ONLINE
12




Partilhe esta PŠgina

DFF

d

ACITEL

s

sr

a

D

S

C

S

S

AWEF

swd

S 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


LUIZ BASSANI: DE SEMINARISTA A MARINHEIRO

Sul-mato-grossense, sua trajetória, cuja determinação deu o ritmo

2021-06-12 às 23:15:40) Neste domingo, a história da vida real que o Oberekando traz, é do sul-mato-grossense Luiz Bassani de Souza, que nasceu em Eldorado no dia 17/11/1965. Ele, estudante do Seminário Santíssimo Redentor em Ponta Grossa, local aonde hoje se localiza a Universidade Tecnológica do Paraná, dividiu dois períodos de quatro anos entre ser seminarista, e após, ter integrado os quadros da Marinha do Brasil. Entre um e outro, fez um intervalo de seis meses, na sua cidade natal, junto com seus pais. Agora ele trabalha no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado do Mato Grosso, e reside na mato-grossense, Sorriso.

“Ao reencontrar para entrevista, e devido a amizade construída no seminário, que era o ponto de união, lembrou: “Neste tempo de nós no seminário, nem tínhamos quase, máquina fotográfica, então o contato ficou muito distante, e parecia até meio impossível da gente se encontrar, e agora estamos aqui”.

Neste sentido ainda, de reencontrar com os amigos da época do seminário, em Ponta Grossa em 2018, confessou que foi tão marcante, que chegou a ficar em estado de êxtase, pois “revendo os amigos, parece que a gente viaja no tempo, principalmente o primeiro encontro”, passados mais de 30 anos.

Bassani marca entre os amigos, pela forma de fácil amizade e companheirismo, além de uma simplicidade, sem medida, que ainda mais o engrandece.

 

HOJE RESIDENTE EM SORRISO (MT)

Da cidade em que mora, lembra de um dos casos que se conta, de como ela surgiu: Uma potência também na agricultura, e ficou-se naquela dúvida de que nome colocar, e via-se apenas arroz, que em italiano tem a tradução de ‘riso’. Como era predominante a plantação do arroz, não se pensou duas vezes: só-arroz: so-riso: Sorriso. Mas, conforme Bassani, na realidade se pensou em colocar o nome de Curitiba, porque era grande lá a população pioneira, de paranaenses, e chegou-se à conclusão do apelido (ou o título) de Curitiba, Sorriso, por ela ter o título de Cidade Sorriso.

(Na foto de família, com a bola vermelha)

“Eu saí lá de Eldorado, no Mato Grosso do Sul, do sítio mesmo, lá da roça! Imagina um adolescente de 14 anos, ir pra um lugar...o seminário... hoje teve uma mudança e está meio invertido, pois o pessoal da roça por vezes está melhor que na cidade, mas naquele período, da roça, era coisa difícil”.

FAMÍLIA: É composta pela esposa Samara, com quem está chegando a 22 anos de união matrimonial, e as filhas, Rebecca, de 21 anos, e Débora, de 18. “Já casamos com idade mais madura”. Uma das coisas mais lindas de se ver, é o carinho da família, com este pai maravilhoso, exemplar e cristão que é Bassani. A intelectualidade das filhas, mas par e passo a humildade delas, é também outro imprescindível fato.

 

JÁ NO SEMINÁRIO, DESPERTAVA O MARINHEIRO QUE NELE EXISTIA

“Eu, quando ainda no seminário, já comecei a ficar com vontade ir pra Marinha. Eu recebi um folhetinho lá, e achei interessante. Eu sempre gostei do Rio Paraná, de pescar, sempre nadei bem, e atravessava aquela balsa perto de Sete Quedas, aonde hoje é a ponte de Guaíra, entre Paraná e Mato Grosso do Sul. Passava de balsa ali, levava uns 40 minutos, e ai eu falei... bem que eu podia ir pra Marinha, e comecei gostar e comecei a estudar. Já no seminário, no último semestre, assim que saí, e no começo do ano, fiz o concurso, e em Guaíra, e fui aprovado”. Fez os exames, o que deram seis meses entre ficar com os seus pais, os ajudando na roça, e em julho de 1984, entra na Marinha. Ele, no começo, entrou em navios mesmo, e após, conseguiu ir pra área de motores e fez um curso em mecânica, atuando antes, na marinharia em geral.

 

GUERRA DAS MALVINAS

O professor de Física, da época do seminário, Luiz Ernesto Wanke, fotografou em 21 de abril de 1982, dois aviões, sendo um caça inglês, que invadira o espaço aéreo brasileiro, o que é retratado na obra “Malvinas, o dia que vimos começar uma guerra”, ao passarem nessa caçada, pelos céus de Ponta Grossa.

Do mestre virou fã, e recebeu de presente dele, suas obras!

 

LEMBRANÇAS DO MARUJO!

Das lições assimiladas na época de marinheiro, a de João Cândido, conhecido como Almirante Negro, que encabeçou a Revolta contra as chibatas.

A união constante entre os soldados na época, hoje conhecidos como os pracinhas, na Tomada do Monte Castelo, em terras italianas, foi um momento que sempre estará cravado positivamente na história Brasileira, e chama muito atenção do entrevistado. Por incrível que pareça, lembrou ele, muitos italianos dão um crédito enorme e quase que entronizam as Forças Expedicionárias Brasileiras, daquela ação, enquanto que os próprios brasileiros infelizmente, não valorizam a sua história, para não falar, que a nova geração por vezes, nem dela escutou falar.

Após passado o conflito em solo italiano, uma canção foi composta, retratando a composição da tropa e os soldados, trazendo a flor da pele, detalhe dos locais de onde eram, e o que a eles, significou a Vitória de Monte Castelo. CLIQUE AQUI e veja a Canção do Expedicionário.

Histórico Dele na Marinha

- 1984: Escola EAMSC em Florianópolis - Santa Catarina.

- 1985-1986: Embarque no Contra Torpedeiro Piauí - Destroer 31 -Base Naval no Rio de Janeiro.

-1987: Embarque no Submarino Toneleiro S21. Base Submarinos no Rio de Janeiro.

- 1988: Centro de Instrução Aeronaval - Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia – RJ

 

Anteontem, dia 11, houve uma importante data de comemoração entre os marinheiros, que foram os 156 anos da Batalha Naval do Riachuelo, considerada pelos historiadores como um a batalha decisiva na Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), quando este acontecimento ocorreu na manhã do dia 11 de junho de 1865, na foz do Riachuelo, afluente do Rio Paraná.(CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO).

Ele, que pediu baixa da Marinha justamente quando veio sua promoção à cabo mecânico de aviação, encerrou este bate-papo com o jornalista - que inclusive fora seu amigo de turma no seminário pontagrossense -, com uma mensagem a todos, e a cada padre, professor e amigo do seminário, “um coração de gratidão, pelas amizades, pelas brincadeiras, e pelo convívio que a gente tem ainda hoje. O principal é que Deus, o Senhor, Ele nos ama, tanto que nos ama, um amor tão grande por nós, que ele não desistiu nem de você, nem de mim, nem de ninguém, porque ele foi pra cruz!”. Bassani ressalta de forma profunda: “Toda vez que você olhar pra cruz, você reflita... Ele não desistiu ...era o último cartucho, ele morreu e se entregou por nós! Graças à Deus que nós estamos nessa bênção!”.

 

LEIA TAMBÉM:

A EMOÇÃO DE VOLTAR AO SEMINÁRIO DE P.GROSSA. Brasileiros e paraguaios visitam o local que moldou suas vidas e selam aquele solo no coração.

--

D