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FAMÍLIA EM CONFLITO: DRA. JOELMA OCANHA
FAMÍLIA EM CONFLITO: DRA. JOELMA OCANHA

Ao lado do Dr. Marcos Bahena, ambos comentaram a abordagem da obra

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28/01/26 às 20:05:11) Um diálogo feito anteontem com os advogados Dr. Marcos Bahena e Dra. Joelma de Cássia Ocanha Almeida, trouxe o Oberekando, à luz, do livro “Família em Conflito”. Trabalhar no campo jurídico, questões familiares, foi o foco desta obra.

Tão humilde como lhe é característico, e mesmo sendo anfitrião, Bahena fez questão que a conversa destacasse a colega de escritório, e escritora! Como se sabe, ele é membro da Academia Paranaense e também, dos Campos Gerais, de Letras, e autor de diversas obras. O professor universitário é também poeta e escultor. Aliás, ele tem sua foto estampada entre as colunas dos acervos da Biblioteca Municipal de Telêmaco, como homenagem prestada por seus feitos literários.

Joelma disse que dessa coleção é o primeiro, mas “que tem mais alguns ali guardadinhos com o Marcos, e de outras áreas, mas do Direito, a minha parceria é com o Marquinhos. Então, o Famílias em Conflito vem com uma proposta de desjudicialização da área de família para uma conciliação, uma mediação”. Ela vê que antes de uma judicialização, estes fatores do Direito Sistêmico colocam a família muito além do pai, mãe e filhos.

Para se chegar à obra, disse das muitas conversas dela com o advogado, aonde foi pensado que o público-alvo, o cliente, é o mais interessado em ter uma boa resolução da causa dele, e vai ficar interessado. “Você diz assim, não, vai naquele advogado que aquele lá resolveu de uma maneira que todo mundo ficou satisfeito..., porque o foco dele, principal, ali, do ‘Famílias em Conflito’ é a análise da alienação parental. Então, não se tem ideia do que é uma alienação parental!”.

Os muitos aspectos que levam uma consulta com um advogado ser um verdadeiro despejar de críticas, por exemplo, de um dos lados do casal, e em seguida, o outro cônjuge, ou parte atingida, ter atitude recíproca, é visto por ela devido à dor deles, e ‘de cada um deles’. E, segundo ela, “se você tem um sistema, uma rede de apoio que trata essa dor, você tem uma resolução de conflito, melhor”.

Dr. Marcos, por sua vez, explicou: “Quando se trata de problema familiar, a emoção aflora. O sentimento fala mais alto que patrimônio, que bens. É uma situação bem complicada, bem delicada! Direito de Família não é fácil. Tem mais emoção do que outra coisa. Tem mais sentimento do que outra coisa. Então, aquilo que você pontuou com muita propriedade... o advogado, ele é um psicólogo nessa área. Ele tem que atuar nessa área como psicólogo. E é aonde se repousa o bom entendimento da Dra. Joelma, né?”. Modesto, ao falar do livro, disse que pegou carona nele: “Quando ela me convidou, o livro estava praticamente pronto. Esse é o sonho dela, uma realização dela! E vou falar um pouquinho dela agora. Essa moça, Dra. Joelma, é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. É um ser humano assim, iluminado. E não falo pra agradar ela, não. É o que eu sinto, o que eu enxergo nela. Então, isso daqui é só um começo que vem por aí. Tá bom? É um livro que ela enfatiza que a família é a base da sociedade”.

Foi colocado pelo Oberekando, de que alguns advogados que são cristãos e em geral, assíduos em suas igrejas, costumam colocar os casos, especialmente aqueles que envolvem separação de casais, em oração. Neste momento, informou ela que hoje há um debate muito grande em determinada comissão no STF, em relação ao não uso do Direito Sistêmico, mas, especificamente em relação às constelações sistêmicas. Esse livro vem como um aproveitamento de Direito Sistêmico, analisando os sistemas que eu havia comentado com você. Pra você conversar com uma família, às vezes as dores de um pai de família... ele chega em casa após altas horas, do trabalho, não sabe o que ele passou lá... não sabe as situações que ele passou lá! Como em casa, não sabe as questões que aquela mulher passou! Vamos dividir assim, porque na grande maioria massiva, ainda é desse jeito a formação familiar. Há situações que a esposa também trabalha fora, ou o esposo tem um outro tipo de ofício, mas não sabe o que ele passou e o que ela passou. Na hora de você abordar a questão da importância da família que é o núcleo principal da sociedade, - e que não existe uma estrutura social sem a abordagem de uma harmonia familiar -, você tem que ver pra ele, tipo... ‘eu vejo você, eu vejo as tuas situações, eu vejo o que você passa! Vamos abordar o que acontece, como ficaria melhor isto pra você, como ficaria, o que está acontecendo que está te afundando e aí você vai encontrando um caminho comum ali melhor, entendendo a dor, um do outro! Aí que você entra na cura pra alienação parental”.

Dr. Marquinho destacou: “O interessante dessa conversa, era que antigamente quando a gente apresentava um casal no fórum, que era presencial, e para fazer uma separação, antes do divórcio, inclusive, o juiz... ele ouvia separado primeiro o homem, depois a mulher, e depois os dois. O objetivo principal na época era reconciliar a família! Hoje não existe mais! Então, esse livro da Joelma tem como fundamento o artigo 216 da Constituição, que fala o seguinte ‘A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado’. Em cima disso que desenvolveram esses grupos, doutora, a família é a base da sociedade... com certeza, é o núcleo principal e primário de tudo”.

O Oberekando perguntou à escritora, o que fazer quando o Estado quer sobrepor-se à família, exemplificando como fora a questão, por exemplo, da obrigatoriedade de uma determinada vacinação... “O título do livro já é a resposta! Ele resolve família em conflito... Eu tenho toda a tranquilidade em dizer que ele resolve!”. Mas ela, ponderou, no entanto, que devemos andar dentro de um ordenamento jurídico!

Ela respondeu, mais detalhadamente, sobre alienação parental: “Alienação parental é quando você trata um cônjuge filho, qualquer um que esteja dentro do núcleo familiar, de uma maneira crassa. Você defenestra, você joga ele fora, você maldiz, você desqualifica aquela pessoa! Isto ocorre dentro do sistema jurídico... uma série de coisas como dano moral, etc.., dentro dos processos que se pode agir.  Antes de trabalhar isso, você precisa ver o que está acontecendo. Por que aquele ente familiar está se desfazendo ou desqualificando aquele outro... o que aconteceu? Qual é a dor dele? Por isso que a gente fala que tem que tratar a dor, porque as vezes a pessoa nem tem ideia de que ela está inferindo dentro de uma questão legal, que é a alienação parental. Então, também está em voga se se trabalha dentro do nosso sistema judiciário, se vai se tratar ainda alienação parental como é tratado. Eles estão trabalhando isso para modificar, e não mais qualificar alienação parental”. Ainda disse: “O que está acontecendo no STF é a mudança dessa Lei. E nessa mudança, ele já aborda”.

Para além de questões de separação matrimonial, que não deixa de ser bastante esclarecedor tudo o que está sendo citado pela dupla de advogados, outro momento bem conflitante em família, é na hora do inventário, e, triste até aqui ter que citar, mas friamente dizendo, o excesso de amor de um ente, que nunca teve atenção a um familiar, até que veio o momento do velório, aonde o amor se extravasa ao excesso (redundante a expressão, propositalmente). Como fazer com a discrepância, do que deu todo real carinho, com aquele que deve constar-se na lista de herdeiro, mas, nunca esteve preocupado com o falecido, ou com o detentor principal de bens, ao pedir que o inventário fosse feito ainda em vida? “E o amor, muitas vezes, nasce no inventário, né? As pessoas... Aí acontece bastante. Mas a Lei, ela é fria. A letra da Lei... ela não tem sentimento! No inventário, até aquelas pessoas que nunca participaram, nunca colaboraram, mas estão na condição de sucessores, elas têm os mesmos direitos”, ponderou Bahena. Ao perguntar a ela, se isso não é até desapontador para aquela pessoa que cuidou a vida toda, que deu amor, carinho, atenção, paciência, que deu de si... disse que os direitos são iguais, e até brincou Dra. Joelma, com este jornalista que aqui escreve: “Ele já está abordando o próximo livro, Marco, que é o direito de sucessões!”. Foi alentadora uma notícia dela: “No Direito nosso hoje, está em discussão, a questão dos filhos que mais cuidaram dos pais, que vão ter 10% a mais na herança”, e que isto já está para aprovação nas instâncias maiores.

 

UMA RÁPIDA FUGA DA PAUTA... E AS PERGUNTINHAS, E O NÃO COMPREENDER A IMPORTANTE FUNÇÃO DO DIREITO!

Uma questão comum quando se fala com amigos da área do Direito, é, ao ter com eles, especulá-los o equivalente a uma consulta profissional em seus escritórios... o famoso ‘é só uma perguntinha’. Fugindo um pouco da pauta, foi perguntado ao Dr. Bahena, como ele lida com isso: “É muito comum acontecer isso, viu? Na avenida, aqui no escritório, somos sempre abordados com essas questões e é uma coisa que já faz parte da nossa profissão, do nosso dia a dia, e não tem como fugir disso, e a gente atende com maior boa vontade, orienta... estamos todos juntos”, mas claro, um aprofundamento nas questões, são por entendimento, de que se trata de um profissional ai o ouvindo!

 

A DOUTORA JOELMA

“Sou nascida aqui! O meu avô foi vereador em Telêmaco - Antônio Alfredo Martins -, vulgo Bodão”, e inclusive existe uma rua que homenageia ele, na cidade: “Era uma pessoa de coração muito grande! Um apreço pelo meu avô e uma admiração também extraordinária... porque se você tivesse precisando de uma camisa, ele tirava a dele e dava para você!”. O pai dela foi mecânico - Joel Ocanha, de uma oficina próxima ao Colégio Wolff Klabin, e sua mãe, Dona Lurdes, era também de coração enorme, e destacava-se pelas ações em assistência social. Ela já foi chamada por Deus!

“O apreço por entender a Justiça por um viés um pouco diferenciado me levou para um outro meandro. Então, eu fiz Direito, depois, fiz Psicanálise, aí fiz Análise Comportamental e, por último, Direito Sistêmico, (...) que é para poder entender realmente o que é a letra daquilo que se aborda”.

 

AONDE ADQUIRIR “FAMÍLIA EM CONFLITO”?

Ele estará em breve, disponível na Amazon, na Eclep, no no Clube do Livro, e em Telêmaco, já está disponível em diversas papelarias.

Quando perguntado o currículo de Dr. Marcos Bahena, ou Dr. Marquinhos, assim chamado por muitos, disse: “A minha atuação como professor era mais pra aprender do que pra ensinar”. Autor consagrado, e com diversas obras, e adjetivos na apresentação da matéria citados, ele tem, no mesmo escritório de Advocacia, a amiga Dra. Joelma, também como colega de trabalho.

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Acompanhou a escritora na entrevista, o não menos estimado, Fabiano Almeida, que é esposo dela.

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