Esta é uma homenagem em primeira pessoa, ao engenheiro que mais que me deu meu primeiro emprego de carteira assinada... é minha gratidão! E ao ser contatado pelo seu filho, vi que ele é sua cópia!
19/09/26 às 21:30:04) Quando o filho de Dona Nair e Seu Paulo, saiu com todas as esperanças para uma nova tentativa de arrumar seu primeiro emprego de carteira assinada - e isto era o ápice para o início da vida adulta que mostrava responsabilidade e o procurar honra através do trabalho, como diz um velho ditado, ‘que dignifica o homem’, no mesmo local que já tinha ido, sendo que na primeira vez, conseguiu dormir e ticket para refeição no alojamento da Prisma aonde seu irmão, Jairo Oberek, era mestre de obras... eis que lá encontra o filho de Dona Lúcia e Seu Amaro, que era recente, em 25 de junho de 1981, concluinte do curso de Engenharia da Universidade Católica de Minas Gerais!
Este que primeiro é citado, sou eu que aqui escrevo, Edivaldo Oberek, que no dia 20 de junho de 1984, fui admitido como ajudante, para trabalhar na Tecnomont, na construção da Pisa, fábrica de papel, em Jaguariaíva!
Juro que não fui mentiroso, mas ao ser perguntado pelo engenheiro, Dr. Carlos Câmara Guatimosim, se eu sabia falar Inglês, eu necessitava mostrar qualidades, e respondi que sim, e minhas respostas eram básicas e tão somente... Yes, No, I dont understand! Carlos perguntou, com olhar bem humorado, ao engenheiro Mitsura, que inclusive já tinha estado na Klabin – Fábrica de papel de Telêmaco, de onde sou natural, o que achava de me dar a chance, e ambos sorriram e veio o veredito Sim!
Antes de continuar a minha narrativa quanto à Dr. Carlos, sempre que posso, lembro até mesmo nas entrevistas que faço, que em nosso juramento no momento da formatura na Graduação, fica claro uma das premissas, de ser útil à nossa sociedade e se me permitem, isso o engenheiro, com tantas passagens pela sua vida profissional fez... percebia-se que Deus fazia os seus olhos brilharem quando a oportunidade que dava, modificaria a vida das pessoas, as dando salário, e por quantas vezes que somente ele sabe... deu a chance do primeiro trabalho...e foi assim comigo! Sendo ele formado pela Universidade Católica de Minas Gerais, não tenho dúvida alguma que foi cristã sua conduta profissional, sempre!
Voltando a Jaguariaíva, ele, que era da Tenenge, que na obra estava com a Tecnomont, pergunta, vendo minha estatura pequena, se eu poderia trabalhar no Jato de Pintura (e de areia)... a primeira peça que viesse a ser jateada me faria voar e flutuar com a mangueira em alta pressão, assim como vemos ou mais, víamos nos desenhos animados e seus personagens! Sai correndo, saltitando, rezando a Deus por Guatimosim, quando recebi a resposta que estava admitido e precisei pegar o ônibus (circular) para fazer uma nova identidade (RG) na delegacia da cidade! Ele foi muito especial para mim, e me colocou, mesmo como ajudante, para auxiliar, burocraticamente, o assistente técnico Freire, na Mecânica, no campo (dentro da obra, num container)!
Minha passagem por lá, fora, ao invés de 3 meses que pensava, vi agora, 4 meses! Normal em empreiteira, que se você não foi assim tão ruim, ou melhor, um funcionário ok, ganhar carta para uma próxima obra! Eis que vou para Ouro Branco, em Minas Gerais, na antiga Açominas... cercada pelas cidades de Conselheiro Lafaiete e Congonhas do Campo! Lá, fui auxiliar administrativo A... lá, era a terra de Guatimosim, que (*) é natural de Belo Horizonte! Entenderão o tempo presente (*é natural), pois pessoas de coração maravilhosos, nunca morrem! A função era bondade total de coração dele, para comigo! De tantas passagens, num dia mais tranquilo no escritório aonde eu estava, Dr. Carlos me chama à sua sala e me presenteia com o livro de Mahatma Gandhi... fiquei muito feliz... imagina, mas só depois contemplei a importância justamente deste tema de Gandhi, deste contexto... você ainda tem alguma dúvida do anjo de luz, que acabei tendo como amigo? Claro, eu que trabalhasse, para honrar a confiança... eu sabia disto!
Ai, eis que foi a hora de, após seis meses, ir pra Pindamonhangaba, e a obra foi a Alcan, uma fábrica de alumínio, e iniciei lá como auxiliar administrativo D. Confesso que até estranhei, ir de A, para D, mas logo alguém me diz, sorrindo... ‘Você sabe, né, que esse cargo ainda no Administrativo (A), foi por você ser peixe do Guatimosim!’. Estava bom demais... empregado e antes, com os valores das passagens de ida ao novo local de trabalho, pagos, e como sempre, com alojamento garantido... ‘louco de bom!’.
Ali, servi ao assistente técnico Balo, e o meu engenheiro preferido ainda não tinha chegado ao canteiro de obras... e alguém até brincou... ‘o seu protetor... não está aqui!’. Mas... ele chegou!
Diversas passagens... Era uma das minhas responsabilidades, levar as escalas de horas extras dos funcionários da Tenenge, da mecânica... Para isso, eu precisava antes ter a assinatura de autorização do engenheiro da Alcan, Edson Figueiredo, tendo já conseguido eu, as de Carlos. Ele e Edson, por muitas vezes, e numa atitude querida e de amizade, pediam a mim que iriam usar as minhas costas para ancorarem e assinarem tais documentos! Importante: Tenho Dr. Edson em meu coração!
Foi a bondade do mineiro que a eu pedir que quando existisse uma chance de entrar direto na Alcan, que se pudessem me ajudar... Guatimosim me deu este presente, em conjunto com Edson Figueiredo! Mas, antes de sair da Tenenge, por um motivo maravilhoso, que seriam meus seis anos e meio na Alcan, como lubrificador, veio a ordem de Carlos, que me desse promoção, e me tornasse montador, e melhorasse significantemente meu salário!
Não consigo lembrar um outro chefe na Tenenge, em Jaguariaiva, que também muito me ajudou...ele usava óculos, era uma mistura de moreno e cabelos lisos...e meu Deus, tanta bondade! Em Ouro Branco, Edilson, o chefe do Departamento Pessoal, que ele e seu irmão Ananias... quanto amor cristão a mim. Edilson, natural de Oliveira (MG)!
Depois de muitos anos, consegui tempos atrás, por um irmão de Dr. Carlos, parece-me que com o mesmo nome do pai deles, Amaro, o telefone de Carlos, que estava residindo em Campinas! Tive a alegria de um recontato e continuidade de nossa amizade, e pude agradecer muito a ele, nas falas por Whats App, entre algumas, via vídeo! Ele não entendia a minha gratidão, pois, disse, não estava fazendo nada além de sua obrigação! Nunca fora só isso... sempre foi aquilo que Cristo pregou, e posto em prática pelo meu sempre amigo Dr. Carlos...
MAS EIS, QUE DR. CARLOS É CHAMADO POR DEUS, NESTE DIA 30!

Recebi com muita tristeza a notícia, vinda de seu filho, Gustavo! Morte súbita! Para mim, não resta dúvidas que está ao lado de Deus, o amigo que somente agora sei, por seu filho Gustavo, um pai maravilhoso, mas sempre tímido e que nunca alerdeou, perante aos outros, o bem que fez, a tantos, em vida!
Esta matéria é uma forma de homenagear, e agradecer, pois tudo na vida adulta, começa com a oportunidade de trabalho, registrado! Antes, eu trabalhei em outros locais, ainda de menor, seja vendendo sorvete, algodão doce, e após, mais oficial, cobrador da Galeria Nossa Senhora Aparecida, aqui em Telêmaco!

Guatimosim, humildemente e com muito merecimento, foi um dos meus homenageados na Dedicatória de meu livro ‘De Jornalista a Jornaleiro’!
Abaixo, por seu filho Gustavo, um texto, que aqui publico com muita deferência e respeito! Dr. Guatimosim estará sempre vivo no coração de todos que tiveram o prazer de tê-lo na sua trajetória... e se me permitem afirmar, tive essa honra! Antes, agradeço à Gustavo, que foi um filho amado, e a sua mãe, Simone Rogger, tão especial quanto ele, e que é paranaense! Recebam os meus pêsames, e a certeza, de Deus, da galhardia espiritual, ao nosso sempre Carlos!
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"Conhecendo meu pai depois que ele partiu

Hoje aconteceu uma coisa curiosa no meio de tudo isso.
De alguma forma, parece que estou conhecendo meu pai agora.
Depois que ele partiu, tive acesso às conversas que estavam no celular dele, às mensagens, às pessoas com quem ele mantinha contato. Até algumas senhas que encontrei tinham um significado especial. Eram senhas que eu e meu pai tínhamos criado quando eu ainda era criança.
É estranho pensar nisso.
Coisas que pertenciam à nossa história, algumas que eu nem lembrava mais, voltaram para mim justamente agora.
E parece que tudo conspirou, de alguma forma, para que eu pudesse conhecê-lo melhor.
Também aconteceu algo com as músicas que me tocou profundamente.
Os rocks clássicos que eu já escutava, que sempre fizeram parte da minha vida, eram justamente algumas das músicas que estavam na playlist que meu pai ouvia antes de partir. Eu já gostava daquelas músicas, mas depois de descobrir que ele também estava ouvindo as mesmas, passei a escutá-las de uma maneira diferente.
É como se, depois que ele partiu, algumas formas de comunicação tivessem vindo de fora.
Não através de uma conversa que tivemos, porque infelizmente não tivemos mais essa oportunidade, mas através das músicas, das pessoas, das histórias e dessas pequenas coincidências que começaram a aparecer.
Uma música que eu já conhecia.
Uma conversa encontrada no celular.
Uma senha que nós dois tínhamos criado quando eu ainda era criança.
Um colega que aparece décadas depois para contar o quanto meu pai foi importante para ele.
Uma homenagem que alguém sente necessidade de fazer.
E tudo isso foi, aos poucos, me apresentando novamente ao meu pai.
Talvez eu esteja dando significado a essas coisas porque estou vivendo o luto. Não sei se existe uma explicação maior para elas. Mas, para mim, elas têm significado.
E o significado que encontro é bonito:
parece que a vida está me entregando pedaços dele que eu ainda não conhecia.
Como se, de alguma forma, a comunicação que não conseguimos ter no final estivesse acontecendo por outros caminhos.
Nos últimos dias, conversei com alguns colegas de trabalho dele e ouvi histórias que eu nunca tinha escutado.
Uma delas, em especial, me surpreendeu muito.
O Oberek foi extremamente sensível ao falar do meu pai. Não apenas quis prestar uma homenagem, mas fez questão de agradecer por ele ter feito parte da sua história.
Ele contou que meu pai o ajudou no começo da carreira, quando tinha apenas 19 anos, indicando-o para o seu primeiro trabalho.
E o que mais me tocou foi perceber que aquilo tinha ficado guardado na memória dele durante todos esses anos.
Meu pai abriu uma porta para alguém e seguiu a vida.
Provavelmente nem imaginava que, décadas depois, aquela pessoa ainda carregaria tanta gratidão por aquele gesto.
E existe algo ainda mais bonito nessa história: quando meu pai fez aquilo, ele não se colocou como responsável pelo sucesso do Oberek. Pelo contrário. Disse que o mérito era dele.
Isso diz muito sobre quem meu pai era.
Ele ajudava.
Era educado.
Era correto.
Era proativo.
Gostava de resolver as coisas.
Sempre esteve disposto a se colocar à disposição quando alguém precisava.
E talvez ele nunca tenha tido dimensão do quanto essas pequenas atitudes significaram para outras pessoas.
Meu pai trabalhou em grandes empresas, passou pela Odebrecht, trabalhou fora do país e participou de grandes obras, inclusive na Venezuela.
E, como filho, existe algo que sempre foi muito claro para mim: meu pai era um homem correto.
Mesmo tendo passado por ambientes e períodos que posteriormente ficaram marcados por tantos problemas, meu pai nunca esteve envolvido com aquilo.
Ele fazia o trabalho dele.
Construiu sua carreira pelas próprias habilidades, pelo esforço, pela competência e pela maneira correta como conduziu sua vida.
E hoje, ouvindo essas histórias, consigo enxergar isso com ainda mais clareza.
Ele construiu a própria história.
E agora estou descobrindo que essa história também foi importante para outras pessoas.
Ele tinha muitos colegas, muitos conhecidos e muitas pessoas que guardam carinho e respeito por ele.
Talvez eu nunca tivesse dimensão disso enquanto ele estava aqui.
E agora, depois que ele partiu, essas histórias começaram a chegar até mim.
É quase como se eu estivesse reconstruindo meu pai através dos pedaços que ficaram.
E isso mudou alguma coisa dentro de mim.
Eu sempre respeitei meu pai.
Mas hoje respeito ainda mais.
Porque estou conseguindo enxergar o ser humano por trás do pai.
Um homem com qualidades, limitações, timidez, inseguranças, dificuldades e sua própria maneira de lidar com a vida.
E aceitar isso não diminui minha admiração.
Pelo contrário.
Me faz respeitá-lo ainda mais.
Porque começo a entender que ele fez o que conseguiu, com as ferramentas que tinha, dentro da realidade que viveu.
E talvez seja isso que mais esteja ficando para mim.
Perceber que muitas coisas que existem em mim vieram dele.
Minha educação.
Minha maneira de tratar as pessoas.
Essa vontade de ajudar.
De ser correto.
De me colocar à disposição quando alguém precisa.
Mas existe outra parte dele que hoje consigo enxergar com muito mais clareza: o marido que ele foi para minha mãe.
Quando olho para os dois, vejo uma parceria muito forte.
De certa forma, eram os dois contra o mundo.
Meu pai tinha esse jeito de proteger minha mãe, de cuidar dela, de estar por perto quando ela precisava e de assumir responsabilidades.
Eles construíram uma vida juntos.
Passaram por dificuldades juntos.
E, depois que ele se aposentou, essa parceria ganhou uma outra forma.
Ele passou a ser parceiro dela também na atividade que ela construiu. Ajudava na parte administrativa da loja, participava daquela rotina e estava ao lado dela em uma fase diferente da vida.
E hoje eu vejo o quanto aquilo também dava sentido para os dois.
A loja trouxe vida para minha mãe, trouxe comunidade, trouxe relações. E meu pai estava ali, ao lado dela, participando daquela história.
Talvez não tenha sido uma relação perfeita — nenhuma relação é.
Mas foi uma parceria construída ao longo de muitos anos.
E hoje tenho muito respeito por isso.
Por todas as vezes em que um segurou o outro.
Por todas as vezes em que enfrentaram as coisas juntos.
Por terem sido, tantas vezes, um pelo outro.
E percebo que essa ideia de parceria, de proteger quem está ao seu lado, de assumir responsabilidade e estar presente também existe em mim.
Talvez eu tenha aprendido isso observando meu pai durante toda a minha vida, sem perceber.
A gente vai entendendo que aquilo que fazemos durante a vida reverbera.
Às vezes, muito tempo depois, em pessoas que nem imaginávamos que seriam impactadas por nós.
Meu pai talvez nunca tenha recebido em vida todo o reconhecimento que merecia por algumas dessas coisas.
Mas hoje eu consigo enxergar.
E, através das histórias que as pessoas me contam, consigo perceber o tamanho da marca que ele deixou.
Talvez o luto também seja isso:
ir conhecendo novamente quem partiu através das memórias daqueles que ficaram.
E quanto mais eu conheço meu pai, mais consigo aceitá-lo como ele era.
Com suas qualidades, suas limitações, seus medos, suas dificuldades e sua maneira própria de demonstrar as coisas.
Infelizmente, nós não tivemos todas as conversas que eu gostaria de ter tido.
Não tivemos aquele “eu te amo” dito tantas vezes quanto talvez devêssemos.
Mas hoje eu penso que talvez existisse uma compreensão entre nós que não precisava necessariamente de tantas palavras.
Eu entendo um pouco mais quem ele era.
E acredito que, de alguma forma, ele também sempre entendeu quem eu sou.
E talvez seja isso que fica.
O amor que existiu, as coisas que ele me ensinou sem perceber, as pessoas que ele ajudou, as portas que abriu, a parceria que construiu com minha mãe e a parte dele que continua vivendo em mim.
Hoje, mais do que sentir falta do meu pai, eu sinto orgulho de poder dizer:
eu fui filho dele.
E quanto mais conheço sua história, mais carinho e respeito tenho pelo homem que ele foi.
Talvez eu nunca consiga conhecer todas as histórias.
Mas talvez nem precise.
Porque agora começo a perceber que meu pai não está apenas nas lembranças que eu tenho dele.
Ele está também nas pessoas que ajudou, nas portas que abriu, na família que construiu, na minha mãe que caminhou ao lado dele, nas coisas que me ensinou sem dizer e, principalmente, naquilo que eu carrego dele dentro de mim.
E é assim que quero honrá-lo.
Não tentando transformá-lo em alguém que ele não foi, mas aprendendo a enxergar, respeitar e amar cada vez mais o homem que ele realmente foi.
Talvez essa seja a parte mais bonita de tudo isso:
eu perdi meu pai, mas, de alguma forma, estou descobrindo um pouco mais dele todos os dias".
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Com a empresa, Carlos teve muitas passagens, inclusive no exterior! Após, resolveu dar um tempo do trecho, e se dedicou a vida empresarial! Carlos nasceu em 06 de julho de 1955, tinha então, 71 anos!
Em algumas entrevistas, eu citava minha gratidão por Ele, e CLIQUE AQUI e confira Via Facebbok, no minuto 11, uma dessas vezes!