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DIÁCONO CASSEMIRO, DE IMBAÚ: VIDA, AMOR E FÉ
DIÁCONO CASSEMIRO, DE IMBAÚ: VIDA, AMOR E FÉ

Primeiro casamento realizado na nova capela da paróquia construída à princípio visando sua ordenação, foi justamente dele e Wilsa

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2018-05-10 às 17:07:05) O Contabilista Cassemiro Teixeira da Silva, que nasceu em 13 de março de 1965, é querido pela população de Imbaú por diversos aspectos: pela pessoa de boa índole, pelo profissional que dirige um conceituado escritório de contabilidade e pelo diácono permanente que é, já há dez anos. Ele pertence à Paróquia São José. Muitos olham para ele e falam que ele tem um jeito de padre. Ex-seminarista, você verá na íntegra da entrevista abaixo, qual a estreita ligação com a construção da nova capela, sua vocação e sua vida pessoal.

Ele chegou a fazer os votos temporários, sendo seminarista Redentorista, e no segundo ano de Teologia, já em São Paulo, decidiu deixar a caminhada, por decisão própria. Isso deu-se em 04 de julho, e nenhuma apologia à Independência dos Estados Unidos (devido a data mundialmente conhecida), mas sim, “eu poderia ser um padre muito eficiente dentro daquilo que me propunha no ministério, mas não realizado. Eu preferi ter essa abertura com os meus superiores na época”.

A caminhada dele foi de três anos de seminário Menor, sendo o Redentorista em Ponta Grossa (Ssmo Redentor, onde hoje é a Universidade Tecnológica) onde cursou o Ensino Médio completo, mais três anos de Filosofia, sendo dois em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e um em Curitiba. Noviciado fora em Ponta Grossa novamente e a Teologia onde cursou um ano e meio, antes de sua decisão em novos rumos.

“Depois disso, toquei minha vida como leigo, conheci uma pessoa que hoje é a minha esposa, a dona Wilsa, aqui em Imbaú, e em 1995 nós nos casamos, e eu comecei também a faculdade de Contabilidade em 95”. Se formou em 2000 e exerce a profissão de contador desde 2005.

 

FILHOS, E UMA VEZ QUE ESTAVA NUMA CELEBRAÇÃO

Respondendo à pergunta se a famosa brincadeira de ser filho ou filha do padre, já foi feita aos seus filhos, Caroline de 20 anos e Rafael de 15, lhe veio a lembrança quando estava numa celebração e o padre não estava. “Só estava eu, e chegou uma criança e falou: Padre... você tem um filho, né? e o nome dele é Rafael! Ai eu falei...olha, eu tenho um filho mesmo, só que o tio não é padre... o tio é diácono!”

A exemplo da mãe, ela faz Biologia (UEPG) em Ponta Grossa e ele disse que, estudante do Ensino Médio que é, já apontou que não, por enquanto, pretende cursar Contabilidade.

 

VOLTA DO SEMINÁRIO... DECEPÇÃO GERAL?

Isto que para muitos é o calvário, ao noticiar a desistência do filho que era a esperança em ser padre, Cassemiro confessa ter sido mais tranquilo em seu caso, de ambos: tanto por parte do pai, quanto da mãe. Em Imbaú, logo ao ir na primeira missa com igreja lotada, fez questão de ser leal com sua comunidade e lhes dizer da decisão.

 

AMIGOS E TELÊMACO BORBA

De Telêmaco Borba, as lembranças mais latentes era que D. Henrique, que fora pároco da Matriz NSra de Fátima era amigo dele de viola e cantavam Tião Carreiro e Pardinho, e também de Miguel Vergenski que todo sábado tem uma programação na Vale do Tibagi FM. Também o padre Marcos Vinicius que está em Telêmaco atualmente.

“O SEMINÁRIO MOLDOU NOSSA VIDA!”: “A formação que nós ganhamos no seminário é uma conta que nós nunca vamos conseguir pagar”, mesmo, segundo ele, dando a vida inteira, em relação ao que o seminário e a congregação o deu, e aos demais, como formação humana.

 

CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA

O fato dele estar no seminário foi impulso a esta iniciativa também. “Inclusive todos estavam empolgados e construindo uma nova igreja aqui, que por sinal era meu sogro (antes isso nem se imaginava) que era coordenador. Ele acelerou com todo o povo aqui que tinha que construir logo a igreja, porque o Cassemiro já ia retornar para a ordenação”. Na verdade, ele nem imaginava que Deus estava preparando a filha dele para ser a esposa do hoje diácono. “Quando nos casamos, o nosso casamento foi o primeiro na igreja nova que estava sendo preparada para um outro sacramento que seria a ordenação sacerdotal. Brinco e de fato, falo que nós inauguramos com um sacramento, que não foi o da Ordem, mas sim do Matrimônio”.

Cassemiro ao sair do Seminário, lembra que pediu uma semana aos padres, para colocar a situação à sua família, em Imbaú.

Outro fato relacionado àquela que seria sua esposa, disse que a hoje sua agora cunhada, mas falou a mãe dela, que hoje é a sogra dele, ao escutar dele que acabou em sua volta, fazendo a celebração na ausência do padre: “Olha mãe, o Cassemiro falou hoje na igreja que ele está saindo do seminário! Só falta ele querer casar com a Wilza, não é?  E ela falou brincando ...’você quer casar com ele Wilza?’ ao que ela respondeu que sim”, mas brincando, não e!”. Quis Deus que não fosse brincadeira e hoje esse querido casal está formado e feliz, e continuando na vocação de difundir o Mestre.

“Mas de fato, posso dizer, que a minha comunidade acolheu muito bem (minha decisão), sempre me acolheu, e hoje eu percebo que eles têm um carinho especial por mim. Não somente pelo meu Ministério, mas pela minha pessoa!”.