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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


DA BAHIA, LEONARDO FAZ A DIFERENÇA EM TB

De muito fatos, sua vida é uma lição!

2019-12-09 às 10:32:27) O farmacêutico aposentado, Leonardo Lellis da Costa e Silva, nascido em 1º de fevereiro de 1932, é natural de Andaraí, na Chapada Diamantina, no Centro-oeste da Bahia. Ele é pai de Ardson Lellis Costa e Silva, que é secretário executivo da Acitel, também de Andreia, que reside em Joinville, e Luiz André, que Deus chamou. Para este momento, Geiza Zaions Gonçalves Dias foi convidada a participar, seja como entrevistadora, mas também, interagindo com o entrevistado. Ela nasceu em 1º de junho de 2003. Com prazer este diálogo no Especial de Natal do Oberekando.

“Meu pai me formou, líder! Tive escola, tive educação, tive uma família muito boa. A gente fica assim, porque a gente que tem descendência afro – com muito orgulho, e principalmente baiano – Minha mãe era portuguesa e meu pai afro. Meu pai foi educado, e que os pais dele formaram, ele líder!”, disse Leonardo.

 

MÊS DE DEZEMBRO TEM MARCAS PROFUNDAS

Aurino Lellis da Costa e Silva, seu pai, era comprador e exportador de diamante. O mês de dezembro deixou marcas profundas, inclusive cicatriz na face, e também, na vida do filho: Ele fora buscar o filho (Leonardo) para férias escolares de fim de ano, do regime internato que estudava, no conceituado jesuíta, Colégio Padre António Vieira, em Salvador. Como havia muita coisa a resolver-se na capital, a saída para reencontro com a família se deu às 22 horas, mas, lá pelas 3 horas da madrugada, um acidente nos limites da cidade de Santo Amaro da Purificação (famosa por ser a cidade natal de Caetano e Maria Bethânia), mas isso, em 1943.

Na gravidade, o próprio entrevistado chegou a ser levado ao necrotério. Sendo conceituados da cidade, o próprio prefeito de Andaraí, - pois a tragédia movimentou toda a cidade - observou que ele estava se mexendo. Tiraram ele dali e fizeram curativos.

Seu Leonardo vê que Deus dá a todos uma missão! “Qual será nossa missão? Será que é passear, divertir-se, comer, beber ou ir em balada? Eu acho que não! Você tem algo mais a fazer! Eu poso provar comigo (apontando ao seu coração) que Deus me deu algo a mais para eu fazer!”.

Ele disse não se recordar nada quanto ao acidente em si, mas sabe que se é uma semente, e que deve-se criar frutos, e este, é a alegria de ter criado sua família, dando-lhe estrutura.

 

A FAMÍLIA E A LIDA COM A MODERNIDADE

As netas são Vitória, residindo na Argentina, que está cursando Medicina, o André, que está em Joinville, estudando Engenharia Química, a Isadora, e o caçulinha dentre eles, Arthur, com 5 anos.

Geiza perguntou ao entrevistado, do conselho que poderia dar aos mais jovens, e na qualidade de avô e pai, vê que não está fácil para a juventude de hoje: “Eles lutam muito, porque são bombardeados de coisas”, citando a internet, baladas, e que não sobra tempo nem pra brincar e se divertir (como no passado): “O estudo é importante, mas quando seus pais falarem... não é obedecer (somente), mas esteja com eles, porque hoje não é mais do tempo do ‘faça’, porque em meu tempo meu pai falava e você tem que fazer! Hoje não é assim que funciona... hoje é o diálogo!”. Naquele tempo era ‘faça’ e acabou, e não se tinham alternativas! “O não vou ou não posso estava fora de cogitação! Mandou, obedece!”.

INTERNET: Perguntado como ele vê a relação de, numa mesa de refeição, pais e filhos todos mudos, porque não desgrudam-se da internet, observa: “Alguém tá falhando... vá com calma!” Em outro ponto, todos que seguem o Oberekando, sabem do respeito deste jornalístico aos conselheiros tutelares e seu grande papel, mas algumas contrariedades quanto ao ECA, e questionado Leonardo, disse que existem também deveres, e não somente direitos. Até mesmo na família, “não podemos governar ou dirigir uma família só com direitos, direitos... E o dever e a obrigação, onde ficam?

 

LEMBRANÇA BOA

Ele cita o tempo de Colégio em Salvador e na época de plena Segunda Guerra Mundial: “Eu vivia muito bem, e nunca me faltava nada!”. Recorda-se que morava neste caso, a beira mar, com constantes blecautes onde ficavam às escuras. Naquele ensejo, informou que região costeira, cerca de oito navios ali foram afundados, e naqueles anos, o meio de transporte para o restante do país – Santos, Rio, era marítimo.

Sempre voltando (o Oberekando), ao tema tecnologia, disse que não fez falta, e avaliou: “Naquele tempo parece que até se vivia melhor!”. Era melhor. Se comunica mais entre si e as pessoas”. Esse aspecto, anteriormente, fora comentado por Geiza. Avalia que ao avanço, não há mais volta, mas se é necessário um tempero. “Tem que se dosar!”, completou Leonardo.

 

O FARMACEUTICO, IMPULSIONADO PELO PADRINHO GUTEMBERG

Lellis ficou também muito conhecido por na época ter a Farmácia São Sebastião, que hoje estaria localizada em frente a Livraria São Bento, que vê como boa lembrança e de muita luta.

Quem o estimulou ter o ramo farmacêutico foi seu padrinho. Quando do falecimento do seu pai, conforme acima citado, ele estava com oito anos. Um ano depois, Deus chamou também sua mãe: Eram em sete irmãos, que se tornavam órfãos. O irmão mais velho dele tinha 14 anos e foi necessário se nomear um tutor para as questões de inventário...e houve problemas! O pai era forte na mineração de ouro, e tinham negócios em Botafogo no Rio, em Amsterdã, com o banco sergipense. Logo depois de enterrado – 25 dias – apareceu um cheque para a mãe dele pagar, de 50 mil reais, naquela época (era muito dinheiro).

Quando da internação em um excelente colégio interno, as condições já eram, como costumeiro por volta dos anos 40, pré-determinadas, e ele deveria ser advogado!

Neste interim, foi morar com seu padrinho, o médico Dr. Gutemberg José Leal: “Ele foi lá e disse ‘meu afiliado ele vai terminar comigo, eu vou tomar conta dele’”. Ele explicou voltando-se a Geiza: “Naquele tempo, padrinho é pai, na falta dos pais!”.

O que o trouxe ao Sul, relacionado o metal precioso, foi a profissão de seu irmão, Luiz, que era lapidário e morava em Ponta Grossa. Antes, foi ao Rio de Janeiro, em 1955, aonde morava Leopoldo, que era paraquedista.

O padrinho, médico, também tinha farmácia e isso lhe influenciou. Trabalhou em farmácia em Ponta Grossa e lá, se casou. Conheceu Romildo Calado! E ai, fazem já 40 anos que está na Capital do Papel!

 

UMA CONVERSA COM DONA ANITA: A ETERNA NAMORADA

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A mãe da casa, disse que conheceu sua alma gêmea em Ponta Grossa, num baile, mas demoraram-se a se entender. Em 61 eles noivaram-se e em 63 veio o casamento. Em 1964 nasceu Ardson. Ela, na verdade, nasceu em Rio Azul, próximo de Porto União, divisa com Santa Catarina.

Nos desfiles e compromissos pátrios de Sete de Setembro, nem tanto pelo entrevistado, como por todas as coincidências da data, ele está totalmente perdoado se não se fizer presente: O casamento foi em 7 de setembro, o aniversário dela também! Não basta apenas e tão grandes essas datas. Vitória, filha de Ardson, nasceu também em um Dia da Independência: “A nossa primeira neta", epigrafou ela, que completou, com alegria: “E essa nossa neta é uma bênção, porque tem 23 anos, e agora em fevereiro, já se forma em Medicina”.

Um lazer do novo casal de namorados, numa época bastante rígida, eram os matinês do cinema. Revelaram que não houve o pedido para namoro, mas a decisão do noivado, essa sim foi antes, pedida autorização, e claro, conhecimento da mãe de dona Anita. Com pai na época já falecido, fez essas cerimônias, o irmão dela, José.

O casamento acalhou também com o grande incêndio que abrangeu todo o Paraná e de forma muito forte, Telêmaco Borba. Perguntada de momentos felizes e algum triste, na época do casamento, disse que a união em si, fora o fato mais feliz, mas que ele ter ficado desempregado logo depois de casado, foi um pouco difícil. Mas o mais triste foi a morte do filho deles, que fazem 28 anos, e aos 18 anos: “Foi um tempo muito difícil em que todos nós achamos que íamos perder a razão. Íamos enlouquecer, na época. O Ardson entrou em depressão profunda, mas Deus resgatou a gente, e daí superamos, não é?”.

Das dificuldades enfrentadas, especialmente no passado, ela assinala que não foi assim tão fácil também, nestes 56 anos de vida. Ela faz uma avaliação das mudanças de valores, nos dias atuais, no tocante a família, obediência e amizade: “Porque agora, os filhos completam 15 ou 16 anos, e acham que se mandam. Já não existe a autoridade de pai. O Ardson, tinha 15 ou 16 anos, e ia no matinê do Cine Harmonia!”. Informou, mesmo sabendo que perfeito ninguém é, o certo e o errado aos seus filhos: “Agora vocês erram, se quiserem!”. 

 

MENSAGEM DE NATAL

Na mensagem de Natal, disse que “o Natal, mesmo, que Cristo transmite pra gente, é todo dia! Temos que abraçar o Natal, estar com Ele sempre e com a Família! É o que eu desejo pra todo mundo, é paz, tranquilidade e felicidade. Nós temos que lutar para alcançar isso! Está ao nosso alcance!”. Dona Anita lembra que para ‘nós’ católicos, é a data maior. “É a data que a gente sente mais. Começam os preparativos de Natal, a gente já se emociona”. É, para ela, uma data feliz, “porque essa data representa a nossa salvação. Jesus nascendo para que nós tenhamos a vida eterna”. Ela desejou um santo Natal a todos.

A CONVIDADA DO SITE: Por sua vez, Geiza, que foi uma presença que abrilhantou mais este Especial de Natal, disse, com brilho nos olhos: “Eu me dou muito bem com minha família. Graças à Deus temos uma convivência muito boa. Queria pedir pra aproveitarem o momento. Muita gente pensa no presente que vai receber, mas Natal é para se pensar em família. Aproveitar o máximo os pais. A minha irmã não mora comigo (cursa Direito, e reside em Irati), mas aproveitar o máximo enquanto ela está com a gente.  Aproveitar em família, que é isso que significa o Natal, não é?”. Geiza é filha do casal Gilson e Glaci, e tem também o irmão caçula Geizon.

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No álbum de fotos acima, Leonardo tem em mãos, um livro de anotações de seu pai, bem como alguns de seus documentos, bem como retratos de família que nosso entrevistado aqui no Sul, formou.