57 anos de matrimônio, dia 08 de julho!
03/08/26 às 09:12:05) Com muita alegria, o diálogo que traz o Oberekando é com um casal que desde adolescente este que aqui escreve, conhece! Na época, residentes na Rua Paraguai, ali marcavam pela convivência com os vizinhos, e a educação dos filhos, no caso, duas filhas e o caçula! Passado tempo, preservam a forma bonita que levam sua fé e frequentadores da Paróquia São Pedro e São Paulo que são, assim como vizinhos maravilhosos aos que os cercam.
O diálogo na sexta-feira que passou, é regado do amor iniciado no Triângulo, e que completou 57 anos, no dia 08 de julho!
O Oberekando traz a história da vida real de Manuel Sebastião Guimarães, nascido em Tibagi, em 18 de setembro de 1950, e de Castorina Ribeiro Guimarães, de família moradora do Triângulo. Ela é de 26 de julho de 51.
Ela é filha de Hortêncio da Silva e Luzía Ribeiro da Silva e ele, de Jonas Mercer Guimarães e Ubaldina Batista Carneiro.
Dos 13 filhos, irmãos de Castorina, apenas um teve parto no hospital, sendo os demais, todos em casa!
Revelou ele, que quando veio trabalhar no Triângulo, que é um bairro retirado, como se um distrito de Telêmaco, se acharam num baile, “e daí começou por ali. Foi por aí!”. Perguntado quantos anos tinham, e quando se casaram: “É até feio contar... Eu tinha 19 e ela 18. Muito piás!”. No enredo, o Site quis saber então, quem era mais pé de valsa, e ele apontou para ela!
Muitos entrevistados do Oberekando ao falarem de como encontraram suas almas gêmeas, citaram que foi numa festa, e no baile, que era o lazer dos tempos de poucos vizinhos e sem tantas opções de distração como se têm hoje. Eles começaram a namorar em janeiro e casaram em julho!
Ela brinca que até não gostou muito dele num primeiro momento, e se vão, lindos anos de matrimônio, e nisso ele responde, com sorriso e carinho: “Mas imagine se gostasse, né! Eu não tinha nada, e queria ter apenas uma mulher!”. Foi cupido, um amigo dela, Joel, que depois se tornou amizade de ambos! Inclusive, foi numa feita que Castorina saiu com Joel para levar a capelinha na casa dos familiares do amigo, que veio Sebastião, e Joel incentivou ambos a conversarem, pois aquele que seria futuro esposo, vinha caminhando atrás, e eis que acabou por indo até a família daquela que se tornaria namorada e assim foi!
A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO E DAS VIZINHAS
Empregada doméstica, no período que morou no Socomim, “reconheço que as minhas vizinhas me ajudaram muito, porque eu trabalhava muito nessa época. Nós dois!” Entre elas, citou Clarice e Idê, que são amigas em comum com os familiares deste jornalista, sendo Idê, madrinha (de Oberek). O esposo, também, um grande labutador, primeiro como pedreiro, e depois de 1986, como construtor. Vieram as crianças, a Silvana como primogênita, Silmara, que inclusive é a coordenadora da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, e o caçula, Sílvio. Não teve trabalho com a criação deles, e sempre foram obedientes. Saiam para brincar, como toda criança, na época, na rua nas proximidades da casa, e as queridas vizinhas já os alertavam que era hora de entrar, e se ajeitarem pois os pais estavam chegando do trabalho! “Eu sei que meus filhos nenhum tem o que reclamar... eles mesmos falam!”. Além deles, criaram com o mesmo amor, outros, “igual aos meus mesmos!”. Um deles que a qual ela tem um carinho enorme, é Anderson, vizinho deste jornalista e é sobrinho dela, filho de sua irmã! Um outro Anderson, Emerson, que Deus já levou, o Andy, Clayton e Cesar, são outros que tiveram do casal (e têm), amor de pais!
ELE, COROINHA DO PADRE QUE CELEBROU O CASAMENTO DELES!
Ela ficou sabendo depois, mas Sebastião foi coroinha, de 1958 a 1963, do padre que fez o casamento de ambos! Ai, após essa época na infância servindo na Nossa Senhora dos Remédios, em Tibagi, ele precisou, e era na época do grande incêndio, voltar para o sítio com seus pais. “Mas na verdade, eu parava com a minha tia, estudando! Minha tia era muito beata”. Ela chamava-se Cênica! Seu Bastião, como é chamado pela esposa, lembrou da paróquia tibagiana, dos padres Miguel, o próprio padre Egídio, e de Geraldo: Deste, recordou-se: “Ele gostava muito de imitar passarinho! Ele virava e começava... Você pensava que era passarinho, ia olhar, era ele!”. Já, aqui em Telêmaco, Geraldo veio almoçar com o casal umas quatro vezes!
CONSELHO AOS FILHOS
Pedido pelo Oberekando, para que desse um conselho aos filhos de hoje, as crianças, adolescentes e jovens, falou Sebastião: “Nem só pelos filhos, como os próprios pais, porque nós, na nossa época, nós se criamos trabalhando, e hoje infelizmente não pode! Então, é a educação e o trabalho! Na nossa época, com 13 anos, fui trabalhar de empregado no Santo Amaro, e hoje não pode! Com 18 ou 20 anos, nas costas do pai!”. Do respeito aos mais velhos, o pedir a bênção, foi outra importante citação! Na época dele, eram 5 quilômetros para ir à escola, e hoje, com toda a facilidade, ainda assim existem resistências ao estudar. Nessa época, voltando da escola, entrava em taperas pelo caminho, árvores, e comia jaboticaba, mexerica, e hoje, à mesa, crianças não têm coragem de descascar.... tem que dar na boca!”. O jeito de criar também os filhos, quando antigamente, ao chegar visitas, era todo um cuidado até para não se passar na frente deles, ao estarem conversando. Tanto ela, quanto ele, confessaram que não foram de apanhar dos pais! Assim também, trataram com os três filhos!
No passado, era muito lindo o relacionamento com vizinhos, os empréstimos de umas colheres de café, de açúcar, e a convivência como se fossem irmãos, e hoje, como isso mudou... foi citado pelo Oberekando! Com alegria, Dona Castorina e o esposo disseram que não têm a reclamar neste sentido! Graças à Deus, são bênçãos!
Ao encerrar o diálogo, foi pedido à Sebastião que desse um conselho aos novos casais, e de forma bem humorada e com amor, respondeu: “Obedecer à mulher!”.
De Dona Castorina, também o conselho, e especialmente aos filhos e no caso, filhas, pois por vezes se veem pressionadas por caprichos dos então namorados, até mesmo a abrirem mão de uma vida mais em família: “nunca passei por isso, mas eu digo assim, que em primeiro lugar o amor, porque se você amar, você já vai dizer assim não! Eu não vou fazer isso sem a minha mãe saber!”, relacionando a algumas questões postas pelo Site em que namorados por vezes tratam as meninas como objetos, ao invés de as respeitarem!
Ela citou também Marisa, que é esposa do diácono Dimas, e que é uma filha dela! “Eu amo o Dimas do fundo do meu coração, a Marisa é a mesma coisa, minha filha”. Ela morou com eles!
FORAM LEMBRADOS OS FILHOS DO CASAL

Silvana é casada com Gilberto e eles têm os filhos Pedro, de 21 anos, e João, de 18.
Silmara, casada com Luiz, e seus filhos são David (32) e Samanta de 19.
Silvio é pai de Bruno (28). Ele é esposo de Daniele, com quem tem os filhos Felipe de 19 anos, e Gustavo, de 16.