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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

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Escola Castro Alves e o amor pelo “Ler”

Diretora, coordenadora pedagógica e professora Vanessa falam do “Ler é uma delícia!”

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2017-06-29 às 19:53:30) Uma conversa muito agradável nessa manhã de quinta-feira se deu na Escola Municipal Castro Alves (CAIC) quando o Site Oberekando se reuniu com a professora Vanessa de França Marcoski , do Pré II e 5ª Ano A, também com Giselle Aparecida Oliveira, diretora da Instituição, e Solange Aparecida de Oliveira, coordenadora pedagógica, foi-se conhecido melhor os efeitos no dia a dia dos alunos, do projeto idealizado por Vanessa, e que fora um dos vencedores da 10ª Edição do Prêmio Paulo Freire da Rede Municipal de Educação de Telêmaco Borba em 2016, “Ler é uma delícia”.

“Com muita alegria e satisfação que apresentamos o projeto de leitura da professora Vanessa, que foi um evento que mobilizou, além da turma dela, nos incentivou e nos motivou a continuarmos também”. A diretora lembrou em geral hoje, uma leitura tradicional e o ler simplesmente e mecanizada, mas que na escola, o projeto mostrou um salto à leitura.

Por sua vez, Vanessa explicou a concepção do projeto, que se deu à partir que ela percebeu as dificuldades dos alunos com produção de textos, sem riqueza de detalhes, e pobres de conteúdo, e trouxe isso à direção e também com a coordenação, na época com a professora Edina. A mudança de voz e invenção de personagens no ato de ler levou os alunos a se encantarem, e partindo disso, fora instituído vinte minutos de leitura todos os dias

Foi ai que se iniciou com os alunos a escrita de cartas e uma das alunas propôs que uma dessas, fosse endereçada à escritora Ana Maria Machado: Qual a surpresa com a inesperada resposta dela, que gerou alegria e orgulho em toda a Castro Alves. “Alunos que pegavam livros pela quantidade de páginas enquanto mais finos, mudaram esse conceito. Eles começaram a pedir livros de presente para os pais. Houve um envolvimento com a comunidade. Eles começaram a trazer os livros para a escola, trocar entre eles e contar entre eles, e isso trouxe parcerias, amizades, além de diminuir os conflitos. O projeto acabou atingindo a todas as áreas. Relevante também o envolvimento, que se tem em registros no portfólio da escola, com vídeos em que os pais dão declarações da riqueza proporcionada, em todos os sentidos, no seio familiar, impulsionados pela leitura. Até emocionante a mudança de hábito, com filhos pedindo que pais lessem algo a eles antes de pegarem no sono, ou mais ainda: filhos lendo aos seus pais.

“Quanto mais você lê você se torna uma pessoa com menos erros, com mais ideias, porque a leitura te leva também para mundos que você ainda não conheceu”, porque ela abre os horizontes. A diretora complementa esse pensamento, alegando que é na Educação Infantil e Ensino Fundamental que está a base nesse sentido. “Se nós não incentivarmos dentro da escola, e desde o início, é complicado!”, sabendo que esse papel cabe a escola numa geração “trabalho” em que vivem os pais dos alunos, em relação ao contato pais e filhos. “A leitura traz também na criança, o seu posicionamento enquanto cidadão”.

A idealizadora disse que o nome do projeto, “Ler é uma delícia”, tira de certa forma essa imposição à leitura, lembrando-se que na maioria das vezes se cobra de uma leitura feita, um texto, um resumo, e a intenção é que se leia com prazer.

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Ter sido uma das vencedoras com o projeto, do Prêmio Paulo Freire, e inclusive ganho uma viagem à Foz do Iguaçu, “foi um reconhecimento do nosso trabalho”, avaliou Vanessa.

A pedagoga Solange disse que quando chegou à escola, o projeto já estava em andamento e acompanhou a parte final: “Trabalho maravilhoso onde a gente via o encanto das crianças com a leitura: ‘O gosto de ler mesmo e não porque era obrigado’.”

 

ARGUMENTAÇÃO

A leitura torna os alunos críticos. E isso se vê hoje neles, quando de um trabalho proposto, esses perguntando detalhes a respeito daquilo que será aplicado.  Também comungando com essa maior criticidade dos alunos, Solange acrescenta que a professora Vanessa explorou bem os bons espaços existentes para a leitura, nas instalações, como na sala de aula, fora dela, no anfiteatro e outros locais e observando que as crianças têm feito retiradas de livros consideráveis na biblioteca. A diretora disse que além de uma criança crítica, a leitura vai levar a ela ser uma pessoa pesquisadora, observadora da situação dentro da sociedade e participativa, “que eu acho que é o mais importante nos momentos atuais em que estamos”, comentou Giselle.  

 

REDES SOCIAIS

A diretora fez uma importante observação de que não podemos mudar a cultura, enquanto temos que saber discernir nosso falar e escrever. “Fazer essa distinção do que é o correto e de que eu estou convivendo numa família, numa comunidade e que eu posso ajudar a levar a cultura dentro dessa comunidade, porque eu estou aprendendo dentro de uma escola”. Vanessa também quanto a isso disse que sempre lembra as crianças: “Em nossos textos, não é a linguagem do Facebook!”. Outro fato lembrado por ela foi o interesse pela palavra, e citou um aluno que a perguntou o que era “índico”, pois ele queria saber o que era “azul índico”. Vanessa disse que após ter feito ele a descoberta, de ser um azul mais escuro, já teve texto que ele usou essa palavra. Solange também já comentou com os alunos que eles até podem usar linguagem diferente nas redes sociais, mas que na escola, somente a forma correta, e especialmente na produção de textos.

 

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