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Logística da reversa dos resíduos sólidos
Logística da reversa dos resíduos sólidos

TB participa de reunião do Grupo R-20

FONTE: PMTB

2022-08-04 às 10:35:16) Telêmaco Borba participou da segunda reunião do Grupo R20 em 2022, realizada em conjunto com o Fórum Nacional de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos e teve a participação de 134 representantes de 69 municípios de todas as regiões do Paraná, última quinta-feira (28).

O encontro reuniu secretários de Meio Ambiente e técnicos municipais e debateu as questões ambientais, políticas públicas para a gestão de resíduos sólidos e logística reversa.

Para os representantes da Secretaria de Planejamento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (SMPUHMA), José Eduardo Munhoz Martins (engenheiro ambiental) e Clayton José Alves (técnico ambiental), a participação no Grupo R-20 faz muita diferença para os municípios, porque há uma troca de experiências e informações entre os gestores públicos. É a oportunidade de unir diversas entidades e empresas privadas, que atuam nos serviços com resíduos sólidos e oferecem os sistemas que estão sendo executados no Estado, com as soluções existentes para os problemas do momento. “Assim, a gente consegue se atualizar e aplicar as melhores pratica de gerenciamentos de resíduos no município. É uma troca de experiências entre o setor público e o privado, para irmos avançando”, salientaram.

 

TEMAS

Pela manhã, a palestra foi com o Presidente do Fórum Nacional de Limpeza Urbana e Secretário de Meio Ambiente do Guarujá - SP, Sidnei Aranha, que falou sobre as implicações para os municípios da publicação do Decreto nº 11.044/2022 que institui o Certificado de Crédito de Reciclagem (RECICLA+). Sidnei demonstrou preocupação principalmente em relação a ausência de inclusão social dos catadores nessa política e a não participação dos municípios na fiscalização do cumprimento da logística reversa.

Na sequência, os presentes na reunião puderam conhecer o projeto desenvolvido pela professora Tatiane Dal Bosco da UTFPR de Londrina acerca do método de compostagem como alternativa para tratamento dos resíduos orgânicos domiciliares. Além de demonstrar tecnicamente a forma adequada desse tipo de tratamento, a professora apresentou as diversas formas que podem ser adotadas pelos municípios, seja ela de forma caseira com baldinhos até grandes pátios de compostagem com leiras revolvidas.

No quesito de novas tecnologias, a empresa ERT  apresentou a tecnologia do Bioplástico fabricado com matéria-prima 100% vegetal e que pode ser compostado. Em relação à Resíduos de Construção Civil, a empresa FUTURE fez uma apresentação sobre a possibilidade de implantação de usinas compactas para a reciclagem de RCC pelos municípios.

No período da tarde, a representante do R20 do município de Maringá fez uma explanação esclarecedora sobre a legislação em relação à Contratação das Cooperativas e Associações de Catadores e como Maringá está atuando em relação à essa temática, servindo de exemplo para outros municípios que ainda não contratam os catadores.

A finalização do encontro contou com uma mesa redonda de logística reversa com representantes da indústria de baterias chumbo-ácido (Instituto IBER), da cadeia do poliestireno expandido (Termotécnica e Santa Luzia) além da participação de um professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) apresentando uma solução para resíduos têxteis em desenvolvimento e da representante do R20 de Londrina, Mariza Pissinati, atuando como mediadora. Depois das apresentações, os representantes puderam questionar os palestrantes em relação às tecnologias apresentadas e a aplicabilidade das propostas.

O secretário executivo repassou os conteúdos debatidos e fez os encaminhamentos e deliberações. Marcos Chaves ressaltou a campanha promovida pelo R20 denominada de RECICLA EPS PARANÁ, a qual tem por objetivo fazer a reciclagem desse tipo de resíduo que atualmente a maior parte vai para os aterros sanitários. “Temos uma infinidade de tipos de resíduos que atualmente não são destinados para reciclagem, os quais os municípios precisam gastar muito dinheiro para a coleta e destinação. Sendo que boa parte desse custo e dessa responsabilidade deve ser das indústrias pelo mecanismo da logística reversa. É nessa linha que o R-20 atua”, finalizou Chaves.