desenhos, as mensagens, e muitas vezes eu tinha um gravadorzinho, que tocava as musiquinhas, tocava as musiquinhas para eles cantarem também. As orações, faziam corinhos. Era para acompanhar a época”.

 

AS FUNÇÕES: COSTA E SILVA, SANTO ANTÓNIO, PAROQUIAL, E PREVIDÊNCIA

Perguntado de seu carisma, de por onde passou, seja como professora, coordenadora, ou funcionária do antigo INPS, hoje Previdência Social; de sempre marcar na vida das pessoas, exercendo além de com galhardia e ética, também com o coração e com compaixão, quando a ocasião pedia, ela explicou: “Eu sempre fui eu mesma. Desde que o Senhor Poderoso me pôs nesta família, eu fui caminhando com eles, e aprendendo. Andando, andando, naquele estilo de simplicidade. Simplicidade e educação. Eu aprendi muito com meus pais, seu João Sutil, dona Tereza, minha mãe, que hoje é minha mãe e meu pai, aquela singeleza, mas sempre igual para todos”.

COSTA E SILVA E PAROQUIAL: “Quando eu comecei no Costa e Silva, que foi meu primeiro trabalho de escola, eu havia passado no concurso público e escolhi aquela escola. Fui muito bem recebida pela dona Zélia Batezzati, que era diretora (e madrinha vocacional deste que aqui escreve, assim como também Tereza, mãe da entrevistada), e dona Izaura Graumann, que era secretária! Pessoas exuberantes. Me acolheram no meu início de carreira. Eu trabalhei 12 anos naquela escola. Depois eu passei para a Escola Paroquial, porque eu ia iniciar a Faculdade, e lá nesta escola, eles me ofereceram o cargo de diretora, mas como a escola era grande eu disse... ‘como é que eu posso continuar meus estudos, dirigindo uma empresa? ’”. Neste caso, ela optou por um período. Lembra que foi muito bem recebida pela diretora, irmã Catarina, e que naquela época, continuou no mesmo cargo, pois já tivera vindo do Costa e Silva, como coordenadora de área. Fez também, muitas amizades!

Do Costa e Silva, a entrevistada é da turma de funcionárias, da época da diretora Roselena Franco, que hoje dirige a Apae. Também das professoras Mércia e Zuleica.

NO MINIGINÁSIO, O COLÉGIO SANTO ANTÓNIO: Funcionando nas dependências do Costa e Silva, mas no período noturno, e sob a direção do ex-prefeito Tranquilino Guimarães Viana, ela também foi funcionária do Colégio Santo António. “Era uma colaboração que eu fazia, embora fosse algo que eu gostava muito de fazer! ”. Ela guarda muita gratidão ao finado Dr. Tranquilino e também à dona Ivone, sua esposa, que entre nós, já foi secretária de Assistência Social de Telêmaco.

Dentro da trajetória, relembra seus professores, e entre eles, Custódio Netto, hoje homenageado com nome de Escola em Telêmaco, no Jardim Bandeirantes: “Ele foi meu diretor, que quando eu passei pro Costa e Silva, eu fui com a mãe, e ele que me deu os documentos para eu apresentar ao Costa e Silva”. Outro professor, da Escola Normal, Dr. Reinaldo, que é proprietário do Ridan: “Tenho muito respeito e consideração por ele também! ”.

 

EM 80, PASSA NO CONCURSO FEDERAL

Neste momento, começa ela a trajetória na Previdência Social. Era o último ano de Faculdade e se acumulou ali, o estágio, a Pós, “e eu precisava de alguns espaços, e eu nunca fui de faltar no trabalho. Desde que eu comecei a trabalhar, me aposentei com 32 anos de serviço e alguns dias, mas não era de faltar. Eu sempre procurava acompanhar os meus horários, os meus trabalhos, as minhas obrigações. Então, quando eu fui destinada pra lá, foi a Irmã Catarina que me encaminhou, porque eu tinha um convite para trabalhar no Núcleo (Regional de Educação), junto com a professora Cristina (que fora também depois, diretora do Colégio Presidente Vargas)”. Solange lembra com carinho que como já tinha sido aprovada no Concurso Federal, a Irmã Catarina analisou aonde era o melhor local para ela.

Nossa entrevistada se apresentou na época, ao Sr. Aloísio Burski, e foi sincera e muito humilde ao explicar que seus conhecimentos eram quanto a Educação, mas que estava ali para aprender, e que tinha que esforçar-se ainda mais, porque estava terminando a Faculdade: “Queria saber com o senhor, porque eu não quero complicar a instituição (Previdência) e também não quero levar prejuízo pois eu estou no último ano. Ai ele falou pra mim, ‘olha, a senhora desce e conversa com a sua chefe’”. Isaíra e Adão eram seus novos chefes imediatos, e compreenderam com tranquilidade: “Se seu Aloísio aceitou, eu aceito de braços abertos! ”, lembrou ela, as boas-vindas. No mesmo dia que saiu da Paroquial, já estava no novo emprego.

Com 16 anos e pouco, somando-se ao seu período anteriormente já registrada em outros empregos, eis que chega seu momento de aposentar-se. Confessou Ela, que escutava muita gente falar em aposentadoria, aposentadoria, mas (antes de, claro, com maestria e responsabilidade profissional, ajudar como era seu ofício, a encaminhar tantas pessoas a este momento) não entendia bem como era! “Trabalhei com senhorzinhos e senhorinhas, muito queridos, que vinham de outros municípios, Ortigueira, Sapopema, Curiúva, Tibagi”. Ainda neste raciocínio, disse: “Às vezes eu passava do horário de vir almoçar. O pessoal que vinha de fora, não sabia do meu horário de almoço. Então eles chegavam, e eu estava para sair, fechando a porta, e eu via aquela filinha, e eu falava... eu vou voltar! Abria a porta, avisava o chefe e falava ‘eu vou continuar, porque até eu descer em minha casa, almoçar e voltar, eu levo uma meia hora, e esse pessoal coitado, que vem de longe, não custa, e eu dou um alô com eles’. E assim, eu não me arrependo, e não me canso. Se tivesse que fazer a mesma rota, faria, com muito prazer. Hoje em dia eu ainda encontro com alguns daquela época, e eles vem com carinho, me cumprimentar, conversar comigo, e eu também, sinto muito amor por eles. Muitas vezes eu não sei o nome, e eu falo pra mãe ‘são meus amigos da Previdência Social! ’”.

A entrevistada tem também as irmãs, Maria Aparecida e Sônia, que são professoras, e musicistas. Informou ela que tinha como sonho ser psicóloga, professora ou pedagoga.

 

E HOJE... QUANTAS MUDANÇAS NO RESPEITO ALUNO X PROFESSOR

Ao responder como vê atualmente, o comportamento de alunos com falta de respeito (em relação ao passado) aos professores, as notícias de violência em sala de aula, por vezes até mesmo de roupas inadequadas de professores junto aos alunos; respondeu que “é lamentável”. É lamentável a gente ver, e ouvir esses fatos. Muitas vezes, falta de diálogo, principalmente, diálogo e respeito! Se houvesse diálogo e respeito, o traje era outro, o verbo era outro, e o meio social era outro”. Carinhosamente falou ela: “A gente na vida, deve ser a própria mudança que deseja ver o mundo”.

Da modernidade, vê que ajuda muito, e é uma forma de educação do povo.

Da família, cabe a esta, educar o filho, e deixar com a escola, o papel de ensinar. Ir até o estabelecimento, ajudar aos professores quanto aos filhos, também é parte da família, dos pais.

 

O ESCOTISMO

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Ela tem dentro do coração, e que lhe deu também muitas alegrias, um trabalho voluntário, no Grupo Escoteiro Monte Alegre. Era semanal, em Harmonia, e um período, em frente à igreja matriz de Telêmaco. Diversas ações, viagens e interação com a natureza, e muitos lobinhos que tiveram maravilhas em suas vidas, mas acima de tudo, são pessoas do bem! Ela ficou de 1965 até 1999 no grupo. Por vezes, as irmãs Maria Aparecida e Sônia estavam com ela.

 

MENSAGEM AOS PROFESSORES

“Aos professores eu desejo que tenham muita força, muito êxito, e que haja bastante diálogo, em todas as dificuldades da vida. Porque na vida da gente aparecem bastante tropeços, altos e baixos. A vida não é totalmente maravilhosa, só flores, mas de uma maneira geral, que os professores tenham força para continuar nessa luta, porque lutar é viver! Se nós não lutamos, nós ficamos pra trás! E não vamos olhar pra trás, porque o que passou, passou! Sempre subindo os degrauzinhos, andando naquele caminho, mesmo que ele seja tortuoso, mesmo que hajam espinhos, mas nós vamos vencer, porque nós somos todos fortes. Assim como eu lutei muito na minha vida, os professores também, lutam muito cada dia, pela sua família, pelos seus aluninhos, pelo Município, pelo Estado, pelo Brasil, por todos, para que nós tenhamos uma pátria... uma pátria querida, como sempre foi o Brasil”. Delegou o crescimento da cidade à Educação, que é primordial. Remeteu-se a Steve Wonder, que a vida é wonderful... a vida é maravilhosa!

 

MÃE FALA DAS FILHAS PROFESSORAS E CUMPRIMENTA OS DOCENTES

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Jamais poderia deixar de dar seu recado, a mãe das professoras Solange, Maria Aparecida e Sônia. Dona Tereza Pereira de Oliveira, ou para este jornalista, “a madrinha Tereza”, assim como todas as mães de docentes, acompanhou par e passo a vida profissional dos filhos, e no caso, das magistradas, e deixa sua mensagem. Tereza é do Apostolado de Oração, e uma líder espiritual nata, e que muito colabora, especialmente em sua comunidade, do Bom Jesus, mas com toda Telêmaco!

 “Eu desejo, no Dia dos Professores, muita paz para todos eles, que minhas filhas são também. Desejo aos meus amigos, que tenho muitos que são professores, que eles tenham muita paz, muito amor, tenham muita caridade com as crianças, e que eduquem essas crianças como eles precisam ser educados, para que nós tenhamos um mundo melhor no amanhã! Que o amanhã, seja melhor que hoje! ”.

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