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PADRE MELLO E SUA LINDA TRAJETÓRIA
PADRE MELLO E SUA LINDA TRAJETÓRIA

Nascido em Sengés, é promotor vocacional Redentorista

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13/07/26 às 21:47:20) O entrevistado do final da semana passada foi António Carlos de Mello! Nascido em 13 de setembro de 1955, em primeiro momento, até parece nome desconhecido, até se tratar do tão querido Padre Mello. Desde 2013 em Telêmaco, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, é também promotor vocacional.

Natural de Sengés, divisa do Paraná com a paulista Itararé, o filho de João Maria de Mello e Maria Branco Fernandes é de uma família de quatro homens e quatro mulheres como irmãos, sendo ele o primogênito. Após, vieram Sônia, Josélia, Dalva, João Luiz, Aldo Luiz, Vircélia e Jaime. Há mais um casal, que são falecidos.

“De fato, Sengés é minha cidade natal, e naquele tempo, não existia paróquia em Sengés, e a paróquia era a de São Francisco, em Jaguariaíva, que Sengés pertencia”, tendo sido batizado lá mesmo em Sengés, mas quando precisou do batistério para ir ao seminário, procurou em sua cidade natal, e nada de encontrarem, pois estava na paróquia jaguaraivense.

Padre Mello hoje exerce a função de promotor vocacional, que foi a mesma função do padre Moacir Bossay, que inclusive trabalhou bons anos em Telêmaco, “e alguns diriam que ele é meu guru... não é meu guru não, mas ele que me colocou neste trabalho!”. Ainda como seminarista, o entrevistado já escrevia as cartas e fazia as visitas. Observe-se: Cartas à mão, e visitas ainda de ônibus, pois o padre não havia feito a CNH. “Tanto é que na missa dos 25 anos de sacerdócio do Padre Gelson Mikuska, ele fez questão de falar da carta que eu mandei para ele, aonde ele estava querendo entrar no seminário”, escrita em 1º de novembro de 1988, quando António Carlos tinha um ano de ordenação, e estava em Janiópolis, perto de Campo Mourão, aonde ele fazia um trabalho vocacional: “Eu nem imaginava, nem sonhava que esta carta existia ainda, mas como naquela época era só assim que se escrevia...!”.

Fonte: Arquivo Pessoal Padre Gelson

No dia 28 de novembro próximo, serão 39 anos de sacerdócio e a carta escrita, têm 38 anos: “Eu jamais imaginaria chegar aonde estou... nunca!”. Dos amigos de turma de Mello no Ssmo Redentor, entre os paraguaios, Domingo Pedroso, Arturo Franco, Oscar De La Rosa, José Maria, e o padre Hermínio, que trabalha em Asunción. Também, Juan Simón, e o irmão dele que Mello acha que seja padre. Também, recordou-se de Valmir Salinas, da região de Campo Mourão, e que por vezes se encontram. Este jornalista, no Encontro de Campo Grande, teve ele, inclusive, como amigo no clube aonde foi o evento.  “Eu lembro de toda essa turma, e até dos aniversários... eu sempre lembro!”.

Quando foi falado da realização do 14º Encontro Internacional dos Ex-seminaristas Redentoristas de Ponta Grossa -PR, na paraguaia cidade de Pedro Juan Caballero, divisa com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e de 30 de outubro à 01 de novembro que se aproxima, padre Mello informou que foi pároco em Ponta Porã, aonde hoje estão os padres Jorge Watthier - inclusive, com muita alegria, amigo desde a época de seminário deste que aqui escreve, e também, Miguelito (Miguel Nascimento). Mello, após, foi o primeiro pároco na cidade de António João, distante cerca de 50 quilômetros de Ponta Porã, “e que antigamente se chamava Colónia Penzo”.

 

VOCAÇÃO E IDA AO SEMINÁRIO

“Toda vocação é um mistério! Eu entrei para o seminário dia 07 de fevereiro de 1977, mas na verdade eu nunca pensei em ser Redentorista! Nem sabia da existência da Congregação, nem sabia que existia seminário em Ponta Grossa. Eu conhecia o Seminário Menor Nossa Senhora da Assunção, em Jacarezinho, e só conhecia esse, e eu achava que só existia esse seminário no mundo inteiro! Eu achava que era só lá, e que todo mundo que entrava lá, saia de lá, velho! Porque eu só conhecia padre velho... velho e polaco!”. Ao falar com o pároco de Jaguariaíva, diocesano, foi indicado a ir para o Seminário de Aparecida, o Santo Afonso, e logo expressou “mas é muito longe!”, ao que o pároco respondeu: “um pouquinho mais longe que Jacarezinho, mas não é tão longe!”.  Despretensiosamente, pegou um recorte de jornal, com anúncio de rodapé a quem quisesse ser padre, e ir ao seminário, e escreveu, e o padre Gervásio dos Santos – falecido ano passado – que o respondeu. Foi até uma surpresa! Além dele, o padre Vitor Coelho de Almeida (da marcante Consagração à Nossa Senhora Aparecida, todos os dias, às 3 da tarde, pela Rádio Aparecida) foi mais um dos que o acompanhou e que até pouco tempo ainda tinha uma cartinha guardada, assim como Ricardo Silva (Silvão). Aí aconteceram as Missões Redentoristas em Sengés, foi quando veio até ele, o padre Moacir, que comandou este momento, e “eu me encantei com o jeito do padre Moacir”, e ao falar que estava contactando-se com Aparecida e para lá iria, este disse: “Você não vai para Aparecida não... Você vai à Ponta Grossa – ao Seminário Santíssimo Redentor, hoje no alto da Baraúna, transformado na Universidade Tecnológica.

No entanto, das exigências feitas para a entrada no seminário, algumas delas eram que os pais fossem casados na igreja, e que a família fosse estruturada. Os pais dele, não eram, porém, não queria Mello que eles casassem no religioso, tão somente para atender a isso! Eis que no dia em que estava na sacristia, conversando com padre Moacir, quem entra? “De repente meu pai entra... nunca vi meu pai na igreja... nunca foi pra Igreja! Nossa... veio fazer o que aqui? Fiquei quieto, fiquei meio retraído ali, e ele perguntou ao padre Moacir ‘vai ter casamento nesse tempo de Missão?’”. Sendo perguntado se queria casar na igreja, respondeu positivamente, e apontando à Mello, disse: ‘Esse é meu filho!’. Neste interim, foi feito o batizado de todos os filhos (irmãos do entrevistado) na igreja!

Um fato de infância, na casa que moravam, tinha no sítio um espaço bem grande, e os evangélicos gostavam de ali, fazer cultos. “e minha mãe aceitava qualquer igreja que fosse!”, e em geral, iam aquelas cujos seus parentes frequentavam, ou Assembleia de Deus, ou Presbiteriana. Quando criança, não tinha formação católica, e vivia participando de cultos da Assembleia de Deus, e sim, têm familiares que são pastores evangélicos!

 

LOCAIS: DE ORDENAÇÃO E EM QUE TRABALHOU

Logo depois da Ordenação, dia 28 de novembro de 1987, pelo bispo de Jacarezinho, em Sengés, com a presença do padre Moacir, e Primeira Missa, aonde claro, teve a presença de seus pais que o viram padre por um bom tempo, foi à Ponta Grossa, para a Paróquia São José aonde ficou por três anos. Logo que ordenado, foi na hora nomeado promotor vocacional. Ali o provincial solicitou que ele aprendesse a dirigir, e em PG tirou sua Habilitação! “Logo sai para a estrada! Nessa época, que eu não tinha muita segurança, era o Miguel Vergenski (De Telêmaco, hoje empresário e couching) então seminarista, que me acompanhava”. Fora nomeado vice-mestre dos noviços, sendo o padre Lourenço, o mestre! Depois, foi à Ponta Porã, aonde além do trabalho na paróquia, era promotor vocacional para o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Isso, de 1990 à 1992. Confessou gostar muito do Mato Grosso do Sul, e que não sabe se gosta mais de lá, ou do Paraná! Depois ele voltou à Curitiba, aonde retorna como formador e promotor vocacional, na Filosofia. Foi formador, inclusive, do padre Primo, ao qual hoje está subordinado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, assim como do hoje, Don Henrique, bispo de Dourados, e que já fora pároco em Telêmaco! Aí ele foi ao Rio de Janeiro fazer um curso com duração de seis meses, em 1993.

Ir a Ponta Grossa novamente, foi para abrir o Aspirantado! Retornou à Ponta Porã, aonde foi pároco na São José aonde estão Jorge Watthier e Miguelito, tendo sido este último, pároco em Telêmaco. Outra vez, voltou à Curitiba, aonde ficou no Conselho Provincial. Junto com padre Parron e hoje, o D. Henrique, por dois governos. Em 2008, veio para Londrina, aonde ficou até 2013 como formador, na Teologia, quando aí, chega o momento de vir para Telêmaco. A Capital do Café possui duas paróquias Redentoristas, sendo a Santo António, e a NSra de Boa Viagem.

 

ENCONTRO COM THIAGUINHO, NO CAMARIM E CITAÇÃO NO SHOW

Na Expo Telêmaco de 2024, o padre Mello foi convidado por um amigo em comum, a ir no camarim de um fiel de sua igreja, quando em Ponta Porã. O pai, João Barbosa, chamado de Jota, era o coordenador da comunidade e a mãe, Glória, coordenava a Liturgia e o Canto. Tratou-se do cantor Thiaguinho, cuja casa, inclusive, quando este grande artista, na época com cerca de 10 anos, quase todos os domingos recebia o sacerdote amigo para estar à mesa: “Ele é meu amigo! A família dele, a irmã dele (Hellen), os pais dele são meus amigos. Thiaguinho eu conheci quando criança. Eu era pároco lá em Ponta Porã, e eu almoçava na casa dos pais dele, quase todos os domingos. E ele tocava cavaquinho... era ele e o amiguinho dele... hoje... o amiguinho... Kadú, que mora lá em Foz do Iguaçu. Não lembro quem tocava viola, mas os dois tocavam! E o pai falava... ‘toque ai para o padre Mello’ e eles tocavam!”. Lembra que o estimulou a tocar na igreja e ele respondeu ‘ah, eu tenho vergonha!’, aonde o padre argumentou porque, se os pais eram da coordenação, e ele poderia ir lá, tocar com a mãe. “E aí, começou a tocar na igreja, e depois, começou a tocar nos barzinhos (Ele e o amigo). Veio o Fama, e eu incentivei ele... vai pro Fama, e ele foi! E aí eu falava na igreja ‘todo mundo manda e-mail lá pra Globo, pro Thiaguinho, pra ajudar ele!’. Eu mandava o dia inteiro, e aí, ele ficou em segundo lugar! E daí, foi pro Exaltasamba, e após, que ele foi pro solo”.

A princípio, confessou o entrevistado que nem iria para o show em Telêmaco, e que talvez o artista nem lembraria mais dele. Kadú, que inclusive é compadre de Thiago, - assim o chama -, incentivou sim, que Mello fosse. Chegando lá, foi recebido com carinho pelo pagodeiro tão querido nacionalmente, e que arrasou em Telêmaco também, e, sem que esperasse, no palco, o cantor fez questão de citar sua relação com este Redentorista. O Vitor, amigo que reside na Vila Esperança, fez questão que o sacerdote fosse ao show, pois muito fã de Thiaguinho, também teria a chance de o ver! Um encontro do padre com o cantor, depois de 30 anos!

INFLUÊNCIA QUE EXERCEM OS FAMOSOS NA VIDA DOS FÃS: Aproveitando este viés, o Oberekando abordou esse tópico, quando relacionado a esta bonita trajetória, e de fé, de Thiaguinho. “Mas até hoje ele fala, começou na igreja... ele não nega!”.

Recentemente, no anúncio para a convocação ou não, para a Copa do Mundo, Thiaguinho foi um dos convidados do craque Neymar, para aguardar e torcer para que o nome dele ali estivesse! Com o padre, o Site relembrou da ajuda de Neymar aos afetados pela enchente no Rio Grande do Sul, e agora, recente, pelo terremoto na Venezuela, além do Instituto Neymar. Este jornalista não escondeu a admiração – por estes fatos – ao camisa 10 da Seleção e do Santos!

 

A RELAÇÃO COM TELÊMACO

Uma confissão inesperada e cheia de sincericídeo, foi que Telêmaco era um lugar que ele nunca quis morar! Hoje, se esbanja de amor à Capital do Papel! “Cada vez que falava de transferência para Telêmaco, eu caia fora! Não quero ir para Telêmaco Borba. Eu vim pra cá pelo seguinte... eu era promotor vocacional e formador, e aí veio o superior geral fazer visita e me questionou ‘como que você consegue conciliar as duas coisas, formação que exige presença e formação vocacional que exige ausência?’. Eu inventei uma história, mas não convenci! Ao voltar para Roma, ele mandou um relatório exigindo que eu escolhesse, um ou outro! Ai então eu vou ficar só com a formação vocacional. Aí o Henrique, hoje D. Henrique, me convidou. E eu disse: Já que é um convite, eu vou aceitar!”.

Perguntado se é feliz aqui (em TB), a resposta: “Amo esse lugar! Não queria sair daqui! Mas, o Conselho disse que ano que vem vai ter transferência... tudo é possível!”.

 

O PAPEL DAS IGREJAS, TANTO NA BRASIL QUANTO NO MUNDO

Em situações, além das sacras, o Evangelho sendo colocado na prática, foi perguntado para ele do papel preponderante das igrejas em momentos, a exemplo, das enchentes no Rio Grande do Sul, e desastres em que se necessitam a solidariedade e acolhimento imediatos: “A igreja tem sim um papel muito importante nesse campo, e hoje, muito mais! Já teve, e hoje muito mais! E não só a igreja católica, mas nesse caso assim, de desastres naturais, as igrejas evangélicas também... eles têm um campo de trabalho social... nem todas”. Citou outros segmentos, da mesma forma! “Só que alguns governos não gostam muito das igrejas, e a igreja é perseguida muitas vezes por causa disso!”.

Citado no diálogo, que no passado, falar que tivesse ido à uma igreja evangélica, ou um evangélico ido à igreja católica, era visto quase como um pecado mortal, e que felizmente hoje, quando se dá o congraçamento, uma saxonal visita, reforça-se que é isto que prega o Evangelho, da amizade entre os cristãos, a união, sem brigas ou revanchismos!

 

MENSAGEM ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE PENSAM E TENHAM O SONHO EM SER PADRES

 “Este é o meu trabalho! Eu atendo Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e eventualmente eu tenho trabalho também no estado de São Paulo. Tem uns padres que sempre me convidam, e eu vou pra lá, perto de Pereira Barreto! No dia 31 de julho, 1º e 02 de agosto eu terei um encontro vocacional aqui (Em Telêmaco), e vem jovem lá de São José do Rio Preto e um de Pereira Barreto. Tem um que vem de Canoas e tem vários do Mato Grosso do Sul, e alguns aqui do Paraná também!”. Disse: “Então, para os jovens e adolescentes que desejam, é só escutar a voz de Deus! Tem alguns meios: a oração ajuda bastante, a frequência ajuda bastante. Porque as vezes falam que querem ser padre, mas não sabem nem o nome do padre, e nunca vão na igreja... ai é meio estranho, mas pode ser, isso chama-se mistério de Deus, e ele chama quem ele quer! Quando, onde e como ele quiser!”.

A pedido do Oberekando, deixou um recado especial àqueles, que por manifestarem desejo vocacional já na pré-adolescência ou adolescência, ou ainda criança, são rotulados como padrecos ou algo assim, em escolas ou nos grupos de amigos, e disse que nestes casos, ao despertar o desejo à vida religiosa, tem que procurar a pessoa certa para comentar sua vontade, seja um líder da comunidade católica, um padre, pois senão de fato, vem o rótulo, e isso, infelizmente, disse que as vezes parte até mesmo de professores, que acabam por debochar e isso desestimula a eles, e já não querem mais! Lembra, no entanto, que antigamente não era diferente!

Um fato que ele mesmo vivenciou, porque precisou pegar um atestado de saúde para levar ao seminário e o médico de Sengés era seu professor que já o debochava na sala de aula, devido a isso. Achou como solução, conseguir este atestado, não em Jaguariaíva ou Itararé, pois lá ele atendia também! Achou solucionar isso quando foi o requerer, em Piraí do Sul... e adivinhem quem, aleatoriamente lá, naquele dia, estava atendendo? O próprio!

Antes da finalização do bate-papo, e da bênção a todos, uma curiosidade do Oberekando, se ele teve a oportunidade de conhecer o papa, hoje, São João Paulo II, e respondeu que sim, e em diversas oportunidades. Teve essa chance também com Bento XI e Francisco, e entre essas ocasiões, com o argentino, na Jornada Mundial da Juventude no Rio, quando pode concelebrar com ele, na Catedral. “E agora só falta encontrar com o papa Leão. Eu lembro ainda do João XXIII, da época do Concílio Vaticano II. Eu lembro bem do Paulo VI... eu nunca ví ele, mas eu lembro bem”.

Padre Mello tem um programa na Rádio Capital do Papel, chamado ‘A Alegria do Senhor’, todo sábado, que se inicia às 12:00 hr e vai até às 14.

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PARABÉNS AO PADRE GELSON MIKUSKA, PELOS 25 ANOS DE SACERDÓCIO

  

O Oberekando aproveitou desta matéria, para também de pronto, mesmo que com data já celebrada, saudar o padre Gelson Luiz Mikuszka (Natural de Telêmaco), pelos 25 anos de sacerdócio. Agradecimentos ao pároco da NSra de Fátima, padre Primo Aparecido Hipólito, pela liberdade dada ao Site, sempre quando de pautas com a comunidade católica!

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Aos interessados em falar com padre Mello, enquanto promotor vocacional, podem ligar diretamente para o whats App dele (42) 9.9863 – 8517.

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